Série de A Usurpadora dá uma roupagem mais consistente à clássica história das gêmeas

SBT acerta ao exibir a nova versão do clássico como parte das comemorações de 40 anos

Publicado em 29/09/2021 18:30
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Mesmo tímida, a comemoração dos 40 anos do SBT vem reservando boas surpresas. A emissora tem revisitado clássicos para marcar a efeméride, e feito isso com competência. Depois da acertada volta do Show do Milhão, é a vez de A Usurpadora retornar, numa nova e interessante versão. A trama ganhou uma edição especial nesta quarta-feira (29) e deve ser exibida na íntegra em breve.

Esta versão de A Usurpadora que o SBT pretende exibir é fruto de um projeto da Televisa, intitulado Fábrica de Sueños, que tem como proposta refazer novelas clássicas em formato de série. Assim, esta nova A Usurpadora é uma história diferente, com uma pegada mais adulta e propõe uma tentativa de drama um pouco mais profundo que a novela original.

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A clássica história da troca de gêmeas ganha uma conotação política na nova A Usurpadora. A vilã Paola, aqui vivida por Sandra Echeverría, é casada com Carlos Bernal (Andrés Palacios), o presidente do México. Cansada da vida que leva, ela pede o divórcio ao marido, que pede a ela um tempo, em razão de sua posição política. Porém, disposta a ir embora o quanto antes com um amante, ela encontra sua irmã gêmea, Paulina (também Sandra Echeverría), que vive na Colômbia, e a força a ficar em seu lugar.

Apesar do mesmo plot, a nova A Usurpadora toma rumos distintos, que vão desde a concepção dos personagens à profundidade dos dramas. A produção não chega a fugir do melodrama, e nem é essa a intenção. Mas traz uma proposta mais realista, imprimindo novas camadas aos protagonistas.

Carlos Bernal não é nem tão perfeito e nem tão ingênuo quanto o Carlos Daniel (Fernando Colunga) original. Paulina mantém o senso de ética de uma boa heroína, mas o faz sem tanta benevolência quanto a outra Paulina, de Gabriela Spanic. E Paola é a personagem que ganha mais profundidade. A vilã não é má e ponto. Ela tem questões que a levaram a se tornar o que se tornou, o que lhe dá alguma humanidade.

Tudo isso somado à cenografia deslumbrante e à fotografia sóbria que dão à A Usurpadora um acabamento impecável, próximo às produções cinematográficas e muito distante da novela que se passava praticamente numa única ( e cafona) mansão. Ou seja, a série é uma nova visão sobre a clássica história das gêmeas, e uma visão muito mais consistente.

Comparações

Assim, o SBT acerta, mais uma vez, ao apresentar uma nova e boa versão de uma produção clássica de sua história neste aniversário de 40 anos. A série A Usurpadora é um bom produto, que chega para dar alguma variedade à grade ainda prejudicada do canal. Merecia horário nobre, inclusive.

A dúvida que fica é se o público conservador das novelas mexicanas clássicas comprará esta nova versão. Afinal, é uma outra história, contada com uma roupagem que mais lembra as séries da Netflix do que uma novela mexicana tradicional. Será interessante acompanhar a resposta do público à novidade.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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