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Entrevista Exclusiva

Pedro Bassan mostra toda a versatilidade ao comandar a transmissão do Carnaval da série ouro, no Rio de Janeiro.

Pedro Bassan conta sua rica história como repórter e como vai comandar o Carnaval da série ouro transmitido pela Globo

Publicado em 21/04/2022
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Amigo as Coluna “Por Trás da Tela”. Hoje eu converso com uma das primeiras pessoas que me lembro quando eu entrei no rádio ou no meio de comunicação: Pedro Bassan. Eu trabalhava na rádio Bandeirantes e ele na Globo, onde continua até hoje.

Bassan é o tipo de profissional que sempre admirei: inteligente, criativo, competente e humilde. Sim, meus amigos, a humildade no meio é para poucos. E talvez pela extrema habilidade que o Pedro tem em noticiar diversos assuntos, sempre fez parte dele a postura de extrema educação, empatia, simpatia e simplicidade.

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Pedro. Obrigado por participar da minha coluna.

P.B – Christiano, uma alegria bater esse papo com você, companheiro de profissão que admiro há tanto tempo.

C.B – Pedro, não sei se você sabe. Mas, quando eu estava na rádio, entrar ao vivo não era tarefa fácil. Eu me achava muito “despreparado”, apesar dos 20 anos. Um dia você entrou para o Globo Esporte, no final de um treino do Corinthians (década de 90). O time ainda se preparava na Fazendinha. Você arrebentou. Mas, quando terminou, e recebeu o recado que estava tudo bem, suspirou, quase sentou e acho que agradeceu à Deus. Eu estava de longe e pensei: “Se o Bassan tem esse tipo de reação, acho que eu também posso me permitir”.

Tudo isso para te perguntar: quando você entra ao vivo ainda te passa um frio na barriga? E para que os jovens jornalistas se inspirem: qual suas técnicas para se manter calmo e lúcido ao vivo?

P.B – Christiano, o frio na barriga nunca passa. Se o coração continuar batendo no mesmo ritmo antes de uma entrada ao vivo, alguma coisa tá errada. Dito isso, o nervosismo vai diminuindo ao longo dos anos, é natural. Lembro de uma história que ouvi: a jovem filha de um famoso advogado, advogada também, ia fazer a primeira sustentação dela no STF. Ela ligou para o pai da porta do tribunal e disse que não sabia o que fazer, pois não parava de tremer. O pai respondeu: “filhinha, espera uns vinte anos aí que passa!” É mais ou menos a mesma coisa nos vivos da TV.    

C.B – Como você se viu jornalista? Quando decidiu seguir a profissão? Em quem se inspirou?

P.B –  Meu pai era radialista, lá em Tupã. Eu sempre me vi dentro da rádio, era uma coisa muito natural pra mim. Sempre foi o meu lugar. Eu era uma daquelas vozes infantis na gravação de propaganda para o Dia das Mães. Até demorei pra tomar a decisão definitiva, na época do vestibular. Mas acho que foi um caminho muito natural. Então meu primeiro espelho foi o meu pai. Mas eu sempre parava imediatamente pra ver os correspondentes da Globo. Lucas Mendes, Silio Boccanera, e depois Valeria Sffeir, além do Pedro Bial foram minhas referências maiores.

C.B – Pedro, depois do esporte você fez matérias de outros segmentos para a Globo, inclusive foi correspondente internacional. Como surgiu a oportunidade de ser correspondente?

P.B –  Foi graças ao Esporte também. Fui ser correspondente na China antes das Olimpíadas de 2008, uma ocasião em que era importante ter alguém por lá que já tivesse contato com o esporte olímpico. Mas os assuntos que eu cobria iam muito além do esporte. A China tem umas 100 matérias por dia pra cada correspondente, é uma realidade muito rica de histórias, todas muito diferentes pra nós. A realidade atual é surpreendente até para os chineses, diante de tanto crescimento econômico e tantos desafios ambientais e sociais. Acho que foi uma transição lenta entre o esporte e o chamado “jornalismo geral”, transição que não terminou até hoje…… Hehe. Na verdade, tudo é jornalismo, só muda o ambiente.

C.B – Você é a prova viva que o jornalista precisa ser versátil. Eu te vi mostrando essa capacidade em outras matérias na TV, que não focassem só o futebol. Qual a matéria que você guarda com carinho na memória?

P.B –  Zup…….Passando a jato 30 anos de trabalho no filminho das lembranças!!! Hehe. As mais recentes acabam sempre marcando. As matérias durante a pandemia marcaram demais, tanta dor, tantos desafios. Eu me lembro de uma reportagem que fiz com as mães que deram à luz com COVID e foram direto pra UTI. Só puderam segurar o bebê no colo meses depois. Por outro lado, temos desafios superados, como as Olimpíadas de Tóquio feitas sem público. A conquista do Isaquias, com todas as dificuldades, foi muito marcante pra mim e simbolizou uma espécie de vitória contra tudo o que estávamos enfrentando.            

C.B – Se você tivesse conversando com estudantes de jornalismo e fosse citar um exemplo de aprendizado, qual momento ruim na profissão que você não repetiria?

P.B – Uma vez fui para Portugal cobrir um evento sem o repórter cinematográfico ao meu lado. A organização tinha feito a promessa de que eu trabalharia com um profissional de lá, e quando eu cheguei não tinha ninguém. Eu mesmo tive que gravar alguma coisa, minhas passagens na câmera e tal. Sou péssimo gravando. Aprendi ali que o profissional da câmera é insubstituível e sem ele/ela não se faz televisão. E isso vale para todos os outros profissionais envolvidos no processo. 

C.B – Pedro. Por falar em versatilidade: Você e a Mariana Gross estarão firmes no Carnaval da série ouro. Você já apresenta há algum tempo. Alguma novidade nesse ano?

P.B –  Chris, a novidade é essa alegria acumulada, essa vontade de festejar, de ver as escolas, essa saudade batendo no peito mais forte que um surdo de primeira. Acho que por isso o carnaval desse ano vai ser diferente de tudo o que a gente já viu. É a época do ano em que mais gosto de trabalhar, realmente a mistura perfeita entre trabalho e diversão que é o sonho de todo ser humano.

C.B – Soube que você visita diariamente os Barracões das Escolas de Samba. Como você sente o clima das pessoa? O que você tem visto que está te agradando?

P.B – Eu sinto todos não só mais entusiasmados, como também mais preparados. As escolas neste ano tiveram mais tempo e mais recursos pra se preparar. Os barracões fizeram quase tudo sem pressa, sem correria. Estão todos mais bonitos que nos anos anteriores à pandemia. Acho que, no mínimo, esse carnaval vai valer por dois. Ou mais!

C.B – Pedro, minha Coluna se chama “Por Trás da Tela”. Eu gostaria que você me falasse um pouco do que você gosta de fazer quando não está na tela do celular, TV, computador, notebook e afins?

P.B – Chris, eu gosto muito de ler, viver outras vidas nas páginas dos livros. Ficção e poesia, de preferência. Também ouço muita música, parente bem próxima da literatura. Agora estou concentrado nos sambas-enredo, a safra é ótima!

C.B – Pedro. Muito Obrigado por sua presença na Coluna. Espero conversar contigo mais vezes. Um grande abraço e muito mais sucesso e felicidade para você……………….

Chris, um prazer imenso. Obrigado por me relembrar a história do vivo no Parque São Jorge…… Hehe…..Grande abraço !!!

Eu agradeço Bassan. Você é um profissional como poucos e me orgulha a visita na Coluna…………

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