Triângulo amoroso, perseguido político e estupro foram elementos de Coração Alado, de Janete Clair

Tarcísio Meira viveu artista plástico dividido entre duas mulheres

Publicado há 21 dias
Por Fábio Costa
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Em 11 de agosto de 1980, a TV Globo estreou em seu horário das 20h – equivalente ao das 21h hoje – a novela Coração Alado, mais uma das várias de Janete Clair. Dirigida pela dupla Roberto Talma e Paulo Ubiratan, ela trazia como protagonista o artista plástico Juca Pitanga (Tarcísio Meira).

Juca deixava sua terra natal, a pernambucana Tracunhaém, para tentar a sorte no Rio de Janeiro. Certo de seu talento e da ajuda que pode receber do atravessador de suas esculturas, Leandro Serrano (Ney Latorraca), ele arrisca com a mãe, Dalva (Yara Salles), e dois dos três irmãos, Anselmo (Paulo Figueiredo) e Aldeneide (Simone Carvalho).

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Um terceiro irmão era Gabriel (Carlos Vereza), que a família não encontrava havia tempos. Ele chegara primeiro ao Rio e acabou perseguido por crimes políticos, enredado pelo próprio tio, Rômulo (Jonas Mello). No decorrer da história Gabriel se envolvia com Roberta (Nívea Maria), uma das filhas do empresário Alberto Karany (Walmor Chagas).

Karany era a figura central de outro núcleo importante. Sua filha Catucha (Débora Duarte) e Vivian (Vera Fischer), sobrinha do malandro Von Strauss (Jardel Filho), formavam um triângulo amoroso com Juca, ajudado pela primeira em sua carreira de escultor. Vivian fora estuprada no decorrer da trama por Leandro, seu cunhado, numa sequência polêmica à época.

Ao contrário do que se dizia das novelas de Janete Clair, tachadas de alienantes e românticas demais, Coração Alado mostrava-se conectada com temas do momento, como a anistia a perseguidos políticos. O TBT da TV relembra a produção nesta semana. Confira o vídeo!

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