Gui Santana fala sobre responsabilidade de ser um novo Trapalhão: “Praticamente um lugar sagrado”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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O humorista Gui Santana chamou atenção do público ao surgir em foto promocional da nova versão de Os Trapalhões, caracterizado como Zaca, versão atual do personagem Zacarias, interpretado no passado por Mauro Faccio Gonçalves. Durante a coletiva de lançamento do programa, ele conversou com nossa reportagem, e falou sobre a importância do personagem, suas referências, e sobre a responsabilidade de interpretá-lo. Confira:

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Você chegou a assistir à versão original de Os Trapalhões para compor o personagem?

Eu assisti somente as reprises de Os Trapalhões. Eu sou de 1986, e não me lembro muito do programa, nem de quando o Mauro faleceu. Tenho uma foto de quando eu era criança usando essas jardineiras iguais as que o Zacarias usava, depois vou postá-la. O que mais me chamou atenção no Zacarias, que o Mauro fazia, era a ingenuidade que ele passava. Ser trapalhão é não enxergar maldade nas coisas.

É possível hoje em dia ser engraçado sem ficar se preocupando e filtrando palavras?

Dá pra ser sim. Eu sou um pouco assim, às vezes vou falando e nem filtro nada. Batemos muito na tecla do politicamente incorreto e não deveríamos nem falar sobre este assunto. Claro que não podemos ofender as pessoas, por exemplo falar que a pessoa está acima do peso a troco de nada, ou ofender as minorias. O lance do humor é não ofender ninguém, não bater em ninguém.

E como está esse humor dos Trapalhões atuais?

O humor é relacionado um pouco à critica, então brincamos com situações que rendem piada. Os Trapalhões conseguiam brincar com tudo, com situações, e bordões cujo campeão é o Mussum. Eles sabiam usar o humor pastelão do universo do circo e essas coisas de se trabalhar em todas as vertentes lúdicas, então tentamos resgatar isso.

Você esteve anteriormente no Pânico, que também era um programa de humor, mas diferente do que você faz agora…

A proposta é diferente. No Pânico, a proposta era extrapolar. Na época que eu estava lá, eram desafios físicos, de dor, de jogar coisas um no outro, diferente daqui que o tom é mais de fazer palhaçada.

Como foi o convite para integrar o elenco de Os Trapalhões?

O convite foi feito pela equipe de produção de casting da Globo. Eu estava em término de contrato no Panico, eles entraram em contato e depois conversei com o diretor do projeto, o Ricado Waddington.

Você sentiu medo?

Ah não. Eu conheço Os Trapalhões, e partindo desse universo de remakes, como o da Escolinha do Professor Raimundo, que foi um sucesso, e agora vai ter um do Chacrinha também, fiquei tranquilo. A Globo está apostando na nostalgia do público, e apesar de existir a comparação, apenas faremos lembrar os trapalhões originais, mas falando de outras coisas.

Você já interpretava o Zacarias desde a época da MTV não é?

Sim, no Comédia MTV e no Quinta Categoria. Recompor este personagem é algo que nunca imaginei. Nem acredito que estou dando essa entrevista. É praticamente um lugar sagrado deixado pelo Mauro. O Dedé Santana conta muita história e fala que o Zacarias começou no rádio e depois televisão, algo que também aconteceu comigo, afinal também comecei no rádio, em Penápolis, minha cidade natal. Tenho certa facilidade pra fazer timbres, mas cair nesse personagem foi ótimo, porque além de fazer a voz, preciso amassar a cara para ficar parecido com ele, o que é um desafio. Não fico igual, mas faço lembrar.

O que sentiu ao se ver no vídeo como Zacarias?

Senti que estou parecido com o Zacarias original, mas sou uma versão mais gorda (risos).

Se surgir oportunidade de fazer uma próxima temporada, você faria?

Com certeza. Se vier uma próxima temporada pretendo estar com 10 quilos a menos.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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