Frio e arrastado, desfecho de Batalha dos Confeiteiros não empolgou

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Na noite de ontem (11), a Record exibiu a grande final da segunda temporada de Batalha dos Confeiteiros Brasil. A competição de Buddy Valastro consagrou Iara Cavalcanti, que trabalhará na rede de confeitarias do “Cake Boss” no Brasil. No entanto, a final não fez jus à trajetória do programa. Arrastado, o episódio final se mostrou uma grande enrolação.

A emissora optou por fazer uma final no estilo A Fazenda ou Power Couple, como um grande show de auditório. No centro do palco, Buddy Valastro recebeu os participantes eliminados e conversou com todos eles. Mas os confeiteiros não disseram nada de novo neste reencontro. Foi tudo muito frio, vago e despropositado.

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Além disso, o episódio final foi recheado de VT’s que relembravam toda a temporada. Talvez “inspirado” nas finais do BBB, da Globo, o Batalha dos Confeiteiros exibiu segmentos de humor, como A Última Fatia do Bolo, uma tentativa fraca de emular uma novela. Também promoveu uma disputa para eleger qual dos confeiteiros gerou o melhor “meme”, numa tentativa de dialogar com as redes sociais que pareceu forçada. O único momento mais divertido foi um VT que comparou o que disseram os participantes no início da temporada com o que eles de fato fizeram na atração. O momento “expectativa x realidade” rendeu momentos inusitados e se revelou uma boa sacada.

Por fim, a final de Batalha dos Confeiteiros se voltou ao que interessava de fato: a disputa entre os finalistas Iara Cavalcanti e Luiz Toledo. Aí, mais enrolação, com a exibição de um compacto da prova final, que havia sido exibida na quarta-feira anterior. Por fim, com os dois bolos que representavam os sonhos de cada um, Buddy tomou a sua decisão. E escolheu Iara Cavalcanti. Uma escolha coerente, tendo em vista o bom desempenho de Iara ao longo de todo o programa.

Final de Batalha dos Confeiteiros deveria ter sido ao vivo

O que causou estranheza no episódio final de Batalha dos Confeiteiros foi toda a estrutura de programa de auditório armada, com jeito de “noite de gala”, apenas para anunciar o vencedor. O formato faria sentido se tivesse sido exibido ao vivo, pois, com certeza, a temperatura seria elevada e a expectativa seria real. O espectador sentiria o clima de final, garantindo a emoção do desfecho. E, vale lembrar, a ideia da Record era fazer a final ao vivo, mas Buddy Valastro não poderia vir ao Brasil nesta data. A solução, então, foi gravar a final e realizar duas versões de desfecho, para o resultado não vazar.

Ao optar por um desfecho pré-gravado, a emissora acabou apagando a emoção real de uma vitória. Afinal, o que foi visto foi uma simulação de vitória, e não uma vitória real. Foi isto que causou a impressão de frieza da final. Do jeito que foi, teria sido melhor encerrar a temporada no episódio da semana passada mesmo.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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