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Globo promove Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para Audiovisual

Parceria entre a Globo e a Flup seguirá por mais 11 semanas

Publicado em 18/09/2021
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O Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para Audiovisual chega à sua quinta edição. Fruto da parceria entre a Globo e a Festa Literária das Periferias (Flup), o projeto, focado na formação de roteiristas, neste ano, passa a contemplar também vagas para indígenas.

Ao todo, foram selecionados 40 participantes, sendo 20% deles descendentes diretos de povos originários. A abertura do Laboratório foi comandada pela cineasta Graciela Guarani e pelo diretor da Globo Jeferson De na última quinta-feira (16).

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Durante 12 semanas, o Laboratório acontece de forma remota, trabalhando com os alunos conceitos básicos de narrativa, construção e desenvolvimento de personagens e tramas de diferentes gêneros, como humor e ficcionalização de fatos reais. Nomes como Paulo Lins, Carolina Kotscho, Martha Mendonça, Elisio Lopes Jr., Pedro Riguetti, Tati Bernardi, entre outros, estão entre os palestrantes, sendo Jorge Furtado e Rosane Svartman, os padrinhos da turma.

Além das aulas, uma vez por semana, os roteiristas se encontram com orientadores, como Renata Dias Gomes e Clarisse Vianna. As profissionais, que trabalham com grupos de cinco participantes, acompanharão de perto o desenvolvimento do argumento final.

“O Lanani é uma experiência inovadora, de descoberta de novos talentos e narrativas, mas também é uma das portas de entrada para a diversidade que estamos buscando na Globo. É um espaço de troca importante para nós porque, ao mesmo tempo em que desenvolvemos jovens roteiristas, nutrimos nossos criadores com diferentes visões e olhares sobre o mundo. E assim o Laboratório contribui para a construção de um mercado audiovisual mais diverso e inclusivo”, afirma Marcia Lins, Gerente de Aquisição e Desenvolvimento artístico da Globo.

Além de contribuir para a formação de novos autores, cineastas e roteiristas, o Laboratório fomenta a inserção no mercado audiovisual de novos olhares e de narrativas cada vez mais diversas, potentes, críticas e criativas.

“A brutal crise sanitária, política e econômica do país pode ter nos roubado a esperança por dias melhores, mas, qualquer que seja a ideia de futuro para o Brasil, ela obrigatoriamente implica uma ampla discussão sobre as heranças da colonização, marcada pelo genocídio do povo indígena e pela escravização do povo negro”, diz Julio Ludemir, um dos criadores da Flup, que acrescenta: “Esse genocídio se deu também no campo das narrativas artísticas, onde essas vozes têm sido silenciadas há séculos.”

As cincos edições do Laboratório tiveram números expressivos: mais de 2.000 inscrições, 150 participantes, 136 argumentos entregues, mais de 20 roteiristas contratados pela Globo e o especial de Natal Juntos a Magia Acontece, produzido a partir de um argumento construído no Laboratório, vencedor do Leão de Ouro, na categoria Entretenimento, no Festival Internacional de Criatividade de Cannes 2020/2021.

Fruto da parceria entre a Globo e Festa Literária das Periferias (Flup), o Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para Audiovisual acontece entre 16 de setembro e 18 de novembro, com cerimônia de encerramento prevista para o dia 25 de novembro.

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