Dancing Brasil coloca Xuxa numa inédita posição de coadjuvante

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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Acostumada a ser protagonista dos programas que assina, a apresentadora Xuxa Meneghel aparece, pela primeira vez, como coadjuvante na atração que conduz. Ao estrear seu Dancing Brasil na noite de ontem (03), na Record TV, a loira surgiu como âncora e transformou-se em “escada” para fazer os participantes do concurso de dança brilharem.

O novo papel vem bem a calhar num momento em que Xuxa tateia em busca de uma reinvenção na TV. Após o naufrágio de seus dois últimos programas, TV Xuxa da Globo, e Xuxa Meneghel da Record, ficava claro que a apresentadora ainda não conseguia se colocar como uma comandante de um programa de entretenimento adulto e/ou familiar. E o principal motivo para isso sempre foi o fato de suas atrações serem excessivamente focadas nela mesma, sobretudo na nostalgia dos tempos em que era a “rainha dos baixinhos”, no auge do sucesso do Xou da Xuxa.

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Por isso mesmo, foi uma ideia interessante da direção da Record de lhe dar uma atração de formato fechado. Se o extinto Xuxa Meneghel pecava pela falta de roteiro e boas atrações, o Dancing Brasil tem um propósito muito mais claro e definido. Cabe a ela, portanto, ser apenas a “ponte” entre os participantes e as apresentações. Na estreia, com um programa pré-gravado e bastante cheio de performances, Xuxa apareceu bastante contida e sem dizer muito a que veio, embora não tenha decepcionado. Estava correta. A expectativa, assim, é que, passado o nervosismo da estreia, e com a oportunidade de fazer ao vivo, que ela imprima sua marca neste seu novo contexto. Agora, sim, ela tem uma oportunidade real de reinvenção. Por tudo o que representa na TV, espera-se que consiga.

Sobre o programa em si, não é muito diferente do Dança dos Famosos, da Globo, mas aqui numa versão um tanto mais extensa. A produção é caprichadíssima, o corpo de jurados é interessante e as primeiras apresentações foram bastante criativas. É fácil se envolver com o participante, sobretudo quando são mostradas cenas dos ensaios que ressaltam suas dificuldades. Assim, a apresentação acontece quase como um momento de superação. O elo mais fraco é Sérgio Marone, ainda bastante robótico. Ele parece “interpretar” um repórter, soando pouco natural. Pena que a Record dispensou Nanny People, repórter do antigo programa de Xuxa. Já pensou se fosse ela no lugar de Marone? Seria um diferencial e tanto.

Dancing Brasil, assim, mostrou-se uma boa estreia da Record. Mas se vai emplacar ou não, só nos resta esperar o fim do Big Brother Brasil para saber. Afinal, as atenções ainda estão voltadas ao reality da Globo. Mas tem boas chances de empolgar.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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