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Programação

Miudeza do SBT não é novidade, apenas o estado natural e histórico da emissora

Rede nunca ousou enfrentar a Globo para valer e entregar o que havia de melhor

Publicado em 22/02/2022
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Talvez as novas gerações, acostumadas ao streaming, com produções tão nichadas nas plataformas da internet, não reconheçam a importância que o SBT poderia representar para o mercado audiovisual brasileiro. Nas últimas décadas – excetuando a Record TV, que é um caso ainda mais específico – a rede paulista foi a que mais incomodou a TV Globo, líder absoluta de audiência desde a década de 1970. Foi o SBT quem se tornou uma alternativa ao sotaque carioca, quando já não havia mais a TV Tupi para exibir São Paulo genuinamente para os próprios paulistas e aos demais brasileiros. 

Sempre consciente sobre o seu tamanho, o canal até que lutou pontualmente, obtendo os direitos de produtos considerados de primeira linha, em suas respectivas épocas, como o Clube do Mickey, o Oscar, um tanto dos mais badalados filmes e algumas fases interessantes do jornalismo.

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Enfrentar a Globo de igual para igual é, historicamente, um problema para qualquer veículo. A emissora carioca é, absolutamente, implacável com suas rivais e isso sempre foi algo claro nos valores do SBT, líder da vice-liderança. Portanto, ficar com o pouco que sobra da poderosa do Jardim Botânico é o caminho mais seguro para se manter vivo em um mercado desigual em termos de influência, audiência e, claro, receitas.

Atualmente, o SBT vive uma batalha dura e nivelada por baixo com a Record TV pela segunda colocação em São Paulo e no Brasil todo. Talvez os diretores tenham motivos para comemorar e dormir bem por manterem as contas da empresa no azul. Este é um fato importante, porque, em um mercado tão voraz, ser saudável financeiramente é o primeiro passo para o sucesso – mas não é o suficiente.

Em termos de programação, a geração atual está vendo um SBT pouco competitivo. O canal não investe pesado em nenhum segmento, nem mesmo no de esportes, com os direitos de duas das mais importantes competições de clubes do mundo em seu portfólio – a Libertadores da América e a Champions League.

A TV que tem torcida deveria entregar muito mais para uma legião de fãs, que espera novelas, séries, reality shows, como uma Casa dos Artistas. Hoje a rede de Silvio Santos não é superior aos concorrentes diretos em absolutamente nada. 

Nem mesmo os enlatados, marca da emissora, são o que há de melhor no mercado. O SBT, por essência, buscou nas Américas o seu jeito de fazer televisão. Os games e reality shows americanos e britânicos, os telebarracos venezuelanos e, claro, as novelas mexicanas. Onde estão os programas internacionais de grande sucesso da atualidade? Nada disso parece mais encantar os diretores da emissora e óbvio seus telespectadores, e estes produtos vão parar facilmente na TV Globo ou na Record TV. 

Libertadores no SBT (Divulgação)

O SBT não se apequenou nos últimos anos. A emissora apenas reflete sua miudeza histórica por nunca ter ousado ser a maior, a que entrega a melhor programação. A diferença é que, agora, há um mercado multipolar, o que trouxe um cenário de muito mais competição pelo consumidor da programação.

Então, existem as plataformas de streaming pagas e gratuitas de vídeo e áudio, além da internet ser um parque de diversões para quem quer se entreter. O telespectador não só identifica uma programação feita de qualquer maneira como busca o que melhor lhe entretém, quando bem quiser. 

Era de se esperar que um canal de televisão tradicional estaria preparado para essa realidade e já não se utilizasse de qualquer velharia para o que resta de sua audiência. Muita gente gosta do SBT, seguramente, uma das emissoras com menor rejeição. Porém, não é provável que volte a ser um canal que pontualmente mexa com o mercado, fortemente.

A miudeza do SBT é o normal de sempre: não haverá jornalismo de qualidade, isto é, sem os policialescos baratos, sangrentos. Também não se pode esperar entretenimento de padrão elevado, sem o visível baixo orçamento. Neste caminho, a única chance de ser, minimamente, relevante é a concorrência direta ser ainda pior.  

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