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Clássico

“História de amor atemporal”, declara Felipe Camargo sobre Anos Dourados, que chega ao Globoplay

Ator estreou na TV como protagonista da minissérie de Gilberto Braga, produzida em 1986

Publicado em 10/05/2022
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Em maio, o primeiro lançamento do projeto de resgate de clássicos do Globoplay é a minissérie Anos Dourados, de Gilberto Braga, disponibilizada nesta segunda-feira (9). Dirigida por Roberto Talma em 1986, a obra tem 20 capítulos.

Ambientada na década de 1950 – daí seu título -, Anos Dourados centra seu enredo no amor dos jovens Lurdinha (Malu Mader) e Marcos (Felipe Camargo), que sofre forte oposição dos pais dela.

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Marcos é filho de Glória (Betty Faria) e Cláudio, o ‘Morreu’ (Milton Moraes), que são separados há muitos anos. Além disso, Glória trabalha como caixa numa boate em Copacabana e ‘Morreu’ é músico, ou seja, bastante mal vistos.

Respeitado médico, o Dr. Carneiro (Cláudio Corrêa e Castro) e sua esposa Celeste (Yara Amaral) não querem Lurdinha junto de Marcos e tentam afastá-lo da filha. O sonho de Celeste é ver a jovem casada com Lauro (Rodolfo Bottino), neto do Brigadeiro Campos (José Lewgoy).

Lauro é filho de Beatriz (Nívea Maria), a filha do militar, e de Dornelles (José de Abreu), piloto de aviação que se envolve com Glória. A atmosfera de falso moralismo, repressão sexual e falta de diálogo dos jovens com os pais permeia toda a minissérie.

O ator Felipe Camargo, cuja novela mais recente foi Espelho da Vida (2018/19), relembrou o trabalho em Anos Dourados, falou de eventuais semelhanças com seu personagem Marcos e apontou o fato da minissérie trazer uma “atemporal história de amor” como elemento atrativo aos jovens que não a conhecem. Confira a entrevista:

Como você pode definir o Marcos?

O Marcos é um adolescente muito sensível, tem um caráter muito firme, um coração muito bacana. Ele adora os animais e quer ser veterinário. É romântico e sempre sonhou em conhecer uma menina. Ele se apaixona pela Lurdinha e a família da Lurdinha não aprova o namoro deles por ele ser filho de pais separados. A história do Marcos é essa luta pelo amor da vida dele.

Quais são as suas principais lembranças da época de Anos Dourados?

Era tudo muito novo para mim, porque era meu primeiro trabalho na TV e eu fui selecionado para fazer o protagonista. Era um desafio muito grande, mas eu fui muito bem acolhido por Gilberto Braga, Roberto Talma, Malu Mader, Isabela Garcia, Taumaturgo Ferreira, Betty Faria… Eu tenho lembranças muito legais de um clima de gravação leve e descontraído. Foi uma época muito feliz e bacana de descobertas para mim. Aprendi muito com esse trabalho e com o Marcos.

Felipe Camargo e Malu Mader em Anos Dourados

Quais são as principais similaridades e diferenças que você tem com o Marcos?

Como o Marcos, eu também era filho de pais separados. Quando eles  se separaram, eu tinha 8 anos, isso foi no final dos anos 60. Na época do Marcos era do início dos anos 50, então o preconceito devia ser muito maior. Eu também posso me considerar romântico. Me lembro com muito carinho da minha primeira namorada no colégio. O Marcos tem essa firmeza de caráter, que era muito bonita de ver num personagem, e eu acho que tenho e que ele me ajudou a ressaltar. Tem esse amor dele pelos bichos, a relação bonita que ele tem com a mulher que ele se apaixonou, a Lurdinha. Enfim, procurei levar isso para a minha vida. De diferença, eu era mais rebelde do que o Marcos, mais “levado”. Eu acho que o Marcos era um cara mais comportado (risos).

Essa obra é um de seus trabalhos mais marcantes na carreira na TV? De que forma Anos Dourados impactou sua trajetória profissional?

Com toda certeza, o Marcos foi um divisor de águas na minha vida. Eu era um ator de teatro desconhecido do grande público e na estreia da série eu fiquei conhecido no Brasil inteiro. Eu comecei a traçar uma carreira na televisão e no cinema também, não só no teatro. Mudou a minha vida radicalmente e eu devo totalmente à minissérie ‘Anos Dourados’. Tenho uma gratidão enorme pelo Gilberto Braga e pelo Roberto Talma, que foram fundamentais nessa mudança da minha vida.

Uma geração terá a oportunidade de assistir à minissérie pela primeira vez agora com o Globoplay. Quais são os assuntos universais que a obra aborda e vão despertar o interesse do público?

‘Anos Dourados’ estreou em 1986 e fez um sucesso enorme na época. Foi uma história que pegou o público. Eu acho que, principalmente, pelo aspecto atemporal de uma história de amor. A história de amor do Marcos com a Lurdinha criou uma identificação enorme no público, havia o impedimento do namoro entre eles e isso causava uma torcida muito grande. É uma grande história mais ou menos inspirada em Romeu e Julieta. Eu acho muito bacana poder passar para as novas gerações. Eu já falei para o meu filho que vai estrear e quero mostrar para ele. Tenho certeza de que ele vai gostar muito, como todas as pessoas gostam. ‘Anos Dourados’ foi um trabalho muito feliz, com um texto maravilhoso, uma direção maravilhosa, atuações impecáveis. É uma história que tem tudo para atrair as novas gerações, espero que vocês gostem, divirtam-se.

Ainda em maio, o Globoplay deve oferecer aos assinantes a versão integral de Anjo Mau (1997/98), de Maria Adelaide Amaral, baseada na obra de Cassiano Gabus Mendes, no Projeto Originalidade – em substituição à versão exibida no Vale a Pena Ver de Novo em 2016 -, e Lua Cheia de Amor (1990/91), de Ana Maria Moretzsohn, Ricardo Linhares e Maria Carmem Barbosa, baseada na obra de Pedro Bloch.

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