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ANÁLISE

Fuga de assinantes e prejuízo financeiro; 2022 é ano de crise na Netflix

Gigante do streaming enfrenta turbulência inédita e preocupa investidores

Publicado em 24/04/2022
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A reação do mercado financeiro em relação ao balanço mais recente da Netflix é proporcional à crise instaurada na gigante do streaming, após anunciar debandada de assinantes e sofrer prejuízo financeiro. A empresa queridinha dos acionistas e líder no segmento é tratada por especialistas em investimentos de Wall Street, o coração das finanças nos Estados Unidos, como “dinheiro perdido”. O botão do desespero foi acionado para sair dessa sinuca de bico.

O relatório divulgado na última terça-feira (19) é só mais uma peça nessa engrenagem indo ladeira abaixo. Pela primeira vez em dez anos, a Netflix anunciou que perdeu 200 mil assinantes no mundo todo em um único trimestre (de janeiro a março deste ano). E a previsão para o atual quarto é que a fuga chegue a 2 milhões de clientes.

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Wall Street reagiu imediatamente. No dia seguinte, as ações da Netflix despencaram em 35%, resultando em prejuízo de US$ 54 bilhões (R$ 276 bilhões) no valor de mercado, isso em um só ciclo de 24 horas. Essa foi a maior queda dia da empresa em toda a história na bolsa de valores americana.

E a Netflix até que não vinha mal das pernas. Recentemente, impulsionada pelas pessoas dentro de casa no mundo todo por causa da pandemia de Covid-19, as ações da plataforma cresceram e eram atrativas, chegando ao pico em novembro de 2021. De lá para cá, a derrocada no valor de mercado é de 67%.

Fachada de sede da Netflix em Hollywood

Há saída?

Apesar dos pesares, a Netflix ainda é a líder dos streamings. Só que isso tende a mudar caso algumas coisas não sejam feitas para agradar os acionistas, investidores que juntos com os assinantes sustentam a empresa. Afinal, na cola do site do tudum estão as gigantes Disney e Warner Bros. Discovery.

A Netflix reconheceu a má fase no relatório, citando a concorrência como fator de dificuldade para o crescimento. Também abordou o assunto das contas compartilhadas ilegalmente, foco de potencial solução para aumentar o número de assinantes.

Segundo a Netflix, existem 100 milhões de casas em todo mundo que usam a Netflix sem pagar, acessando a plataforma com conta emprestada à margem do contrato de uso. “Essas pessoas amam o serviço, apenas temos que fazer com que elas paguem”, disse Reed Hastings, um dos diretores-executivos da companhia.

Fora lucrar cobrando a taxa extra de quem compartilha conta, a empresa estuda colocar em prática duas coisas abomináveis no passado recente: oferecer plano com propaganda (mais barato e com potencial grande de adesão) e investir em esportes ao vivo. Essas duas coisas a concorrência já faz há algum tempo, entregando resultados positivos.

Passo importante para corrigir o caminho errado em que se está é reconhecer os equívocos e pensar em soluções objetivando sair da enrascada. Aparentemente, a Netflix está fazendo isso. Contudo, os investidores podem analisar isso como insuficiente, pensando a curto prazo.

Várias empresas especializadas em investimentos na bolsa de valores de Nova York soltaram alertas aos clientes sobre a Netflix. Um posicionamento chamou a atenção e resume o clima. 

Michael Nathanson, da firma MoffettNathanson, pontuou que a reação da Netflix à crise “demonstra que a companhia está surpresa com os resultados demonstrados e está menos transparente”. Ele ainda ressaltou que “desta vez, a situação é diferente” de outros obstáculos encarados pela empresa no passado. ⬩

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