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ANÁLISE

The Marvelous Mrs. Maisel assume risco ao retornar às raízes na 4ª temporada

Comédia vencedora do Emmy volta com episódios inéditos na sexta (18), no Prime Video

Publicado em 17/02/2022
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No final de 2017, o Prime Video lançou uma comédia de época brilhante, com produção estupenda e atuações de alto nível dentro de uma história vibrante e sagaz. Essa foi a primeira temporada de The Marvelous Mrs. Maisel, vencedora do Emmy e Globo de Ouro. A série quer retomar essas características e assume risco ao voltar ao ponto de partida.

É evidente a aposta no começar de novo, conforme mostram os dois primeiros episódios da quarta temporada de The Marvelous Mrs. Maisel, vistos com antecedência pelo Observatório de Séries. A estreia da quarta temporada acontece na sexta (18); o lançamento dos capítulos será semanal (dois por vez).

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Isso desde a protagonista, a Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan), regressar ao antigo apartamento até ela assumir de vez a postura mais crua e destemida nos palcos, tal qual os primeiros passos na carreira de comediante stand-up, com direito a muitos palavrões, nudez e passagens pelo xilindró.

Agora, o público vai comprar essa ideia de retornar às raízes? Meio manca, The Marvelous Mrs. Maisel andava para frente. Talvez por perder o rumo nesse avanço, produtores e roteiristas optaram pelo reboot dentro da própria série.

Rachel Brosnahan e Alex Borstein na 4ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

Recomeço necessário?

De certa forma, é possível compreender a razão do recomeço. A carreira de Midge tombou após ela ser demitida da turnê do cantor Shy Baldwin (Leroy McClain), após quase revelar a homossexualidade secreta dele para todos, em cima do palco. Em uma situação assim, voltar à estaca zero se apresenta como única opção.

Midge não reage bem à deselegância praticada pelo deslize cometido contra Shy. Enquanto ignora o erro crasso, a humorista bate o pé e decide que só quer fazer shows como antigamente, sem ninguém para filtrá-la.

E antigamente era bom mesmo. Midge se tornou comediante estrela do circuito alternativo de stand-up em Nova York. Quebrando estereótipos, por ser mulher e divorciada, ela falava a real sobre casamentos, relações e o peso de viver na pele de alguém do sexo feminino em uma cidade como a Big Apple.

A pessoa fã incondicional de The Marvelous Mrs. Maisel não vai largar a série, que continua impecável nos quesitos produção, direção de arte e figurino (o roteiro perdeu a perspicácia de antes, sem muitas piadas criativas). A questão é que quem não gostar desse guinada ao passado pode trocar a série do Prime Video por outra na intensa guerra dos streamings.

Rachel Brosnahan mantém-se afiada e é motivo justo para ir até o final da quarta temporada. Alex Borstein, a empresária de Midge chamada de Susie, também continua no mesmo ritmo alucinado e hilário.

As histórias paralelas perdem fôlego, principalmente a de Joel (Michael Zegen) e a combinação de bar com crime organizado e cassino. A jornada do pai de Midge, o cri-cri Abe (Tony Shalhoub), se assemelha à da filha, a busca por viver da arte e (tentar) ganhar dinheiro fazendo o que gosta. Dessa interação podem vir coisas interessantes.


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