“É um episódio ruim, mas que vem pra agregar coisa boa”, afirma Monica Iozzi sobre o caso José Mayer

Publicado há 4 anos
Por Leandro Lel Lima
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De repórter de política do extinto CQC para a bancada do Vídeo Show. Um salto e tanto na carreira de quem está começando na TV mas busca exercer o que tanto sonhou: ser atriz.

Assim é construída a trajetória de Monica Iozzi, a sempre presente ativista das redes sociais, que abriu mão de um programa diário e de sucesso para migrar para a dramaturgia. Certamente o caminho inverso de muitos colegas da TV.

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Aos poucos ela conseguiu o aval da direção da Globo, fez novela e agora protagoniza Vade Retro, série de comédia e suspense escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young com estreia prevista para 20 de abril.

E não basta ser a protagonista desta história sombria. É preciso ir além e contar com Tony Ramos como seu principal colega de trabalho. Em Vade Retro os atores irão formar um casal bem diferente.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Iozzi conta detalhes da parceria inédita com Tony Ramos e do momento delicado que a Globo passa por conta do caso de assédio envolvendo o ator José Mayer.

“Estou na Globo há quatro anos e sempre fui muito bem recebida. Lá não é um ambiente hostil. É um episódio ruim mas que vem pra agregar coisa boa”, afirma a atriz, que também não acredita em um clima ruim nos bastidores da emissora.

Confira!

Como aconteceu a reunião entre as funcionárias da Globo em relação ao caso envolvendo o ator José Mayer? 

Foi uma reunião de mulheres maravilhosas. O nosso propósito foi falar de assédio. Não era falar de um caso específico. É uma coisa que pode acontecer no ônibus, na escola… É uma situação muito nova. Eu costumo dizer que é uma “primavera de mulheres” em alusão ao protestos de 2011 chamado de Primavera Árabe, que contou com a participação de civis do Egito, Tunísia, Líbia, Barein e Iêmen.

Você acredita que o clima será outro dentro da Globo depois deste caso?

Estou na Globo há quatro anos e sempre fui muito bem recebida. Lá não é um ambiente hostil. É um episódio ruim mas que vem pra agregar coisa boa. E respondente a tua pergunta: Espero que não.

Você é muito cobrada pelos seguidores para opinar sobre algum acontecimento pelas redes sociais?

Quando eu demoro muito pra comentar alguma coisa o pessoal já me chama. Eu tenho que ser tão presente assim que as pessoas já me dão uma cobradinha. (risos)

Pretende retomar a carreia de apresentadora?

Agora que eu consegui ir pra dramaturgia? (risos). Pra mim era uma brincadeira tão boa. É tão leve, o Vídeo Show é uma grande brincadeira. Eu respeito muito o que sinto, o meu momento… E se eu voltar a apresentar tem que ser ao vivo.

Como foram os primeiros dias de gravação de Vade Retro? 

Eu fui agraciada. Quase 45 dias de preparação. Comecei sozinha, depois veio o Tony, depois foi entrando todo mundo. No cinema e na TV isso é inédito… Me senti muito num grupo de teatro nesta série. Foi rico de uma maneira que no cinema e na TV eu nunca tinha tido essa oportunidade.

Ficou ansiosa para gravar com o Tony Ramos?

Fiquei ansiosa. O Tony é uma entidade. Ele é muito respeitado. O Tony tem um “q” além… Elenco, direção, equipe, esse homem é admirado por todo mundo. E não tem como não ser. Ele é acima da média. Ele é justo, gentil, companheiro, engraçado, cheio de contar causos… Ele sabia que era a minha primeira protagonista, sabia da minha história, da minha formação em teatro… Ele respeita tudo isso, mas é como se ele tivesse me abraçado e falado: Estamos juntos.

Celeste uma advogada gente boa, simples. Já Abel Zebu um homem misterioso, corrupto e excêntrico (Ramón Vasconcelos/TV Globo)

“O Tony Ramos sabe da minha história”. Isso tem um peso? 

Ele ficou muito surpreso pela formação que eu tinha. Acho que ele esperava que ali no set teria uma pessoa mais midiática… O Maurinho – diretor – falou pra ele da faculdade de teatro que eu fiz em Campinas, dos profissionais de teatro com quem eu já trabalhei e ele também. Acho que tudo isso deu também uma segurança pra ele também.

Você abriu mão de estar diariamente na TV pra realizar um sonho…

Eu abri mão temporariamente. Eu respeito muito o que a vida me apresenta. Eu gostei de fazer tudo o que eu fiz na TV até hoje. Repórter, atriz, Vídeo Show… Estou muito feliz.

Na ponte área você ainda encontra com algum político que te olha torto?

Cara, o último que eu encontrei é um dos poucos que eu gosto e respeito muito. A relação que eu tinha com eles faz com que a maioria ao me ver resolva sair correndo… (risos).

Praticamente todos do CQC trabalham em emissoras do Grupo Globo. Isso é bom sinal, não?

A Globo em relação à audiência ainda é a detentora do mercado e aí começam a observar alguém interessante pra agregar… Há uma sensibilidade pra saber o que tá ou não tá funcionando. Eu, Adnet, Tatá, Andreoli, Rafael Cortez, Julia Rabello… Eles têm essa preocupação em manter o elenco sempre atual.

Eu amava trabalhar na Band, mas lá não tinha dramaturgia. Eu saí de lá pra fazer nada. Aí de repente surgiu o convite da Globo. Como eu não posso estar feliz? Tudo o que eu pedi eles me deram.

Quais são seus próximos projetos?

Começo a rodar um filme, Mulheres Alteradas, que tem a Maria Casadevall no elenco. E já no segundo semestre outro filme que tem o Murilo Rosa. Estou me sentindo o Selton Mello por conta de tantos convites. (risos).

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