Apocalipse: descubra curiosidades sobre a novela que será reprisada na Record TV

Baixa audiência e bastidores turbulentos marcaram exibição original da novela

Publicado há 7 meses
Por Felipe Brandão
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A partir de terça (21), o público da Record TV conferir novamente uma ousada e polêmica produção da emissora: Apocalipse. Exibida originalmente entre novembro de 2017 e junho de 2018, a novela bíblica – e futurista – se baseia nas profecias do livro homônimo, retratando o que seriam os últimos dias da humanidade.

Enquanto a (re)estreia não acontece, aproveite para relembrar algumas curiosidades a respeito da atração da Barra Funda.

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Sérgio Marone gravou Apocalipse na Itália (Divulgação)

Um projeto ambicioso

À época de sua pré-produção, a Record TV vislumbrava em Apocalipse uma chance de voltar aos tempos áureos de Os Dez Mandamentos – que, em 2015, chegou a ultrapassar várias vezes a Globo, com sua fracassada trama A Regra do Jogo. Com esse objetivo em vista, Edir Macedo investiu pesado na novela, transformando-a no que parecia ser uma ‘superprodução’.

Parte do elenco e equipe técnica foi enviada para países como Itália, Estados Unidos e Israel, a fim de gravar algumas cenas que fariam parte da história. Outra preocupação da emissora foi contratar uma equipe de coloristas para dar o tratamento final aos primeiros capítulos, no intuito de aproximar a imagem da trama à das séries norte-americanas.

Juliana Knust, Igor Rickli e Bernardo Costa em Apocalipse (Reprodução)

Fracasso de audiência

Todo esse esforço, porém, foi por água abaixo quando a novela entrou no ar. Apesar de uma boa performance no Ibope, capítulo de estreia, Apocalipse viu seus índices de audiência despencarem ainda na primeira semana, indo para a faixa dos 5/6 pontos na Grande São Paulo – sua antecessora, O Rico e Lázaro, chegava aos dois dígitos com regularidade.

Diante de tamanho fracasso, mudanças foram realizadas no roteiro do folhetim, cuja audiência chegou, de fato, a aumentar a partir de certa etapa. Isso não a impediu, porém, de encerrar sua trajetória com apenas 8,1 pontos de média geral – até hoje, a mais baixa dentre as novelas bíblicas inéditas da Record TV.

Apocalipse foi dublada em espanhol para exibição nos EUA (Divulgação / UniMás)

Sucesso internacional

Se no Brasil Apocalipse suou a camisa para conquistar um público significativo, no exterior a recepção da novela foi bem outra. Nos Estados Unidos, por exemplo, a novela fez tanto sucesso no canal UniMás, onde foi ao ar dublada em espanhol, que a emissora optou por exibi-la em dois horários diferentes.

Lima (Guilherme Winter) em Topíssima (Divulgação/Record TV).

Dança das cadeiras

Como já dito, havia a intenção de repetir o êxito de Os Dez Mandamentos com a trama sobre o fim dos tempos. Portanto, pretendia-se desde o princípio colocar os atores Guilherme Winter e Sérgio Marone nas mesmas funções de protagonista e antagonista que desempenhavam na trama de 2015.

No entanto, às vésperas do início das gravações, Winter pediu para deixar o elenco de Apocalipse, a fim de assumir o papel de vilão em Topíssima – trama que, aliás, acabou engavetada e só veio a ser produzida dois anos depois. Para substituí-lo em Apocalipse, foi escalado às pressas o nome de Igor Rickli, que havia estrelado justamente a trama antecessora da faixa, O Rico e Lázaro.

Uma outra substituição ocorreu, desta vez, com a trama já no ar. Thaís Melchior chegou a ter exibidas suas primeiras cenas como Melina, androide criada por Benjamin (Rickli) como parte de um inovador projeto científico. A atriz, no entanto, adoeceu e não pôde continuar participando da trama.

Em virtude disso, Giselle Batista assumiu a personagem – cuja mudança de aparência, dado o caráter de ‘ficção científica’ desta ala do enredo, não foi difícil de explicar.

Flávio Galvão na chamada de seu personagem Stéfano em Apocalipse

Bastidores polêmicos

Antes mesmo de estrear, Apocalipse gerou polêmica pela forma como retratava – de forma indireta, é verdade, mas nem por isso sutil – a Igreja Católica.

Parte da história central aludia à fictícia Igreja da Sagrada Luz, que ‘possuía’ sua sede em Roma e tinha como líder máximo o sacerdote italiano Stéfano Nicolazzi (Flávio Galvão), mentor encarregado de transformar Ricardo Montana (Sérgio Marone) no anticristo. Diversos telespectadores católicos torceram o nariz para a novela por enxergar, na figura de Stéfano, uma referência negativa e até mesmo ‘blásfema’ ao Papa.

Outra questão que gerou desconforto nos bastidores da novela – e um certo burburinho na mídia – foi a intervenção de Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo e hoje diretora de dramaturgia da Record TV, no texto de Vívian de Oliveira.

A autora ficou tão descontente com tais interferências que abandonou o texto da novela antes mesmo de seu final, deixando seus colaboradores responsáveis por concluírem a história. Meses depois, Vívian solicitou a rescisão de seu contrato com a emissora, pondo fim a uma parceria de mais de 20 anos.

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