Renovada, A Praça É Nossa mostra que ainda tem fôlego

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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O humorístico A Praça É Nossa é um clássico da TV brasileira. Exibida pelo SBT há 31 anos, a atração mantém intacto o formato criado por Manoel de Nóbrega lá nos anos 1950, quando lançou A Praça da Alegria. Ou seja, é um caso raro de longevidade que não representa um desgaste da fórmula. Pelo contrário. Nos últimos anos, o programa comandado por Carlos Alberto de Nóbrega promoveu uma renovada em seu elenco e ganhou fôlego.

Atualmente, A Praça É Nossa é composta por um elenco majoritariamente jovem. Se anteriormente o programa tinha como característica reunir comediantes veteranos, hoje um de seus principais trunfos é o lançamento de novos talentos. Isso porque A Praça É Nossa se viu tendo que lidar com baixas importantes, quando fomos perdendo grandes nomes como Canarinho, Lilico, Rony Rios (a Velha Surda) e Ronald Golias. Dos personagens mais antigos, permaneceu Saulo Laranjeira (seu João Plenário retornou após uma breve passagem pela Globo). Moacyr Franco, o “Jeca Gay”, foi a baixa mais sentida nestes últimos tempos, quando o artista foi dispensado pelo SBT.

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Para se manter de pé, o programa foi obrigado a buscar no mercado novos comediantes. Sendo assim, o que foi visto nos últimos anos foi uma renovação grande do elenco do programa. Carlos Alberto de Nóbrega e Marcelo de Nóbrega (filho dele e diretor da atração) conseguiram garimpar e emplacar novos talentos no banco da praça. Nomes como Matheus Ceará, Maurício Manfrini (Paulinho Gogó), Alexandre Porpetoni (Cabrito Teves) e Marlei Cevada (Nina e Sangue) caíram no gosto da audiência e ajudaram A Praça É Nossa a manter sua relevância dentro do humor nacional.

A Praça É Nossa “ressuscitou” as noites de quinta do SBT

A Praça É Nossa contou ainda com a boa ajuda da estratégia de programação do SBT. Exibido nas noites de quinta-feira desde 2006, o humorístico ocupou um horário até então “abandonado” e se consolidou na faixa. Atualmente, dá dor de cabeça à Globo, conseguindo ultrapassar o Jornal da Globo e o Conversa com Bial.

Construir uma história como esta e seguir fazendo a diferença na TV não é para qualquer um. Por isso, A Praça É Nossa merece, sempre, nossa reverência.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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