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#TBTdaTelevisão: Caio Junqueira, a partida precoce de um talento

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Na última terça-feira, dia 23, perdemos o ator Caio Junqueira, falecido aos 42 anos. Ele passou uma semana internado no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, após sofrer um acidente de carro no Aterro do Flamengo no dia 16. Fábio Costa resgata no #TBTdaTelevisão desta semana alguns momentos da carreira do ator.

Record TV exibe homenagem ao ator Caio Junqueira

Tamanho Família: o início da vida artística de Caio Junqueira, no #TBTdaTelevisão

Caio Junqueira estreou na televisão aos 8 anos de idade, em 1985. Na série Tamanho Família, da extinta Rede Manchete, ele deu vida a Apinajé, filho de Duda (Zezé Polessa). Mãe solteira, ela era filha de Honestaldo (Ivan Cândido) e Zuzu (Suely Franco). Dirigido por Ary Coslov, Paulo Reis e Luiz Antônio Piá, o programa era exibido no início da noite, a saber, e mostrava uma família de classe média lutando contra as dificuldades cotidianas, com humor e picardia. No elenco, ainda, as presenças de Nildo Parente, Diogo Vilela, Stela Freitas e Ariel Coelho.

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Algumas novelas e minisséries com Caio Junqueira no elenco

A primeira novela de Caio Junqueira foi Barriga de Aluguel (1990/91), de Glória Perez. Ele vivia Tatau, filho de Moema (Lúcia Alves) e PC (Wolf Maya) e sobrinho de uma das protagonistas, Ana (Cássia Kiss). Da autora, Caio ainda fez a minissérie Desejo (1990), como Quidinho, filho de Euclides da Cunha (Tarcísio Meira), e uma participação na reta final de O Clone (2001/02), como filho de Lobato (Osmar Prado).

Em dois projetos bastante interessantes, Caio Junqueira viveu bons momentos. A série A Vida Como Ela É… foi ao ar em 1996, no Fantástico. Os episódios partiam de crônicas de Nelson Rodrigues. “Delicado” trouxe Caio na pele de Eusebiozinho, rapaz criado em meio a um monte de mulheres, sem uma presença paterna. Um tio (José Mayer) se lança à empreitada de “heterossexualizá-lo” ao promover com urgência o casamento do rapaz. Todavia, Eusebiozinho termina por suicidar-se, vestido de noiva e indicando à mãe (Yoná Magalhães) seu desejo de ser enterrado daquele jeito.

Outro momento digno de lembrança é o episódio “Enquanto a Noite Não Chega”, da série Brava Gente, exibido em 2000. Baseado na obra de Josué Guimarães, o enredo gira em torno de dois velhinhos (Mário Lago e Eloísa Mafalda) que, fora o coveiro (Flávio Migliaccio), são os únicos moradores de uma pequena cidade. Em meio a suas lembranças, a constante presença do filho Adroaldo (Caio), que morreu na guerra, ainda jovem.

Com efeito, merecem também destaque as atuações de Caio nas minisséries Chiquinha Gonzaga (1999) e Um Só Coração (2004). Só para ilustrar, em ambas o ator foi filho de vultos marcantes de nossa arte. João Gualberto era um dos filhos de Chiquinha (Regina Duarte). Já Nonê, por sua vez, era filho de Oswald de Andrade (José Rubens Chachá).

O cinema na vida de Caio Junqueira

Tendo participado de mais de 10 filmes, Caio Junqueira marcou seu nome na história do cinema brasileiro recente. O primeiro foi no mesmo ano de sua estreia na TV: Com Licença, Eu Vou à Luta, de Luli Faria. Posteriormente, o ator esteve presente em diversos títulos significativos do nosso cinema. Entre eles, O Que É Isso, Companheiro?, Central do Brasil, Abril Despedaçado e, claro, Tropa de Elite. Além disso, fez dois filmes com o diretor Luiz Carlos Lacerda: For All – O Trampolim da Vitória e Viva Sapato!.

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Record TV: dois grandes trabalhos que inseriram Caio Junqueira entre os protagonistas

Caio Junqueira ingressou na Record TV em 2004, no papel do advogado Geraldo em A Escrava Isaura. Na história escrita por Tiago Santiago e Anamaria Nunes, baseada na obra de Bernardo Guimarães, seu personagem era abolicionista, como Álvaro (Théo Becker), par de Isaura (Bianca Rinaldi). Geraldo era apaixonado por Malvina (Maria Ribeiro), mulher do vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco), ao passo que sua irmã Branca (Renata Dominguez) tinha verdadeira obsessão por Álvaro.

No entanto, seus maiores momentos na emissora ocorreriam algum tempo depois. Com o autor Marcílio Moraes, teve dois personagens entre os protagonistas de produções marcantes da Record TV. Em 2009, na série A Lei e o Crime, foi o perigoso e vingativo policial Romero. No ano seguinte, como o Joca de Ribeirão do Tempo, Caio estrelou uma novela pela primeira vez, aos 25 anos de carreira. Tendo crescido na televisão, ele aqui ganhava um papel à altura de seu potencial. Divertido e atrapalhado, Joca se envolveu com a elucidação de todos os mistérios que envolviam os habitantes da pequena cidade, com o mesmo nome da novela. Seu romance com a executiva Arminda (Bianca Rinaldi) também envolveu os espectadores.

Ainda na Record TV, a saber, Caio participou da minissérie José do Egito (2013), de Vivian de Oliveira. Seu papel foi o de Simeão, um dos filhos de Léa (Denise Del Vecchio) com Jacó (Celso Frateschi). No ano seguinte fez um dos episódios da série Milagres de Jesus.

Com toda a certeza, qualquer morte de artista entristece seus fãs e todos que admiram a arte. No entanto, quando este artista que parte se vai ainda jovem, a tristeza é maior, já que quem vive mais supostamente aproveita mais a vida. Caio Junqueira se foi cedo, mas será sempre lembrado por todos que conheceram seu talento em cena.

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