Você sabe qual foi a primeira novela das 21h de cada autor? Veja no #TBTdaTV da semana

Publicado há 10 meses
Por Fábio Costa
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Nesta semana, o #TBTdaTV relembra qual foi a primeira novela das 21h de cada autor na Globo. Isso desde os anos 1970, quando a incansável Janete Clair passou a se alternar na faixa com outros profissionais após anos seguidos de histórias sem parar. O crítico e pesquisador Fábio Costa recebe neste programa o jornalista Gabriel Vaquer, colega de Observatório da Televisão.

Walther Negrão e Lauro César Muniz: a primeira novela das 21h de cada autor

Walther Negrão (Reprodução)

De 1967, quando chegou à TV Globo, a 1973, quando chegou ao final a versão original de Selva de Pedra, Janete Clair escreveu nove novelas seguidas, sendo oito delas para a emissora e quase todas para o horário das 20h, hoje 21h. Somente no começo de 1973 a autora fez uma pausa, e Walther Negrão, autor de êxitos às 19h, foi escalado para ocupar o horário nobre. Ele desenvolveu Cavalo de Aço, uma novela problemática que teve diversas fases, motivadas pela ação da Censura. A história de Rodrigo (Tarcísio Meira), que desejava vingar a morte do pai e se revoltava contra Max (Ziembinski). Posteriormente, vieram outras duas novelas de Janete em sequência até que outro autor fosse acionado.

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O autor de novelas Lauro César Muniz (Luisa Romano / UOL)

E este não foi outro senão Lauro César Muniz. No início de 1975, a novela Escalada entrou no ar com a proposta de contar a trajetória de um homem, Antônio Dias (Tarcísio Meira), dos anos 1940, quando era um ambicioso comerciante, até a atualidade da época, passando por todos os grandes momentos da História do Brasil recente. Entre eles, é claro, a construção de Brasília, o que rendeu problemas com a Censura, que impedia citações ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Gilberto Braga e Manoel Carlos: a primeira novela das 21h de cada autor

Gilberto Braga, autor da Globo (Divulgação)

Em 1978, após Lauro César Muniz já haver escrito três novelas da faixa nobre em alternância com Janete Clair, um novo autor foi lançado no horário. Egresso de adaptações literárias exitosas às 18h, como Escrava Isaura e Dona Xepa, Gilberto Braga estreou às 21h (à epoca, 20h) com Dancin’ Days, em 1978. A história da disputa do amor da jovem Marisa (Glória Pires) pela mãe biológica Júlia (Sônia Braga) e a adotiva, a tia Yolanda (Joana Fomm), cativou o público, entremeada pela febre das discotecas, uma crônica da Copacabana de então e da ressocialização de ex-presidiários, caso da protagonista Júlia.

Manoel Carlos (Reprodução/Globo)

No começo de 1980, Lauro César saiu da Globo. De maneira que era necessário “promover” outro novelista à faixa nobre, para suprir essa ausência. O escolhido foi Manoel Carlos, outro autor de sucesso às 18h e que escreveu Água Viva às 20h com Gilberto Braga. A primeira novela de Maneco no horário principal foi Baila Comigo (1981). Recentemente reprisada pelo Canal Viva, pela primeira vez nesses quase 40 anos, a novela partia dos desencontros das vidas de dois irmãos gêmeos. João Victor e Quinzinho eram interpretados por Tony Ramos, e só descobriram a existência um do outro aos 27 anos de idade.

Mudanças nos anos 1980

O dramaturgo e autor de novelas Dias Gomes, falecido em 1999 (Reprodução/TV Brasil)

Na década de 1980, três novos autores chegaram ao horário principal, além de Dias Gomes. Este já teria estreado em 1975 com Roque Santeiro, que foi censurada. Todavia, foi justamente com a mesma Roque Santeiro que Dias chegou ao horário das 20h em 1985, 10 anos depois da proibição.

Além disso, a morte de Janete Clair, em 1983, provocou um período de mudanças no horário nobre da Globo. Este só voltou a se estabilizar no final da década, inegavelmente. Cassiano Gabus Mendes foi trazido das 19h com Champagne, também em 1983. Logo após, Partido Alto lançou de uma vez só dois escritores no horário nobre: Aguinaldo Silva e Glória Perez. Com Aguinaldo, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares assinaram pela primeira vez uma novela das 20h em 1989, com Tieta.

Nos anos 1990, poucas mudanças

Basicamente, na década de 1990 apenas dois autores estrearam às 20h como titulares na Globo. Todavia, ambos já bastante experientes àquela altura. Em 1990, Silvio de Abreu escreveu Rainha da Sucata, e em 1993 foi a vez de Benedito Ruy Barbosa fazer Renascer. Curiosamente, as duas histórias foram as mais vistas da faixa em toda a década. Com efeito, durante cerca de 20 anos os mesmos novelistas se revezaram no horário nobre.

Somente em 2008, um novo autor foi lançado pela Globo às 21h. Trata-se de João Emanuel Carneiro, a saber. Com A Favorita, o escritor entrou para esse seleto grupo, que tem se ampliado desde então. No ano de 2013 foi a vez do bem-sucedido Walcyr Carrasco: Amor à Vida. Depois do Emmy com Lado a Lado, João Ximenes Braga assinou com Gilberto Braga e Ricardo Linhares a problemática Babilônia, em 2015. No ano seguinte foi a vez de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari fazerem A Lei do Amor, outro projeto que enfrentou problemas. Agora temos Manuela Dias, que com Amor de Mãe faz sua estreia no horário, já como autora principal.

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