Letícia Colin fala sobre o retorno de Novo Mundo

Atriz avalia importância da reprise da novela

Publicado há 6 meses
Por Renan Vieira
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A atriz Letícia Colin volta ao ar nesta segunda-feira (30) na reprise de Novo Mundo, na Globo. A artista foi a grande surpresa da exibição original, chamando a atenção por seu desempenho, mesmo não sendo a protagonista. Agora a expectativa é de que a trama sirva de aquecimento para sua continuação, Nos Tempos do Imperador, que foi adiada.

Em entrevista, Colin falou sobre a novela, a experiência que teve ao gravá-la
e, ainda, o momento de crise sanitária pelo novo coronavírus, que fez a novela
voltar à Globo. Confira.

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Fale um pouco sobre a experiência de interpretar Leopoldina em ‘Novo Mundo’. O que você destaca na personagem?

Leopoldina é uma personagem complexa, tinha um pensamento avançado para
o tempo. Foi uma governante admirável. Na novela, vamos poder acompanhar o
quanto ela foi importante para o desenvolvimento do país e o quanto sua conduta
é inspiradora. Era muito voltada para educação, cultura e ciência, uma
humanista. É lindo ter esse exemplo.

Estamos falando de 1817, essa personagem é muito rica em todos os
sentidos. Era uma princesa, totalmente subjugada aos costumes da época, de
subserviência ao marido e à cultura machista do patriarcado. A função dela era
ter filhos e dar continuidade à família. Tem também esse lado todo conservador.

Era amante de cavalos e de cavalgadas. Uma figura histórica muito interessante, forte e, ao mesmo tempo, frágil. Ela abre mão do convívio com a família dela, na Áustria, e vem para um país muito distante.

Quais cenas mais te marcaram?

Eu adoro as cenas da Leopoldina jogando bilha. Foi uma surpresa
descobrir que o esporte do bilhar era uma coisa da realeza. Tivemos uma cena na
novela da gente tentando jogar sinuca no navio. Foi muito curioso! Por que como
se joga em um navio?

As cenas com a filha também eram lindas, assim como as com os
funcionários da casa, a Dalva (Mariana Consoli), a Lurdes (Bia Guedes), quando
ela desabafava. Achava bonita essa relação. Ela conseguia se abrir.

O que achou do anúncio sobre a edição especial da novela?

Achei muito pertinente. Precisamos conhecer muito mais a história do
nosso país, e a figura de Leopoldina é inspiradora nesse tempo em que as
referências de governantes são tão decadentes. Ela era realmente uma mulher
notável, com muitas qualidades e aspectos positivos para gente se espelhar.

Você estava ansiosa pela estreia de ‘Nos Tempos do Imperador’? Afinal,
Dom Pedro II é filho de Leopoldina, sua personagem, com Dom Pedro I (Caio
Castro).

Estava muito ansiosa para a estreia de ‘Nos Tempos do Imperador’ porque
adoro novelas de época e que contam a história do Brasil. Adoro o elenco que
está lá, sou amiga da maioria deles, fiquei muito amiga dos diretores e
criadores, Thereza Falcão e Alessandro Marson, que são dessa nossa equipe de
‘Novo Mundo’.

Sempre vou assistir a tudo o que fizerem, ainda mais sendo uma
continuidade com o filho da Leopoldina, o Dom Pedro II, que o Selton Mello deve
estar fazendo brilhantemente. É um dos atores que mais admiro. Somos amigos
também.

Tem muitas coisas que acho encantadoras em ‘Nos Tempos do Imperador’. E
tenho muito interesse em conhecer a história desse homem, né? Vai ser muito
bacana a gente poder fazer essa revisão histórica com ‘Novo Mundo’ para depois
receber a nova novela tendo compreendido o que aconteceu antes.

Qual foi o maior desafio ao fazer a novela?

É sempre muito desafiador fazer novela de época, porque tem um rigor e
um cuidado com os signos e códigos todos da época.

Então estudamos desde boas maneiras para entender aquele gestual, os
pratos na hora do jantar. Tivemos aulas de montaria, de espada. Era uma novela
feita com muita leveza e muito amor. Um bastidor muito agradável. Eu tenho as
melhores memórias do mundo dessa época. Fomos muito felizes fazendo a novela.

Como será rever ‘Novo Mundo’?

Estou feliz porque agora vou poder assistir. Tenho um carinho enorme pela Isabelle Drummond, uma atriz que admiro desde sempre. Então, vou poder rever esse trabalho dela, que está muito bem como a Anna Millman.

O meu parceiro, Caio Castro, que faz um brilhante Dom Pedro I. Fomos
muito felizes fazendo essa novela. Tem ainda o Chay Suede e a Ingrid Guimarães,
que é uma pessoa que também conheci por causa da novela.

O personagem que ela faz, a Elvira, é uma coisa inesquecível. Qualquer
cena dela eu adoraria rever, acho muito bem humorado, divertido e bem feito.
Também adorava as cenas do Quinzinho (Theo de Almeida).

O Theo era muito jovem e talentoso. Ficávamos muito comovidos com o
trabalho dele, o envolvimento, a dedicação, a paixão que ele tinha para ir
gravar todos os dias. Tem um monte de coisa boa nessa novela pra gente curtir.

Como acha que a novela vai contribuir nesse momento do país?

Nesse momento, a gente precisa ser responsável e amoroso acima de tudo.
Temos que ter esperança e cuidar das pessoas mais vulneráveis dos nossos grupos
de risco.

A novela vem como um presente, pois vamos poder assistir, se entreter e
passar um tempo com essas figuras e histórias inspiradoras de superação.

Histórias de vida e outras reais, né? Sempre gostei e acho estimulante poder assistir coisas que estão retratando um período que aconteceu aqui, para conscientizar. E temos que aproveitar para nos transformar e fortalecer nessa quarentena. Conectar com o que é essencial, exercitar nossa compaixão, nossa simpatia, para voltarmos mais fortes e melhores depois disso. Acho que esse é um grande momento de evolução. Que a gente tire disso tudo um aprendizado sobre a nossa coletividade e vulnerabilidade aqui no planeta Terra.

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