Mulheres fortes e homens fracos dominam A Vida da Gente

Não há um homem de personalidade marcante na novela de Lícia Manzo

Publicadohá pouco tempo
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Com uma história baseada nas relações humanas, A Vida da Gente é uma novela formada, basicamente, por diálogos. E as constantes “discussões de relação” propostas pelo texto de Lícia Manzo revelam uma gama de personagens que podem ser separadas em duas categorias bem claras: mulheres fortes e homens fracos.

Toda a trama é baseada em relacionamentos nos quais as mulheres se mostram muito mais dispostas e corajosas do que seus pares. Casais, como Iná (Nicette Bruno) e Laudelino (Stenio Garcia), Celina (Leona Cavalli) e Lourenço (Leonardo Medeiros), Suzana (Daniela Escobar) e Cícero (Marcello Airoldi), ou Vitória (Gisele Fróes) e Marcos (Angelo Antonio), deixam isso bem evidente.

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Até mesmo uma mulher desequilibrada como Eva (Ana Beatriz Nogueira), com atitudes controversas e condenáveis, ainda aparece com mais força do que seus pares. Jonas (Paulo Betti), seu ex-marido, é tão fraco que cedeu às pressões da atual esposa, Cris (Regiane Alves), sem nem pensar.

Na trama principal, isso se repete. Enquanto Ana (Fernanda Vasconcellos) está em coma, sua irmã Manuela (Marjorie Estiano) engoliu todas as suas inseguranças e tomou as rédeas de sua vida, em nome do amor pela sobrinha Julia. Por outro lado, Rodrigo (Rafael Cardoso) regrediu, tomando atitudes de “garotão irresponsável” mesmo tendo uma filha para cuidar.

O relacionamento entre Manu e Rodrigo é que transformará o rapaz, que finalmente abrirá os olhos para suas responsabilidades. Ou seja, é Manu, a forte, quem coloca Rodrigo, o fraco, nos trilhos. E vale lembrar que ele fraquejará novamente, quando Ana despertar e ele ficar confuso com relação aos seus sentimentos. Serão duas mulheres, Ana e Manu, quem terão de resolver o imbróglio que está por vir.

O texto de Lícia Manzo é delicioso, e ela realmente cria relações humanas muito envolventes. E a autora acerta em cheio ao criar tantas mulheres, de tantas personalidades diferentes. Segurar uma história apenas pelo sentimento, sem maiores pirotecnias, é algo a ser celebrado.

No entanto, falta à A Vida da Gente personagens masculinos com um mínimo de vigor. Isso daria um maior equilíbrio às relações da trama e acrescentaria ainda mais camadas às histórias que estão sendo contadas.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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