“É o meu trabalho mais doido”, afirma Miguel Falabella sobre Eu, a Vó e a Boi, nova série da Globoplay

Publicado há um ano
Por Cadu Safner
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Uma história de inimizade de mais de 60 anos. Uma guerra declarada entre duas vizinhas capazes de tudo para prejudicar a vida uma da outra. De um lado, Turandot (Arlete Salles); do outro, Yolanda (Vera Holtz), a “Boi” – apelido dado pela primeira, ao concluir que “vaca” está fora de moda. Ninguém sabe quando tudo começou, mas já aposentadas, viúvas e, portanto, dispondo de tempo livre o suficiente nas mãos, nenhuma delas tem a menor intenção de propor um tratado de paz.

Nas mãos de Miguel Falabella, a narrativa deu origem a uma série de humor ácido, com personagens alucinados e, ao mesmo tempo, absolutamente comuns. “Embora seja uma série de humor, com tipos muito inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que a avó e a Boi fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas”, revela o autor. Confira a entrevista completa:

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Como a história narrada por Eduardo Almeida na internet chegou até você e se transformou nesta série?

Eu não tenho Twitter, mas a Gloria Perez viu essa sequência e me mostrou. Nós conversamos muito e ela foi muito importante no meu processo de escrita. Tive dela uma mão segura, carinhosa e afetuosa que foi fundamental. Essa história chegou para mim exatamente no momento em que o país estava mais polarizado e com o ódio muito cultivado. Então eu liguei as duas coisas e fiz uma série que tem muito ódio e o rancor. Para essa narrativa, parti de uma notícia que li de que 75% dos jovens de hoje não tem qualquer esperança no país. Da história principal do Eduardo, transformei a vizinha em avó. As duas senhoras do conflito são as avós materna e paterna do narrador.

Você criou um universo em torno da história do Eduardo. Como você chegou a essas ideias?

Eu gosto de fazer a comédia da tolerância, onde todos são bem-vindos, todos são aceitos. Para mim foi muito fácil criar personagens que ingressassem nesse universo que já existia, que era o da rivalidade e do ódio entre as duas mulheres. Eu comecei a pensar na história delas. Elas teriam filhos? Como seriam esses filhos? E assim começaram a nascer os personagens. E obviamente a vida de cada um desses personagens ia me trazendo novos personagens.

O que ‘Eu, a Vó e a Boi’ representa na sua carreira?

Talvez, de tudo que eu tenha escrito – e eu tenho muito orgulho das coisas que já fiz –, esse seja o meu trabalho mais arrojado, mais contemporâneo. E também o mais doido, mais fora da caixinha.

Como foi ter o Paulo Silvestrini assinando a direção da série?

O Paulo Silvestrini foi um encontro genial. Ele conceitua porque sabe o que quer fazer, e faz. Ele me escolheu, decidiu fazer pela primeira vez um trabalho meu e isso me deixa muito honrado.

O que o público verá em ‘Eu, a Vó e a Boi’?

Embora seja uma série de humor, com personagens muito contemporâneos e inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que as duas senhoras, a avó e a Boi, fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais