Fraca, Haja Coração não merecia reprise

Novela de Daniel Ortiz tinha cara de trama antiga

Publicadohá pouco tempo
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É verdade que Haja Coração registrou bons índices de audiência em 2016, quando foi exibida pela primeira vez. Isso a credenciou para uma nova exibição, que pode não ter estourado, mas passou longe de ser um fracasso. Mesmo assim, foi uma reapresentação equivocada. Apesar de não ser tão antiga, Haja Coração envelheceu mal.

Na verdade, “envelhecer mal” não é bem o termo, já que Haja Coração já tinha cara de novela velha em 2016. Porém, assistir pela segunda vez reafirmou o quanto o texto e a direção do folhetim parecem anacrônicos. Por ser baseada em Sassaricando, parecia que a ideia era resgatar algum tipo de saudosismo. Mas não funcionou.

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Além disso, Haja Coração sofre com a absoluta falta de trama. O triângulo amoroso envolvendo Tancinha (Mariana Ximenes), Apolo (Malvino Salvador) e Beto (João Baldasserini) não justificou estar no centro do enredo.

Enquanto isso, as tramas paralelas pareciam esquetes soltas. As histórias mal se cruzavam, e o humor nem sempre era dos melhores. Porém, algumas situações se salvaram, como o exagero proposital de Teodora (Grace Gianoukas) e Safira (Cristina Pereira), que formaram uma dupla e tanto. Ou ainda a trama de Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz), Leonora (Ellen Rocche) e Dinalda (Renata Augusto), que acertaram no nonsense.

Semelhança com a sucessora

Outro problema da reprise de Haja Coração é que ela será substituída por Salve-se Quem Puder, que voltará ao ar desde o início. Como se sabe, as duas novelas são de Daniel Ortiz, com direção de Fred Mayrink. Isso as faz muito parecidas, tanto na forma quanto no conteúdo.

As chamadas do retorno de Salve-se Quem Puder deixam claro que até mesmo a trilha incidental das duas novelas é a mesma. Soma-se a isso o mesmo estilo de humor meio infantiloide, ou as presenças de vários atores que estão nas duas obras, como João Baldasserini, Grace Gianoukas, Cristina Pereira, Sabrina Petraglia e Marcos Pitombo (estes últimos repetindo o casal).

Ou seja, não era mesmo o momento para uma reprise de Haja Coração. Havia opções menos problemáticas no arquivo da Globo para suprir a ausência de novela inédita. Foi um erro estratégico que pode cansar a audiência.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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