Amor Sem Igual é boa, mas expõe dificuldades da dramaturgia da Record TV

Publicado há 9 meses
Por André Santana
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A Record TV foi ousada ao programar a estreia de Amor Sem Igual para o fim do ano. A novela entrou no ar numa época em que a audiência da TV cai naturalmente, em razão das festas, recessos e compromissos. Mesmo assim, a saga de Poderosa (Day Mesquita) não vem fazendo feio, mantendo-se num patamar próximo ao de sua antecessora, Topíssima. No entanto, o desempenho de Amor Sem Igual também cria um problema para a direção da emissora: que novela irá substituí-la? A falta de planejamento ainda afeta a dramaturgia do canal.

Amor Sem Igual tem se mostrado, até aqui, um folhetim eficiente. A autora Cristianne Fridman acertou em cheio no romance entre Angélica, a Poderosa, e Miguel (Rafael Sardão). Assim como fez em Topíssima, a novelista criou um casal de universos absolutamente distintos, promovendo uma aproximação entre dois mundos. Além disso, Poderosa e Miguel são figuras bem desenhadas. São mocinhos com alguma imperfeição, mas que funcionam bem juntos. O carisma dos atores também colabora no sentido de fazer o casal funcionar.

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Deste modo, Amor Sem Igual deve contribuir para consolidar a faixa das 20h30 para novelas não-bíblicas na emissora. E é aí que se cria um problema. Nos últimos anos, a emissora apostou tanto em seu projeto bíblico, que acabou por abrir mão de valores que fizeram sua dramaturgia anteriormente. Isso fica evidente quando se percebe que faltam autores na Record hoje. Cristianne Fridman, a última remanescente, emendou Jezabel, Topíssima e Amor Sem Igual. Até quando ela conseguirá manter o ritmo?

Topíssima 2

O final de Topíssima reservou uma surpresa aos espectadores. O casal Sophia (Camila Rodrigues) e Antonio (Felipe Cunha) se mudou para a Bahia, onde seguiram se amando e se alfinetando ao mesmo tempo. No desfecho, um letreiro avisou que Topíssima 2 aconteceria. Seria este então o plano da Record para a faixa das 20h30? Uma nova Topíssima?

Mesmo que Sophia e Antonio retornem numa nova aventura na Bahia, e novamente com a assinatura de Cristianne Fridman, fato é que a Record precisa, urgentemente, trazer novos autores. A emissora perdeu Gisele Joras, Gustavo Reiz, Vivian de Oliveira, Marcílio Moraes, Carlos Lombardi e tantos outros. E não repôs ninguém. Esta conta será cobrada mais adiante.

A partir de terça-feira (21), substituindo Amor Sem Igual, entra no ar a reprise da novela Apocalipse, exibida originalmente em entre 2017 e 2018 na Record TV.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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