Eterno Odorico Paraguaçu em O Bem-Amado, Paulo Gracindo quase não fez o personagem

Ator por pouco não pediu para trocar de papel com Jardel Filho, que vivia um médico com traumas do passado

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O Globoplay inseriu em seu catálogo nesta segunda-feira (15) a novela O Bem-Amado, um clássico absoluto da nossa teledramaturgia. Escrita por Dias Gomes em 1973, a produção foi a primeira feita em cores no gênero por aqui, com direção de Régis Cardoso e supervisão de Daniel Filho.

Na ocasião, o ator Paulo Gracindo estava consagrado pelo sucesso de seu trabalho como o bicheiro Artur do Amor Divino, o Tucão, na novela anterior de Dias, Bandeira 2 (1971/72). Já era figura conhecida do público, desde o estrelato como ator e apresentador na Rádio Nacional.

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Gravar em cores demandava mais tempo do que o habitual em preto e branco, já que todos os profissionais envolvidos na produção da novela tinham que se adaptar às novas condições, que impactavam por vezes em ter que refazer diversas tomadas à exaustão, devido a problemas na luz, por exemplo, com tons claros que “rasgavam” a tela.

O trabalho exaustivo quase fez Paulo Gracindo deixar o projeto, ainda antes da estreia. “Cheguei na direção da Globo com um atestado médico nas mãos e fui avisando: ‘Se vocês não me derem uma licença atendendo a este atestado, em receberão outro, só que de óbito, pois vou morrer de exaustão’”, o ator disse na época.

Além disso, Gracindo de início considerara melhor para si o personagem Juarez Leão, um médico alcoólatra, cheio de traumas do passado, contestador e preocupado com o povo, opositor natural de Odorico, um político demagogo e desonesto, coronelão nordestino.

Ou seja, por maior que fosse o destaque do médico no enredo, a Gracindo não importava necessariamente ser protagonista absoluto, mas a oportunidade de um bom trabalho.

Por muito pouco ele não trocou de papel com Jardel Filho, escalado para viver o médico. E Odorico tornou-se um dos personagens mais importantes da nossa teledramaturgia. Com Dias Gomes, o ator desenvolvera uma parceria de sucesso que durou até o fim de sua vida, em 1995, aos 84 anos.

Do dramaturgo, Paulo Gracindo ainda faria Sinal de Alerta (1978/79), Roque Santeiro (1985/86), Expresso Brasil (1987), Mandala (1987/88), Araponga (1990/91) e a série O Bem-Amado (1980/84), que reativou os personagens da novela.

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