Entre altos e baixos, A Fazenda 12 serviu para revitalizar formato

Falhas e o tédio da reta final não tiraram o brilho do reality show

Publicado há um mês
Por André Santana
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Mais uma vez desacreditado em razão de uma temporada anterior fraca, A Fazenda ganhou uma bela injeção de ânimo em 2020. Os equívocos da produção e o tédio que se instalou na reta final não tirou o brilho da temporada, que sai de cena mostrando que o reality show da Record TV ainda tem lenha para queimar.

O grande trunfo da temporada de A Fazenda foi ter promovido uma espécie de “volta às origens”. Depois de temporadas que cambalearam ao tentar “ressuscitar” ex-BBB’s e outros participantes de reality shows, o programa voltou a apostar num elenco mais variado. Apenas participantes de De Férias com o Ex preencheram a cota ex-reality show este ano, o que se mostrou um acerto.

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Claro, teve também Mateus Carrieri e Luiza Ambiel, diretamente da Casa dos Artistas. Mas vale lembrar que os dois famosos já eram figuras conhecidas antes do reality de Silvio Santos.

Os demais participantes seguiram esta mesma lógica: já eram “personalidades da mídia” antes de entrarem em A Fazenda. Essa era uma das características iniciais de A Fazenda, que se perdeu com o tempo ao olhar demais para ex-realities.

Afinal, foi justamente esta mistura entre nomes e origens que fez do elenco de A Fazenda 12 o grande acerto da edição. As muitas personalidades renderam momentos engraçados, explosivos, ternos e cheios de intriga. Ingredientes fundamentais para o bom funcionamento de um reality show de confinamento.

Com um elenco tão azeitado, um comandante à altura também se fazia necessário. E Marcos Mion superou qualquer expectativa. Não apenas já está totalmente à vontade em sua terceira edição, como ainda conseguiu imprimir humanidade ao seu trabalho.

Ao chorar em cena e procurar estabelecer uma relação de afeto com os participantes, Mion driblou as amarras do excesso de texto das cabeças e deixou sua marca. Não parecia um robô, como seus antecessores.

Final

Biel, Jojo, Lipe e Stéfani chegaram à final da 12ª edição de A Fazenda. Os dois últimos, claro, entraram como “enfeites de pódio”, já que a disputa estava centrada mesmo nos dois cantores. Jojo e Biel mobilizaram suas torcidas e conseguiram permanecer até o fim.

Neste contexto, a vitória de Jojo foi o melhor dos desfechos. A cantora mostrou que é, verdadeiramente, a mesma cantora irreverente que se mostra aqui fora. Mesmo tendo cansado do jogo e recuado na reta final, Jojo deixou claro que é de verdade. Por isso, mereceu sagrar-se a vencedora.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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