Britto Jr. considerou “boa ideia” Ana Hickmann pedir “tchauzinho” de criminoso ao vivo

Crime brutal foi televisionado de maneira sensacionalista pela imprensa

Publicado em 14/10/2021 20:14
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Há exatos 13 anos começava o Caso Eloá, um sequestro em Santo André-SP que culminou no assassinato de Eloá Cristina, de 15 anos, pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, após uma desastrada negociação da polícia militar. Ao longo daquela semana, emissoras televisionaram toda a situação da maneira mais cruel e sensacionalista, atrapalhando o trabalho da corporação.

Situação essa que virou um pontos mais lembrados do caso e tema de estudos e de um documentário. Logo que o sequestro começou, jornalistas de todas as partes se deslocaram para o lugar onde o crime de cárcere privado acontecia, inclusive a imprensa internacional também desembarcava no Brasil e se iniciava, a partir de então, uma extensa cobertura na TV, no rádio e na internet.

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Na guerra pela audiência e por um furo de reportagem, tudo saiu de controle e os programas passaram a interferir de maneira direta no caso. Programas de entretenimento, como A Tarde é Sua, da RedeTV!, e Hoje em Dia, da Record TV, exploravam incessantemente o caso com análises e opiniões antiéticas e irresponsáveis.

Sendo assim, todas as antecipações e movimentação da polícia, Lindemberg ficou sabendo em tempo real pela TV e isso fez com que ele ganhasse um empoderamento muito grande e controle sobre tudo, tanto é que passou a fazer exigências para canais de TV.

Numa dessas, o matutino da Record TV, com uma câmera fixa exibindo a janela do apartamento em que Eloá e sua colega, Nayara Silva, eram feitas de reféns, apresentou ao vivo um dos momentos mais lamentáveis e escabrosos da história dos programas de televisão.

Ana Hickmann chegou a pedir ao sequestrador para que ele aparecesse e desse um “tchauzinho” para o programa e, como não bastasse, também encorajou as vítimas a acenar à imprensa e confirmar que estavam bem. “É uma boa ideia, Ana Hickamann“, respondeu Britto Jr, jornalista e colega da apresentadora.

A condenação de Lindemberg

Lindemberg foi condenado a mais de 90 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, e por mais 11 crimes cometidos durante o sequestro. Ele confessou ter atirado nas reféns, mas alegou que disparou após se assustar com a explosão da bomba pelo Gate. Posteriormente, a Justiça reduziu sua pena para 39 anos.

Como tudo aconteceu

Lindemberg manteve Eloá e outros três colegas de escola dela como reféns – Nayara, Iago e Victor Campos. Depois, os dois meninos foram libertados.

Nayara chegou a ser solta por Lindemberg em 14 de outubro de 2008, mas dois dias depois voltou ao cativeiro por orientação da Polícia Militar (PM) para tentar resgatar Eloá. A ação não deu certo e ela acabou sendo feita refém novamente junto com a amiga.

Quatro dias depois, no dia 17 de outubro de 2008, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu uma bomba e invadiu o local. Os policiais fizeram isso depois de escutar um ruído que seria um tiro.

Antes da entrada da PM, o sequestrador ainda conseguiu balear Nayara, que sobreviveu, e deu dois tiros em Eloá, que morreu. Depois se soube que o barulho que os policias escutaram era de uma mesa sendo arrastada.

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