Mais do que você gosta.
Assine o Star+
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
veterana

Sequelas de doença e 70 anos de carreira: A vida de Léa Garcia, a tia Lola de O Clone

Mesmo enfrentando dificuldades, atriz de 89 anos segue trabalhando no teatro

Publicado em 14/04/2022
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio

Quem acompanha a fase atual de O Clone vê a atuação de Léa Garcia. Na trama reprisada na Globo, a veterana interpreta Lola, irmã de dona Mocinha (Ruth de Souza) e tia de Deusa (Adriana Lessa).

A novela escrita por Gloria Perez foi exibida originalmente entre 2001 e 2002, ou seja, há 20 anos. À época, Léa tinha 69 anos de idade. No último mês de março, a artista completou 89 anos e não tem previsão de parar de trabalhar.

Continua depois da publicidade
Não foi possível carregar anúncio

Neste ano, Léa comemora 70 anos de carreira nos palcos. Ela está no elenco da peça A Vida Não É Justa, ao lado de grandes nomes da dramaturgia, como Tonico Pereira e Emiliano Queiroz.

“É uma trajetória de conquistas diante de todas as dificuldades e mazelas existentes. Então, tenho um sentimento de resistência e força. Me sinto feliz pela possibilidade de ainda estar trabalhando”, declara Léa Garcia ao site Heloisa Tolipan.

Léa Garcia está na peça A Vida Não É Justa ao lado de Emiliano Queiroz (Reprodução)

Sequelas persistentes de doença após anos

Apesar de estar firme e forte nos palcos, Léa Garcia apresenta dificuldades de saúde especificamente por conta das sequelas da chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypiti, o mesmo que transmite a dengue.

“Tenho energia, mas também uma neuropatia (doença que afeta os movimentos) nas pernas. Devido a chikungunya, eu estou com a minha coluna e as minhas juntas comprometidas e caminhando muito mal. Acho que a cura está sendo mais difícil devido à artrose. É desesperador“, revela a artista.

Ela esclarece detalhes do que lhe aconteceu e de como sua saúde está debilitada agora. “Logo no início, fiquei de cama, fui hospitalizada, depois, fiz dois filmes. Ia para São Paulo na cadeira de rodas, mas, em cena ficava em pé, tinha que trabalhar. É muita força de vontade, mas, depois de três anos sentindo dor nas articulações, nas pontas dos dedos, perdendo a sensibilidade deles, estou começando a cansar das dores que sinto”, pontua a veterana das artes.

Léa Garcia caracterizada para a série Arcanjo Renegado, do Globoplay (Divulgação)

Léa diz que, para melhorar, está apostando suas fichas em medicina alternativa. Com as dificuldades motoras e dores, ela conta que fica complicado aceitar todos os projetos para os quais lhe chamam.

“Meu caminhar não está bom, não está perfeito. Eu não posso dominar a cena em termos de caminhada, de ocupar o palco. Tenho até recusado alguns trabalhos. Mas, agora, estou acreditando que vou melhorar bastante com acupuntura, medicina chinesa. Tenho certeza, vai dar certo”, admite Léa.

Crítica ferrenha ao etarismo e racismo na dramaturgia

Atuando agora ao lado de Emiliano Queiroz, que também celebra 70 anos de carreira, Léa Garcia aproveitou para abrir o jogo sobre o etarismo dentro da classe dramatúrgica. Ela lamenta a falta de oportunidades para os mais velhos na TV, no cinema e nos palcos, mas comemora quando veteranos consegue um ‘lugar ao sol’.

“Fico cheia de dedos de falar da genialidade desses atores que conseguem, não digo nem ofuscar, mas um destaque entre os mais jovens que estão produzindo bem mais em termos de trabalho”, diz a artista, cujo último trabalho na televisão foi Arcanjo Renegado, série do Globoplay, em 2020.

Léa Garcia (Reprodução)

Sobre a sua situação ao ser chamada para interpretar papéis, Léa Garcia faz um manifesto. “Estão me condicionando muito de um certo tempo para cá a fazer somente mãe preta ou mãe de santo e isso me incomoda bastante. Acho que posso fazer uma outra personagem. Não é porque estou com 89 anos, que eu só possa fazer esses tipos. Estão me limitando”, frisa.

Vale lembrar que após viver a tia Lola em O Clone, Léa Garcia foi para a Record TV, onde fez Cidadão Brasileiro, Luz do Sol, A Lei e o Crime e A História de Ester. Depois retornou à Globo para compor o elenco de Êta Mundo Bom e Sol Nascente.

Tia Lola (Léa Garcia) em O Clone (Reprodução/TV Globo).

Leia outros textos desta colunista.

Publicidade
Não foi possível carregar anúncio

Deixe o seu comentário

Em Alta

Carregando...

Erro ao carregar conteúdo.

Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
Publicidade
Posting....