Nova Escolinha do Professor Raimundo já não faz muito sentido

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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Produzida numa parceria entre Viva e Globo, a nova Escolinha do Professor Raimundo estreou como uma homenagem à Escolinha clássica. Trazer atores tarimbados para reviver os personagens antológicos e colocar Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio, como o professor, eram maneiras realmente muito simpáticas de relembrar o humorístico, que merece sempre ser reverenciado em razão de sua importância para a história da TV.

Como o revival da Escolinha deu muito certo, Globo e Viva deram sequência à parceria e, em 2017, produziram a terceira temporada da atração. Ou seja, Escolinha do Professor Raimundo já deixou o status de ser um especial em homenagem a Chico Anysio e seus parceiros para se tornar uma atração fixa na grade de fim de ano da Globo. E é aí que a coisa ficou meio esquisita.

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Afinal, atores como Eliezer Motta, o seu Batista, e Claudia Jimenez, a Cacilda, ainda estão vivos e na ativa. Ver seus personagens sendo vividos por outros atores fazia sentido no campo da homenagem. Agora que o programa é praticamente fixo na programação da Globo, tal manobra soa como substituição sem propósito. Rodrigo Sant’anna e Fabiana Karla fazem trabalhos incríveis, sem dúvidas, mas os personagens clássicos têm seus próprios intérpretes.

Não há dúvidas de que a nova Escolinha do Professor Raimundo é bem divertida e um ótimo programa para as tardes de domingo na Globo. Mas insistir no projeto começa a soar oportunista e desrespeitoso com as figuras que realmente construíram a história do humorístico.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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