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Denúncia

Câmera Record retrata exploração infantil e a miséria de apanhadores de açaí

O programa é apresentado por Marcos Hummel e vai ao ar após Domingo Espetacular

Publicado em 30/07/2021
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O Câmera Record deste domingo (1), apresenta uma reportagem sobre toda a rotina do açaí, fruto que gera muita renda, mas também exploração e miséria. Da coleta das palmeiras à beira de rios e igarapés até a mesa de quem o consome, o açaí percorre um longo caminho. Muitas vezes marcado pelo trabalho degradante de adultos e crianças.

O programa mostra a relação de trabalho desigual entre catadores, produtores e atravessadores. Os atravessadores são os que mais lucram com a exploração dos ribeirinhos. Especialistas e autoridades ficam impactados com a denúncia do Câmera Record.

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Durante 13 dias, os repórteres Rogério Guimarães, Daniel Mota e Michel Mendes viajaram pela Amazônia paraense para mostrar que a fruta que se popularizou no Brasil e no exterior tornou-se o novo ‘ouro negro’ da floresta, gerando emprego e renda.

Por ano, o país ainda fatura, em média, mais de 250 milhões de reais com a exportação da fruta. Hoje, em qualquer cidade brasileira é possível encontrar um lugar onde se vende açaí, mas essa riqueza esconde uma realidade de miséria, exploração e trabalho infantil.

A rotina dos apanhadores envolve escalar troncos várias vezes ao dia. São famílias inteiras agarradas em árvores. Um trabalho pesado, de muito suor e pouco dinheiro. Nem sempre existe comida na mesa.

Aos 54 anos, Lucinésia comanda uma família de 11 pessoas, mas o que ganham com a cata do fruto não dá para comprar nada além de farinha e café. “Eu ainda não consegui o almoço hoje e já tenho que pensar no jantar, pelo menos para os meus netos”, desabafa.

Esse ciclo de pobreza se repete entre os açaizeiros. Para aumentar a renda familiar, crianças e adolescentes ajudam a debulhar os frutos e colocar nos cestos. Por serem mais leves, ainda podem subir em árvores mais finas, tudo sem equipamento de proteção. E pagam um preço alto: ficam fora da escola ou têm atraso na aprendizagem.

O menino L, de 15 anos, não sabe ler e só escreve o primeiro nome, porque vive para o trabalho. “Só penso em pegar açai”, resume.

O Câmera Record vai ao ar aos domingos, às 23h15. A apresentação é de Marcos Hummel.

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