Exibida pela quinta vez na Record TV, A Escrava Isaura segue encantando

A novela estrelada por Bianca Rinaldi sempre chama a atenção

Publicado há um mês
Por André Santana
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A Escrava Isaura é um clássico incontestável. A versão da Record TV da história de Bernardo Guimarães conseguiu o feito de repetir o apelo da versão da Globo, que se tornou uma das novelas brasileiras mais exportadas do mundo. A saga da escrava branca está em sua quinta exibição na emissora, e continua rendendo ótima audiência.

Produzida em 2004 pela emissora, A Escrava Isaura marcou a retomada da teledramaturgia da Record. O canal vinha da malfadada experiência com Metamorphoses, e tratou de apostar num folhetim básico para tentar fortalecer sua dramaturgia. Ou seja, trocou a “piração” da novela sobre transplante de rosto por uma dramalhão. Deu certo.

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A Escrava Isaura se revelou um grande acerto da faixa das 19 horas da emissora, roubando uns pontinhos da Globo, que exibia na época a novela Começar de Novo. Assim como a versão estrelada por Lucélia Santos, a escrava de Bianca Rinaldi também se tornou um sucesso internacional. Além disso, revelou-se um curinga na programação.

Tanto que retornou no ano seguinte, em 2005. Dois anos depois, em 2007, foi reapresentada novamente. Dez anos depois, foi escalada para substituir a novela Escrava Mãe, que contava a história da mãe de Isaura. Por fim, retornou no final do ano passado, na faixa da tarde. Atualmente, a reprise de A Escrava Isaura é a maior audiência dentre as novelas da emissora.

Sucesso

O sucesso de A Escrava Isaura se explica pela sua estrutura simples e arrebatadora. A obra literária original já é um folhetim básico, narrando as agruras de uma mocinha sofredora, que luta em busca de sua própria felicidade. No formato de novela, o calvário de Isaura ganha uma dimensão ainda mais intensa.

Isaura passa toda a novela sofrendo nas mãos de Leôncio (Leopoldo Pacheco), um vilão clássico. Odioso, o bandido não mede esforços para colocar em prática o seu fascínio obsessivo pela escrava. Ou seja, a trama explora o arquétipo básico da mocinha indefesa e do vilão cruel. O pano de fundo histórico dá alguma substância ao conflito básico.

Além disso, a Record TV foi feliz em sua versão deste clássico. O diretor Herval Rossano imprimiu credibilidade à produção, e conseguiu um elenco dos mais respeitáveis. Bianca Rinaldi vinha das protagonistas mexicanas do SBT, ou seja, estava mais que apta para o desafio. E Leopoldo Pacheco, ótimo ator, se projetava ao grande público com este excelente personagem.

A Escrava Isaura também contou com participações luxuosas, como Patrícia França (Rosa), Mayara Magri (Tomásia), Jackson Antunes (Miguel), Maria Ribeiro (Malvina), Ewerton de Castro (Belchior), e tantos outros grandes nomes. Isso sem falar na participação afetiva de Rubens de Falco (Comendador Almeida), o clássico Leôncio da Globo.

Ou seja, a Record TV conseguiu, com esta produção, reunir uma história à prova de erros, uma boa direção e um elenco dos mais qualificados. Não é à toa que, mesmo com a imagem borrada e a iluminação chapada típica de 2004, a novela ainda funciona. E vai funcionar sempre.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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