Com dificuldades em se renovar, The Voice Brasil tem grande desafio em temporada

Atração perdeu a chance de trazer um novo técnico ao jogo

Publicado há 7 dias
Por André Santana
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A falta de plateia e a placa de acrílico que separa as cadeiras dos técnicos foram as grandes novidades da estreia da nova temporada de The Voice Brasil, na Globo. Ou seja, na prática, a atração nada trouxe de novo ao público. A falta de ousadia na escolha dos técnicos surge como o principal empecilho para que a atração se renove verdadeiramente.

Desde sua estreia, em 2012, o corpo de técnicos do The Voice Brasil teve apenas duas grandes mudanças: a troca de Daniel por Michel Teló, e a troca de Carlinhos Brown por Iza. Depois disso, o programa apenas “trocou figurinhas” com a versão Kids, com Claudia Leitte e Ivete Sangalo invertendo posições.

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Em 2020, essa inversão se repete. Sem Ivete, The Voice Brasil trouxe Brown, que estava apenas no Kids, de volta. Ou seja, um dos músicos do elenco original, que ficou apenas um ano longe da versão “adulta”, já retornou. Se junta a Lulu Santos, que está ali desde o primeiro ano. É ruim quando o técnico fica tempo demais na cadeira giratória. Ele tende a se tornar caricatura de si mesmo.

Teló foge à regra. Mesmo na função há seis anos, o cantor consegue se manter num lugar mais natural. Não exagera nas caras e bocas, e nem se rende ao tom over de alguns de seus colegas. Iza, em seu segundo ano, também consegue manter o tom. Já Brown e Lulu passam do ponto, e não é de hoje.

The Voice Brasil perdeu uma grande chance de injetar sangue novo. Ao perder Ivete, o programa devia ter considerado trazer uma nova cantora para a função. Assim, não apenas teria no elenco um nome menos “viciado”, como ainda manteria dois homens e duas mulheres na função de técnicos.

Claro, o programa não é só isso. The Voice Brasil também depende muito de seus competidores e sua capacidade de mobilizar torcidas. No entanto, uma mudança no elenco serviria para dar um frescor ao formato, já bastante surrado nesta nona edição.

Ou seja, neste ano, os desafios do The Voice Brasil são ainda maiores. O programa não apenas terá que mostrar ao público que consegue se manter interessante, como ainda terá que disputar a atenção com uma temporada muito bem-sucedida de A Fazenda. Não é tarefa fácil.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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