Globo é condenada a dar direito de resposta à juíza do caso de advogada algemada

Publicado há um ano
Por Renan Vieira
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A juíza Eunice Bitencourt Haddad, da 24ª Vara Cível, condenou a Globo a dar direito de resposta a Ethel Tavares de Vasconcelos. Ela é a juíza leiga que teria ordenado algemar e aprisionar a advogada Valéria dos Santos. O caso ocorreu durante uma audiência, em setembro de 2018, em Duque de Caxias, no Grande Rio.

A Globo repercutiu o fato no programa matinal Encontro com Fátima Bernardes. Agora, a decisão da Justiça diz que Ethel deve ter o mesmo espaço que foi concedido a Valéria na atração. Além disso, a condenação se baseou em a Globo ter optado por mostrar apenas uma versão dos fatos. Eles estavam sob investigação do Tribunal de Justiça.

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A juíza Haddad sustenta que: “E, mesmo ciente de que o Tribunal de Justiça estava apurando os fatos, decidiu encampar a versão daquela, e usar a situação ocorrida, com a versão de apenas um dos lados, repita-se, para fomentar a discussão sobre o tema discriminação contra mulheres e racismo”.

O Tribunal decidiu, na época, que a juíza Ethel não cometeu ato de racismo e, tampouco, alguma infração. Com isso, a partir de 3 de junho, a Globo é obrigada em até 15 dias cumprir a decisão. Caso não, será multada diariamente em R$ 50 mil.

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