De olho na Copa América, SBT quer resgatar Amarelinho, ícone dos anos 1990

Emissora registra nome de bolinha que fez sucesso nos jogos da seleção brasileira nas Copas

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O SBT ainda não oficializou a compra da Copa América, que começa em junho, mas já mandou para o aquecimento seu mascote esportivo mais famoso. O Amarelinho, símbolo das transmissões de futebol da emissora nos anos 90, deverá retornar à programação para alegrar os telespectadores saudosistas.

A rede de Silvio Santos pagou R$ 415 para cadastrar a marca “Amarelinho, Torcedor SBT!” junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), procedimento padrão das emissoras para utilizar nomes de programas, quadros e outras atrações sem o risco de ser copiado ou perder títulos importantes. O depósito foi efetuado em abril, e o registro consta na Revista da Propriedade Intelectual publicada nesta terça-feira (4).

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A coluna apurou com um alto executivo do SBT que o cadastro foi efetuado para assegurar o uso da marca e impedir que algum concorrente tome para si os direitos do Amarelinho, sugerindo que a emissora ainda tem planos para o mascote.

Segundo o registro no INPI, o SBT pretende usar o novo Amarelinho em “serviços de narração e produção de programas de diversão, esportivos e culturais, para serem veiculados através de televisão, rádio e/ou qualquer meio de comunicação, inclusive virtual”.

O Amarelinho nasceu na equipe de Criação Visual do SBT, liderada por Ângelo Ribeiro, para turbinar a transmissão da Copa do Mundo de 1990, sediada na Itália. Desenhada por Iastake Fassimoto, a bolinha aparecia nos jogos da seleção brasileira e imitava as reações da torcida para atrair o telespectador. Ele celebrava as vitórias do Brasil, roía as unhas com os ataques adversários e ficava bravo quando o time verde e amarelo sofria gols.

A estreia do Amarelinho em Mundiais não deu sorte, e o Brasil caiu para a Argentina. O personagem, entretanto, fez sucesso principalmente entre as crianças e retornou em 1994. Na Copa dos Estados Unidos, chorou com a vitória brasileira e se eternizou no imaginário de quem preferiu ouvir o tetra na voz de Luiz Alfredo no SBT, e não de Galvão Bueno na Globo.

Após a conquista do Brasil, o SBT não renovou o registro do Amarelinho. Em 1998, o mascote carismático sumiu das transmissões e limitou-se a aparecer em vinhetas e comerciais da Copa do Mundo da França.

Em 2012, a Globo lançou a Globolinha, uma versão “platinada” do Amarelinho, porém o público não gostou. O mascote moderno ainda aparece esporadicamente na programação esportiva da emissora carioca.

Veja a criação do Amarelinho na reportagem abaixo, produzida pelo SBT em 1990, e relembre o choro da bolinha na final da Copa do Mundo de 1994:

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