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Crime em Aparecida

Bolsonarista, agressor de cinegrafista da Globo merece sermão de arcebispo contra “pátria armada”

"Cidadão de bem", professor ameaçou de morte equipe da GloboNews em templo religioso

Publicado em 13/10/2021
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Gustavo Milsoni, professor em Mogi das Cruzes (São Paulo), visitou o Santuário Nacional de Aparecida na última terça-feira (12), mas não para cultuar Nossa Senhora. Ele cultuou Jair Bolsonaro, que cumpriu agenda pré-eleitoral e deu uma passadinha no templo. Típico “cidadão de bem”, segue todas as ordens do presidente, incluindo a de considerar a Globo “inimiga” do governo. Em pleno local de fé, agrediu um cinegrafista da emissora e o ameaçou de morte.

O alvo do extremista foi Leandro Matozo, que cobria a movimentação em Aparecida no feriado religioso com o repórter Victor Ferreira para o canal pago GloboNews. O professor xingou a equipe de jornalismo, golpeou o rosto do cinegrafista com uma cabeçada e gritou: “Se pudesse, mataria vocês”.

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Victor Ferreira chamou policiais militares pedindo proteção e registrou boletim de ocorrência, entretanto o professor foi liberado antes mesmo das vítimas e ainda ganhou carona da PM para voltar ao Santuário de Aparecida e cultuar Bolsonaro.

Professor de inglês e matemática, Milsoni trabalha na Escola Estadual Professor Cid Boucault, conforme foi divulgado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, e leciona para crianças entre 6 e 11 anos (Educação Básica I). Em seu Facebook, curte as páginas de políticos de extrema-direita, como o presidente e seus filhos, todos investigados pela Justiça por diferentes crimes (de corrupção a disseminação de notícias falsas).

Em 2017, Gustavo apoiou a Ideia Legislativa enviada ao Senado pela “criminalização do comunismo”, uma das bandeiras de Bolsonaro e seu rebanho eleitoral para perseguir qualquer pessoa que se opõe às suas ideias, mesmo que não seja de esquerda. Um exemplo é o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que passou a ser atacado por bolsonaristas após discursar contra armas e fake news no Santuário de Aparecida, na manhã da última terça.

Como o “professor-agressor” não deve ter ouvido o sermão do sacerdote, por estar mais interessado no presidente do que na fé, a coluna se encerra com a forte declaração contra as bandeiras bolsonaristas: “Para ser pátria amada não pode ser pátria armada. Para ser pátria armada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos os irmãos construindo a grande família brasileira”.

Siga o colunista no Twitter e no Instagram.

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