Chay Suede é obrigado a se casar com Ingrid Guimarães em Novo Mundo: “Casou no porre!”

Publicado há 4 anos
Por Redação
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Ingrid Guimarães conversou com nossa reportagem e contou detalhes de sua personagem em ‘Novo Mundo’.

Na nova novela das 18h da Globo, a humorista interpreta pela primeira vez uma vilã.

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Personagem

“Elvira obrigou Joaquim (Chay Suede) a casar com ela. Ele casou no porre (risos). Naquela época os artistas bebiam muito. Os atores já eram boêmios desde aquela época. Eles tinham uma companhia onde vendiam o cavalo para fazer figurino. A primeira cena é o Joaquim puxando a carroça sem o cavalo. Minha personagem vendeu o cavalo para fazer o figurino. Ela é muito apaixonada por aquele homem. Nesses porres, ela pagou o padre por fora e o obrigou a celebrar o casamento. Daquela época ela dizia que eles eram marido e mulher perante a lei de Deus; e dos homens. Não existia a separação… A confusão toda começa quando eles vão se apresentar em um reino, e ela rouba uma pepita de ouro. Desse ponto em diante, eles se separam. Ele vem para o Brasil de navio e ela vem atrás dele. Ela sempre coloca o Joaquim em situações péssimas. É uma aventura os primeiros capítulos. A gente faz de tudo. A gente luta com guarda, a gente pula no rio, enfim. A gente fez uma verdadeira aventura. Os dois caem no navio. Ele, no da princesa; e, ela no navio de carga. Só tinha homem. Eles diziam que mulher na embarcação de carga de homens dava azar. É maravilhoso interpretar essa personagem! Ela se veste de homem, ela se esconde, ela é pega, ela é quase jogada aos tubarões. Ela sobrevive ali durante três meses. Enquanto o Joaquim está em outro navio se envolvendo com Anna (Isabelle Drummond). Encontrando o amor da vida dele.”

Não é uma vilã?

“Ela vai ser total traída. Mas quando ela chega ao Brasil, ela vai atrás dele. Ela vai procurando ele. Ela vai encontrar. Ela vem para esse país atrás dele. Dizem pra ela que ele morreu. Ela vai sobrevivendo no Brasil, que era dificílimo naquela época. O que ela vai fazer no Brasil? Atriz, um país quente. Ela não tinha como sobreviver. Não tinha nada aqui. Até eles se reencontrarem novamente.”

Parceria com Chay Suede

“Está sendo maravilhoso trabalhar com ele. Eu falo que ele é um menino de alma velha. Ele é muito sério para trabalhar. Velho no bom sentindo, sabe? Ele é muito dedicado. Ele parece um ator maduro que está muito tempo ali. Olha que eu tenho muito tempo de carreira. Muito estudioso, muito concentrado. A gente ensaiou muito junto. Ele tem uma coisa de jogo; e parceria, algo impressionante. Ele é muito generoso comigo. Ele é focado. A gente se deu muito bem. A nossa parceria está sendo linda”

Retorno às novelas

“São quatro anos fora das novelas. Minha última novela foi em ‘Sangue Bom’. Esse personagem não poderia ser melhor para o meu retorno. Caiu feito uma luva. Com toda certeza é um dos meus melhores personagens aqui dentro da Rede Globo. Quando a gente faz comedia em novela, o núcleo da trama é separado. Aqui não. O humor de minha personagem é de um refinamento. Vocês não têm ideia. O humor está a serviço da história. Eu participo intensamente da história inteira da novela, e ao mesmo tempo é algo leve. Ela é uma vilã divertida. É um personagem que tem tudo. Ela é uma grande atriz portuguesa. É a primeira vez na minha vida que eu faço sotaque. Estou fazendo uma coisa totalmente teatral na televisão.”

Sendo atriz na ficção

“Está sendo maravilhoso! Ela não é uma atriz dos tempos atuais. Ela é uma atriz de commedia dell’arte. Ela se sente uma diva. Eu me inspirei no filme Crepúsculo dos Deuses (1950), para compor essa personagem. Ela é uma pessoa que está na sarjeta, mas seu comportamento é de diva. Eu nunca fiz uma personagem que tenha tanta autoestima como ela. Ela se acha incrível.”

Em que momento você se sente uma diva?

“Eu me sinto uma diva quando eu estou com a minha filha. O momento da maternidade é quando a gente se sente mais amada por alguém. Aquele amor mais puro. No teatro eu também me sinto diva.”

Vilã e ponto final

“Eu não acho que ela seja uma vilã. Ela é uma antagonista. Ela vai tentar atrapalhar esse romance principal. O casal é lindo! Ela é uma mulher que não faz maldade por fazer maldade. Ela faz isso para sobreviver. Na época, o artista fazia teatro para sobreviver. A moral dela é outra. Em relação ao Joaquim, ela não tem escrúpulos nenhum. Ela é muito intensa.”

Preparação

“Minha personagem não luta. Mas corre muito, pula, cai no rio, levo uns tombos, até o joelho eu já machuquei. Preparada eu não estava não (risos). Usei dublê sim. Em quase todas as cenas. Se não fosse eles, eu não estaria viva agora (risos). São maravilhosos! Me preparei muito em relação ao sotaque.”

Programa no GNT

“Eu já gravei toda a temporada do ‘Além da Conta’. Faço tudo de uma vez. Com esse programa eu aprendi a ter um consumo mais consciente. Aprendi que essas coisas do consumo leva a gente para um lugar perigoso. É isso.”

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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