Burocrático, Mestre do Sabor não cativa o espectador

Falta calor humano à competição culinária da Globo

Publicadohá pouco tempo
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Estreando sua terceira temporada, Mestre do Sabor se mostrou um bom negócio para a Globo. A emissora criou um “formato original” para ter uma competição culinária para chamar de sua e, assim, também se beneficiar do bom retorno comercial que este tipo de programa proporciona. Pena que esqueceram do espectador neste processo.

Mestre do Sabor é muito burocrático. O programa conta com boa estrutura, elenco adequado e um formato que tem suas diferenças com relação aos demais do gênero. No entanto, a atração parece ser feita unicamente para vender. Mesmo depois de duas temporadas que não se tornaram mania, a emissora insiste em não buscar o público.

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Claude Troisgros e Batista são simpáticos, e os mestres Leo Paixão, Kátia Barbosa e Rafa Costa e Silva são competentes. Mas nenhum deles tem um perfil capaz de arrebatar o público ao ponto de se tornarem ídolos, como aconteceu com os jurados do MasterChef, por exemplo.

Assim, ficam as histórias dos participantes como principal atrativo para o público. Afinal, a audiência precisa ter alguma identificação com o que vê para se envolver na disputa. Mas nem isso é efetivo em Mestre do Sabor. Toda a história dos participantes é contada no “piloto automático” e, após as seletivas, elas não são resgatadas.

Ou seja, falta o fator humano ao Mestre do Sabor. Tiago Leifert, apresentador do BBB 21, disse em seu discurso final na última terça (4), que o formato não funciona sem o “humano”. Pois a mesma lição precisa ser aprendida pelo reality culinário. Não adianta uma grande estrutura, ou um time de chefs competentes, se tudo no ar soa asséptico.

É pouco provável que a terceira temporada de Mestre do Sabor mude este cenário, já que nada muito diferente foi mostrado. Assim, o programa deverá ter mais uma temporada boa de venda, mas ruim de audiência e de repercussão. Uma pena.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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