Luisa Arraes fala sobre experiência em Babilônia, novela considerada um fracasso: “Fui muito feliz”

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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A série A Fórmula já começou a ter suas chamadas exibidas durante a programação da Globo e Luisa Arraes terá a missão de interpretar a personagem de Drica Moraes 30 anos mais jovem. A atriz conversou com nossa reportagem durante a coletiva de imprensa para o lançamento da série e contou alguns detalhes sobre a personagem e a história:

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Como surgiu o convite para fazer este papel?

Eu já havia trabalhado com os diretores da série em Louco Por Elas, e tínhamos essa parceria. Fiquei muito feliz quando ela me chamou.

Você ficou lisonjeada em interpretar a Drica Moraes mais jovem?

Claro. Eu estudo a Drica desde que eu nasci praticamente, eu sou fã dela, amo. Assisti a tudo o que ela fez, e acho ela uma das melhores atrizes que conheço.

Como foi esse processo de interpretar a Drica junto com ela?

Foi a coisa mais legal do mundo. As meninas dirigem junto, os meninos escrevem junto, e foi o maior prazer dividir a personagem. Não existia a perda de tempo, assistimos a cenas uma da outra e construímos em conjunto. A gravação em plano sequência foi muito divertida, porque na mesma cena a Drica ficava escondida atrás da cortina, aí quando eu precisava sumir para ela aparecer, eu rolava no chão, e nisso toda a equipe esteve muito presente.

Você faz a personagem mais jovem e depois mais velha com a mesma aparência. Quais cuidados vocês tiveram?

O cuidado que tivemos foi focar nos anos 80, que é a Angélica jovem numa fase de maior ingenuidade e paixão. Mostramos a beleza de se apaixonar perdidamente. Já a Afrodite, é a Angélica com a mesma aparência, mas com 30 anos a mais, e neste caso focamos mais nos ímpetos da personagem, no humor.

O que mais te encantou no texto?

Foi a possibilidade de dividir uma personagem que ao mesmo tempo em que é parecida, é super diferente.

Você já parou para se imaginar daqui a 30 anos?

São suposições. Sempre me perguntam isso, mas realmente não sei.

Você é uma atriz jovem com uma boa bagagem de trabalhos. Como você consegue se dar bem em todos os papéis?

Estudo sempre! Sou bem caxias. Estudo pra caramba, e gosto. Tem cenas que fazemos um grande trabalho colaborativo que sentamos para almoçar com os diretores e vamos falando o que pensamos para determinada cena, amadurecendo e criando juntos.

Percebemos nessa série que não tem tiros, mortes nem nada disso.

Isso é mais legal, e mais parecido com teatro, o que gostamos muito. É um jogo muito gostoso até mesmo pela forma como é feito, em plano sequência, então se alguém erra o texto a gente tem que dar um jeito e seguir.

Vocês já gravaram tudo?

Já. Foram dois meses e meio de gravação mais dois meses de ensaio e preparação.

Vocês assistiram a filmes para usar como referência?

Assistimos muitas coisas, muitos filmes do Almodóvar, e assistimos A Morte Lhe Cai Bem, e pegamos aquele tom de sacanear o próprio corpo.

Você fez trabalhos bem diferentes como Babilônia e depois Justiça. Essa versatilidade se deve a quê?

Boa pergunta. Tanto Babilônia como Justiça foram bem diferentes, e eu adoro variar.

A novela Babilônia teve problemas com audiência e com enredo e sua personagem acabou tendo destaque. Como foi pra você?

Pra mim foi muito legal. Tive uma experiência surpreendente, e lá conheci diretores com os quais me dou muito bem, então fui muito feliz nessa novela.

Você faria novela de novo?

Dependendo de ser uma boa história, independente do formato, eu faria sim.

Sua beleza é muito pin-up. Muita gente fala isso sobre você?

Eu não, mas a estética da série foi realmente pensada para isso. Então todo o figurino das personagens tem essa coisa meio vintage, como tubinhos e vestidos.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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