7 versões de programas internacionais que deram errado no Brasil

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

É comum ligar a televisão nos dias atuais e se deparar com programas importados, aqueles que foram originados em outro país e ganharam versões nacionais, como o The Voice Brasil, da Rede Globo. Mesmo com toda a estrutura fornecida pelas emissoras nacionais, produtoras internacionais, e até canais por assinatura, que pagam parte da produção para terem direito à exibição do produto final, muitos desses programas acabam derrapando, seja em qualidade, seja no conteúdo, ou na forma como é apresentado em nosso país. Listamos abaixo programas algumas versões nacionais que jamais deveriam ter saído do papel.

Leia também: Em sequência importante, Fiuk deixa a desejar em A Força do Querer

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Ricardo A. Gadelha (esq.) e Ciro Sales (dir.) –
Divulgação MTV

Catfish Brasil

O Catfish TV Show, produzido e apresentado pelos amigos Nev e Max tem um motivo para existir: Ele foi baseado no documentário em que Nev conta sua própria história. O rapaz se apaixonou por uma mulher na internet e descobriu que ela não era quem dizia ser. A versão nacional do programa, exibida pela MTV, estreou em 2016 com fortes críticas, primeiro pela falta de carisma dos apresentadores, e segundo pelas situações aparentemente forjadas para justificar os episódios. Fakes na internet existem em todos os países do mundo, mas nem por isso, uma versão do Catfish se faz necessária.

Jurados na bancada do X Factor Brasil (Divulgação)

X Factor Brasil

O X Factor Brasil teve apenas uma temporada exibida em 2016 pela Band e foi engavetado pela emissora paulistana. Os problemas, além é claro da audiência foram muitos. O primeiro deles, o programa chegou ao país com 13 anos de atraso em relação à sua versão original, o The X Factor, produzido no Reino Unido. O segundo: durante as audições, os candidatos usaram as redes sociais para relatar maus tratos, e descaso, o que chamou a atenção da produtora britânica responsável pelo formato. Por ousadia (ou ingenuidade), a Band resolveu colocar a competição musical a ser exibida no mesmo dia e horário do The Voice Brasil, da Globo. Por fim, a edição do programa não deu o tom divertido de sua versão original, derrapou na escolha dos talentos e tentou fazer do jurado Rick Bonadio, uma versão tupiniquim de Simon Cowell, sem sucesso. Vale lembrar que uma versão do The X Factor foi produzida nos Estados Unidos entre 2011 e 2013, e cancelada por baixa audiência, sendo considerada pelos críticos, uma versão ruim e mal produzida.

Chay Suede como o Tomás de Rebelde (2011) (Divulgação/RecordTV)

Rebelde Rio

A versão brasileira da novela Rebelde (que foi vendida para a Netflix como Rebelde Rio) gerou controvérsia entre os fãs da versão mexicana exibida anos antes pelo SBT. Com histórias e personagens semelhantes, o grupo musical formado por alunos do colégio Elite Way, foi amado e odiado na mesma medida, e ao invés de apostar em canções próprias, eles acabaram fazendo diversas versões de músicas que já eram sucesso no rádio naquele ano.  A versão mexicana da trama, que formou o grupo RBD, foi a mais bem-sucedida do mundo superando a original, Rebelde Way, criada na Argentina. Em 2003, o SBT chegou a gravar alguns capítulos de uma versão brasileira que tinha Marisol Ribeiro, Marco Pigossi e Fábio Lucindo nos papéis principais, mas preferiu não continuar o projeto para comprar a novela da Televisa.

Saturday Night Live com Rafinha Bastos (Divulgação)

Saturday Night Live

O Saturday Night Live é um dos programas americanos de humor mais longevos. Sua versão nacional, comandada por Rafinha Bastos na RedeTV entre maio e outubro de 2012 não repetiu o sucesso do original, e nem mesmo foi exibido aos sábados como era de se esperar. Após diversas mudanças, para tentar repetir a média de audiência que o Pânico na TV (que já havia mudado para a Band) dava no mesmo horário, o programa foi cancelado.

Elenco de Donas de Casa Desesperadas (Divulgação)

Donas de Casa Desesperadas

No ano de 2004, a série Desperate Housewives chamou a atenção do público norte-americano que considerou o programa, uma releitura dramática do sucesso Sex And The City. Com o sucesso do original, a RedeTV! Resolveu investir mais de 5 milhões de reais para a produção de uma versão brasileira, exibida no canal entre 2007 e 2008. Em parceria com a produtora argentina Pol-Ka Producciones, parte do elenco era composto por atores argentinos, o que fazia com que seus personagens fossem dublados no Brasil, o que causou estranhamento no público.

Operação de Risco (Divulgação)

Operação de Risco

Inspirado no programa americano Cops, o Operação de Risco, exibido pela RedeTV!, mostrava o dia a dia dos policiais militares e civis do estado de São Paulo, no comando de operações e investigações em todas as suas etapas. A atração registrou bons índices de audiência apesar de ser comparada pelo público ao Polícia 24h, da Band.

Mulheres Ricas Logo (Divulgação)

Mulheres Ricas

Com uma programação altamente esportiva, a Band quase sempre derrapa ao tentar produzir entretenimento. Versão do reality Real Housewives, o Mulheres Ricas chamou atenção, sobretudo na internet pelas situações forjadas, e personalidades inverossímeis de suas protagonistas. Da ostentação financeira às brigas sem propósito, tudo parecia um grande roteiro mal escrito. Pelo menos o programa gerou diversos memes para alegrar as redes sociais.

Bônus:

High School Musical O Desafio (Divulgação)

High School Musical – o Desafio

Talvez uma das mais estranhas versões já produzidas no Brasil, o filme High School Musical – O Desafio mostrava alunos com comportamentos infantis, numa escola que não corresponde ao padrão brasileiro de escolas.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais