Entrevista

Rogério Chiaravalli fala da carreira, revela seus ídolos e o segredo para se estabelecer na TV

Com exclusividade o apresentador da TV Aparecida conversou com a coluna

Publicado em 01/02/2024

Rogério Chiaravalli teve uma carreira precoce como comunicador. Aos 12 anos foi locutor de programa musical em uma rádio comunitária de Itu (SP). Já aos 19, na mesma cidade, começou a apresentar reportagens e programas especiais na televisão local. Daí em diante, Rogerinho passou por várias emissoras como a EPTV, afiliada da Rede Globo, Rede Mulher, CNT, Gazeta e RedeTV. Atualmente ele apresenta dois programas na TV Aparecida: o Quarta Show, semanal formatado em games, e o diário Faça Você Mesmo, dirigido ao artesanato, segmento que marcou bastante a trajetória dele.

Nesta sexta-feira (2), a partir das 13h30, Rogério Chiaravalli sairá um pouco do estúdio da TV Aparecida. Ele vai comandar o Faça Você Mesmo direto da cidade de Paraty para mostrar o artesanato caiçara. Mas antes desse encontro direto com o público, o apresentador bateu um papo exclusivo com o Observatório da Televisão. Entre outras coisas, falou de seu trabalho, da vida fora do vídeo e revelou os ídolos dos programas de auditório que o inspiraram. Ele ainda destacou o que acha fundamental para atuar na tevê: “Aprendi que televisão se faz com verdade e a melhor forma é ser você mesmo.

Como foi ter iniciado na comunicação aos 12 anos, como locutor de rádio?
Foi meu primeiro contato com a comunicação. Eu era um menino que sempre sonhou em trabalhar nessa área. Desde antes eu brincava com aparelhos eletrônicos e microfones como se estivesse apresentando programas. Então, estar no rádio e ter a oportunidade de apresentar um programa de verdade foi uma realização e ali tive a certeza de que realmente esse era o caminho que eu queria seguir.

E sua carreira na TV também foi precoce, certo?
Eu tinha 17 anos quando consegui um estágio em uma tevê Local, na cidade em que eu morava, no interior de São Paulo. Era um sonho fazer tevê e eu gostava muito de produzir. Comecei como produtor, mas logo o apresentador quis que eu gravasse matérias. Eu, por timidez, não queria, mas fiz a primeira. Gostaram e eu não parei mais. Eu nunca quis fazer matérias com formato sério. Em uma época em que o jornalismo era bem formal eu não me enxergava nesse papel, então fazia matérias descontraídas; isso chamou a atenção e o público gostou muito. Nessa experiência, aprendi que televisão se faz com verdade e a melhor forma é ser você mesmo.

Você tem apresentadores que inspiraram a sua carreira?
Não tem como não se inspirar com o mestre da televisão, Silvio Santos. Hoje muito do que a televisão é, tem influência dele. Quem também acompanhei muito foi Gugu Liberato, era fascinante acompanhar os domingos com ele, que sabia fazer tevê ao vivo como poucos. Criava, improvisava e moldava o programa com ele acontecendo. Nos dois, sempre vi uma vontade muito grande de fazer televisão, uma verdadeira paixão.

Foi no segmento de programas de artesanato que sua carreira foi consolidada. Como isso teve início?
Sempre quando pensei em trabalhar em comunicação vi isso como um propósito de vida, um comprometimento, uma responsabilidade. Meu desejo sempre foi de, através da comunicação, contribuir e fazer a diferença na vida das pessoas. E com o artesanato eu encontrei tudo isso. Fui convidado para desenvolver um programa de artesanato que iria estrear na extinta Rede Mulher. Esse programa eu produzi, dirigi, fiz reportagens e apresentei. E, desde então, a fórmula é a mesma: ensinar as pessoas através da tevê. E não só ensinar uma técnica, mas sim mostrar que por meio do artesanato a pessoa consegue sustentar sua família, ocupar sua mente e se sentir melhor. Ao longo desses anos, conseguimos ajudar as pessoas, levar conteúdo e algo que acrescente e, em muitos casos, até muda a vida da pessoa. Essa é uma realização profissional.

