Há 40 anos, Jô Soares estreava na Globo o Viva o Gordo, marco do humor na TV

Programa fazia crítica do Brasil dos anos 1980 nas noites de segunda-feira

Publicadohá pouco tempo
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Em 9 de março de 1981, portanto, há 40 anos, a TV Globo estreava em suas noites de segunda-feira um dos marcos do humor na TV: Viva o Gordo, capitaneado por Jô Soares. Nesta semana o TBT da TV do Observatório da TV relembra o programa, que durou até 1987 e não exatamente acabou – apenas se transferiu para o SBT, onde ficou no ar até 1990 com o nome de Veja o Gordo.

Jô Soares estava na Globo “de vez” desde 1970, quando estrelou com Renato Corte Real o Faça Humor, Não Faça a Guerra, que a exemplo do Viva o Gordo também ocupou as noites de segunda durante quase toda a sua trajetória. O mesmo pode ser dito de outros projetos com Jô nos anos seguintes: Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976).

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Inicialmente com um tema geral por semana e depois variando entre os esquetes, o Viva o Gordo apresentou dezenas de personagens criados por Jô Soares e interpretados por ele e um excelente time de comediantes: Paulo Silvino, Célia Biar, Brandão Filho, Milton Carneiro, Luiz Delfino, Walter D’Ávila, Berta Loran, Paulo Celestino, Nedira Campos, Francisco Milani e Eliezer Motta, entre muitos outros.

Para citar apenas alguns dos personagens e bordões que marcaram o Viva o Gordo, temos a atriz pornô Bô Francineide, sempre com sua Pornô-Mãe (Henriqueta Brieba) a tiracolo (“E pensar que eu saí de dentro dela”); o “Bota ponta, Telê!” do Zé da Galera, ao se dirigir ao então técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Telê Santana; “Não quero meu nome em bocas de Matildes”, da Sogra; “Me tira o tubo”, do militar que ficou em coma durante o governo de João Figueiredo e acordou na Nova República; e “Marilza, eu estou aqui, Marilza!”, do marido traído em público pela bela esposa (Marlene Silva).

Capitão Gay, o defensor das minorias, “Quem me mandou aqui foi o Gandola”, “Que é que eu sou, que é que eu sou, que eu sou? – Sois rei, sois rei!”, “O senhor conhece a Jupira?”, “Falha nossa!”, “Honesto até certo ponto”… Relembre o clássico Viva o Gordo, representativo de um humor crítico ao Brasil dos anos 1980 – e ao de hoje, por que não? -, suas hipocrisias e injustiças, no nosso TBT da TV. Confira o vídeo!

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio