Jhona Burjack conta como ganhou o papel de Lúcio em Éramos Seis

Publicado há 9 meses
Por André Santana
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Revelação da novela Éramos Seis, o ator Jhona Burjack está radiante com a oportunidade de viver Lúcio na trama das seis da Globo. Neste momento da história, o personagem ganha mais espaço ao formar um triângulo amoroso com o melhor amigo, Alfredo (Nicolas Prattes), disputando com ele o amor de Inês (Carol Macedo). E o ator, que tem uma carreira consolidada como modelo internacional, comemora a chance de trabalhar no Brasil. “Eu fico feliz que as pessoas estejam gostando do nosso projeto, que é uma novela muito sensível e que tem muito afeto”, diz.

O ator celebra a trajetória de Lúcio, que vem sofrendo muitas reviravoltas em Éramos Seis. “Ele sempre foi muito apaixonado (pela Isabel, personagem de Giulia Buscaccio), mas o primeiro amor dele não deu certo e ele ficou meio revoltado. Aí que ele se afundou mais na política, depois foi para guerra e quase morreu. E, com a carência, ele descobre a Inês, que cuida dele. E aí eles vão ter essa relação bonita entre eles. Mas tem a amizade com o Alfredo, e eles vão acabar tendo uma rivalidade”, revela.

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O ator também fala com carinho da oportunidade de contracenar com Kiko Mascarenhas, o Virgulino, e Kelzy Ecard, a Genu, que são seus pais na novela. “É maravilhoso, sem palavras! Eu sou muito grato de poder ter a chance de estar no núcleo da Kelzy e do Kiko. Eles dois são tão amorosos comigo, são tão pacientes. Eles me ajudam, são professores para mim. Todo dia que eu faço cena com eles eu aprendo mais e mais”, elogia.

Origem humilde

Jhona Burjack explica que seu nome é oriundo da Polônia, mas que tem uma origem simples. “Eu nasci e fui criado na cidade de Gama, em Brasília. Eu vim de uma família humilde, meu pai era pedreiro e minha mãe trabalha no mercado. Nunca pensei que eu ia me tornar um artista, eu queria ser arquiteto”, revela. Foi a namorada, Gabriella Pires, quem deu o empurrão para que Jhona ingressasse no mundo da moda. “Nos conhecemos na escola, quando tínhamos 15 anos. Ela já era modelo. Quando terminasse a escola, ela queria viajar para fora do país e seguir carreira internacional”, conta.

No entanto, o namoro com Jhona quase impediu Gabriella de seguir este sonho. “Ela não queria ir, porque estava namorando comigo. E ela achava que, se ela fosse, nós terminaríamos. Aí, um dia, ela me disse que ia desistir de ser modelo e me chamou para ir à agência dela. Eu falei ‘Vamos, mas você não devia fazer isso’. Mas eu fui, e chegando lá, o dono da agência me viu, me disse que eu tinha uma beleza diferente e me disse para eu tirar umas fotos”, revela.

E foi assim, por acaso, que Jhona percebeu que tinha jeito para a coisa. “As fotos ficaram legais. E eu nunca pensei que eu ia ser modelo. Na verdade, eu nem gostava, porque eu sempre fui da roça”, diverte-se. “Eles mandaram (as fotos) para o mercado internacional, e eles acharam que eu e minha namorada deveríamos ir morar em Milão, na Itália. Depois fomos para outros lugares, como Londres, Nova York e Paris”, conta.

Carreira internacional

Jhona Burjack, que vive Lúcio em Éramos Seis

Ele conta que sair do Brasil foi difícil. “Eu nasci e cresci numa cidade pequena, e sempre fiquei na fazenda. A primeira vez que viajei, fui a Milão, na Itália, com tudo diferente, parecia que eu estava em outro mundo. Os costumes, as pessoas, a língua… Pra mim, foi um baque! Mas eu tive a presença da minha namorada comigo, e viajava comigo para todos os países. A gente sempre morou junto. Acho que, se ela não tivesse comigo, eu não teria conseguido. Ela é a minha fortaleza, e eu a dela”, derrete-se.

Em sua passagem por Paris, Jhona também se viu um ator por acaso. “Eu fiz um comercial com a atriz Rossy de Palma (considerada a musa do diretor espanhol Pedro Almodóvar). E foi aí que um produtor de elenco da Globo e me viu e acharam bem interessante. Foi quando eu fui chamado para fazer um teste para Amor de Mãe. Eles gostaram do teste, mas a novela foi adiada algumas vezes, e eu acabei saindo do Brasil de novo. Depois me chamaram novamente, para um teste de Éramos Seis, e aí eu fui aprovado”, explica.

Ele conta como foi trabalhar com Rossy de Palma. “Foi fantástico! No primeiro dia que eu fui fazer o trabalho com ela, eu estava muito nervoso, porque eu nunca tinha atuado antes. E ela me acalmava, ela falava ‘Não faz assim, relaxa, respira e tenta só viver o presente’. Ela foi super cuidadosa comigo. Aí ficamos muito amigos. Toda vez que eu vou para Espanha a gente tenta se encontrar, os filhos dela me adoram, criamos laços de amizade mesmo”, afirma.

Parceiros de cena

Com Éramos Seis no ar e Lúcio ganhando cada vez mais espaço em cena, era natural que Jhona Burjack chamasse a atenção do público. Mas ele diz que a vida dele não mudou muito com o novo trabalho. “O que mudou foi que agora eu tenho que gravar todos os dias. Mas com essa coisa da fama, eu acho que não mudou muita coisa na minha vida. Eu vou para a rua, à padaria… não mudou nada”, diz.

O ator também fala com carinho da oportunidade de contracenar com Kiko Mascarenhas, o Virgulino, e Kelzy Ecard, a Genu, que são seus pais na novela. “É maravilhoso, sem palavras! Eu sou muito grato de poder ter a chance de estar no núcleo da Kelzy e do Kiko. Eles dois são tão amorosos comigo, são tão pacientes. Eles me ajudam, são professores para mim. Todo dia que eu faço cena com eles eu aprendo mais e mais”, elogia.

Jhona comemora a oportunidade de trabalhar com ídolos. “Hoje estou trabalhando com estas musas do Brasil, né? A Gloria Pires, a Susana Vieira… Eu nasci e cresci vendo estas mulheres na televisão e, até hoje, parece que a ficha não caiu. Eu estou vivendo um sonho”, conta

Mas o ator tem planos para o fim da novela. “Depois de Éramos Seis, eu quero retomar a moda. Minha ideia é voltar para Nova York, que é onde eu morava e minha namorada está me esperando. Tem uns cursos que eu quero fazer lá e, se Deus quiser, eu vou conseguir”. Porém, Jhona não descarta engatar um novo trabalho na dramaturgia brasileira. “Se rolar a oportunidade, a gente fica, né? A gente nunca sabe. Eu gosto de entregar na mão de Deus e deixar que Ele me mostre o caminho”, diz.

Família

Éramos Seis – Jhona Burjack

O ator também revela que seus pais vibram com o seu sucesso. “Eles ficam muito orgulhosos e não perdem um capítulo (da novela)! A minha mãe, toda vez que assiste, chora! Meu pai nunca gostou de assistir televisão, mas hoje em dia ele não perde um capítulo”, revela.

Muito ligado à família, Jhona comemora o fato de estar mais próximo dos pais. “Toda vez que eu consigo, trago eles para o Rio de Janeiro. Eles ficam um tempo em casa e adoram. Em Brasília não tem mar, né? Então tem a praia, e eles vão sempre. Eles se divertem e viram crianças, indo à praia todos os dias”, ri.

Emocionado, Jhona revela que, no fundo, acreditava que seria artista. “Eu sempre quis ser arquiteto. Mas, nos meus sonhos, eu sempre sonhava que eu ia me tornar um artista. Só não sabia como. Eu ficava sonhando que ia ter uma casa linda. Então, alguma coisa me mostrava que eu ia ser isso, alguma coisa me mostrava que ia ser um artista. E hoje eu me pergunto muito a razão de Deus abrir essas portas, e qual é o motivo de Ele ter me tornado um artista. Eu acho que tenho uma missão, um propósito. Eu acredito em Deus, mas não tenho uma religião específica Mas eu acredito que tem um poder maior que me rege, e rege as pessoas”, finaliza.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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