E você tem talento com trabalhos manuais?
Eu acredito que sim, aliás todos nós temos! E é isso que mostramos no programa, até porque está no nome: Faça Você Mesmo. Que é para todo mundo acreditar que é possível e que você consegue. No programa até testamos e mostramos o meu talento, às vezes não sai bem como planejado e é aí que o público de casa se diverte. Precisamos entreter também! (risos)

Pois é, você viraliza na web com vídeos de situações engraçadas nos programas de artesanato. Fale disso e conte um caso que mais repercutiu
Essas situações que fogem do roteiro são as mais comentadas, sem dúvida. As pessoas gostam, se divertem e foram vários momentos. Vou citar dois: teve uma vez que eu estava fazendo um porta-joias com formato de dedos e, ao tirar a forma da luva, os dedos quebraram todos. Eu fiquei desesperado, pois não sabia como continuar, mas me diverti. E outra situação foi quando eu derrubei um vaso da artesã que estava ensinando uma técnica e era uma das etapas dela. Fiquei sem graça, mas no fim todo mundo riu.

Como é o dia a dia do Rogerinho na vida pessoal? O que gosta de fazer em família?
Trabalhar em televisão, apesar das pessoas que assistem não terem muito essa ideia, dá muito trabalho e envolve muito do nosso tempo. Fazer tevê ao vivo e diário é muita dedicação, então nas minhas folgas e principalmente aos fins de semana eu gosto muito de me dedicar à minha família, estar com meus filhos, passear, brincar e até cozinhar. Tento ao máximo estar presente e aproveitar, pois o tempo passa tão rápido!

Você também apresenta um segundo programa na TV Aparecida, o Quarta Show. Fazer uma produção de game é muito diferente de uma dirigida ao artesanato?

O Quarta Show da TV Aparecida é um programa incrível que, como apresentador, é um desafio a cada semana. Eu me realizo muito com esse projeto, pois é totalmente diferente do Faça Você Mesmo e eu preciso usar uma outra linguagem, sem deixar de lado quem eu sou. É um programa que eu trabalho o meu lado animador, que gosto muito de fazer e testar. É preciso estar com ritmo e astral lá em cima o tempo todo. É bem desafiador, isso exige muito, mas para mim é a maior diversão.

Como comunicador de TV, tem algo que ainda quer fazer?
Acredito que o sonho de todo comunicador seja estar perto do público e ter a oportunidade de apresentar um programa com plateia. Eu adoro esse contato com as pessoas e, principalmente, porque a plateia não está ali só para assistir, ela alimenta e direciona o apresentador.

Com tantas telas atualmente, como avalia o atual momento da TV aberta?
Pesquisando e analisando o atual momento eu vejo que esse é um dos mais desafiadores para a TV aberta. A disputa por audiência não é mais entre os canais, mas principalmente entre os meios, o que torna um desafio maior fazer TV aberta, pois é mais difícil prender a atenção do telespectador. Acredito que a criatividade nas produções e o ao vivo seja o diferencial, pois dessa forma é possível envolver o telespectador no conteúdo e usar os demais meios como ferramentas de interação. O telespectador, cada vez mais, deve participar e interagir com o conteúdo e esse será um dos diferenciais da TV Aberta, ainda mais com a chegada da TV 3.0 que deve mudar a forma como assistimos TV.

Você já fez o Faça Você Mesmo fora do estúdio, em uma grande feira de artesanato paulista. Agora na sexta-feira (2) vai fazer direto da praia. Como são esses encontros com o público do programa?
Essa é uma experiência única que a TV Aparecida está me proporcionando e nunca tive em outra emissora. Para quem assiste fica aquela curiosidade e interesse em algo diferente que foge do habitual. E para nós que fazemos é a oportunidade de estar cada vez mais perto de quem nos assiste, apresentar lugares interessantes e conhecer histórias. Isso é fascinante, mostrar a nossa cultura e o nosso artesanato. Eu espero que seja possível visitar mais lugares durante esse ano com a TV Aparecida, proporcionando cada vez mais uma programação interativa com o público.

Você trabalha na emissora de Nossa Senhora Aparecida. Fale um pouco de sua relação com a fé.
Trabalhar na TV Aparecida é uma grande honra, porque ao mesmo tempo em que estou fazendo meu trabalho, também alimento a minha fé, que é algo que temos que fazer constantemente. Eu sou muito devoto de Nossa Senhora Aparecida, assim como minha família toda. Tenho muitas histórias de bênçãos alcançadas. É muito bonito ver e viver essas histórias de fé, e na TV Aparecida vemos isso diariamente. Acredito que quando você tem fé, você alcança tudo o que almeja e Nossa Senhora nos traz essa força, nos protege e cada vez mais eu fico a vontade de propagar essa devoção a Ela, assim inspirando outras pessoas através da fé que eu tenho nela.

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