50 anos de Jornal Hoje; relembre a trajetória do noticiário vespertino

Na Globo e na TV brasileira, somente o Jornal Nacional tem mais tempo no ar, entre os noticiários

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Neste feriado de 21 de abril, o Jornal Hoje completou 50 anos de sua estreia, ocorrida em 1971 às 13h30. Por isso, o TBT da TV desta semana relembra aqui no Observatório da TV alguns aspectos dessa trajetória longeva. Dos noticiários da TV brasileira e da emissora, apenas o Jornal Nacional tem mais tempo no ar: completa 52 anos em setembro.

Ao longo desses 50 anos, o JH, como passou a ser chamado, passou por diversas transformações de formato, a fim de se adequar melhor às necessidades da emissora e do público do horário ao longo dos anos.

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Inicialmente exibido apenas no Rio de Janeiro e chamado de Jornal do Meio-dia até pouco antes da estreia, o Jornal Hoje surgiu para cumprir a função de noticiário vespertino, com as notícias da manhã, e a proposta de revista eletrônica.

Na estreia a apresentação foi de Léo Batista, Luiz Jatobá e Márcia Mendes. Berto Filho era o encarregado do noticiário internacional e Sônia Maria das informações sobre serviços e utilidade pública, enquanto Lígia Maria tratava de arte e moda. O público-alvo inicial era o feminino.

Apenas em 3 de junho de 1974 o jornal passou a ir ao ar para todo o País, com participações de repórteres nas outras praças em que a Globo tinha emissoras próprias: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife. Em meados dos anos 1970 a bancada foi assumida por Berto Filho, até 1979, quando o tom feminino foi transferido também para a apresentação, que passou a contar com três mulheres: Sônia Maria, Márcia Mendes e Lígia Maria.

Nos primeiros tempos do Jornal Hoje, a música e as entrevistas já tiveram espaço garantido, com as reportagens e entrevistas de Nelson Motta, que esteve tanto com nomes já consagrados na ocasião como com talentos que surgiam, e Marisa Raja Gabaglia.

Também fizeram história as crônicas de Rubem Braga, a coluna de cinema com Rubens Ewald Filho e as entrevistas de Leda Nagle, geralmente exibidas nas edições de sábado, com uma hora de duração e mais liberdade nas pautas, que revisitavam os fatos da semana sem deixar de dar as novas do dia. O tom informal das entrevistas tornou-se uma marca registrada do Hoje.

Márcia Mendes faleceu em 1981 e em seu lugar na apresentação do Jornal Hoje entrou Leda Nagle, além da volta de Berto Filho. Os dois passaram a comandar o noticiário ao lado de Lígia e Sônia.

No mesmo ano, uma troca de filosofia: a ideia agora era passar a ser uma espécie de Jornal Nacional da hora do almoço, com matérias sobre fatos importantes do dia e intensa participação dos repórteres por todo o Brasil. Nos anos 1980 passaram também pela bancada Carlos Campbell, Marcos Hummel, Liliana Rodrigues e Leila Cordeiro.

Em 1989, Leda Nagle foi transferida para o Bom Dia Rio e em seu lugar Márcia Peltier passou a apresentar o Jornal Hoje com Hummel. No início da década de 1990, Márcia teve como companheira Valéria Monteiro, até que em 1992 a apresentação passou a ser de Cláudia Cruz e Augusto Xavier, e em 1993 de William Bonner, que por algum tempo teve a companhia de Cristina Ranzolin.

Uma curiosidade é que nessa fase (de 1990 a 1994), quando Alberico de Souza Cruz assumiu o comando da Central Globo de Jornalismo em substituição a Armando Nogueira e promoveu diversas reformulações, o JH não era exibido em São Paulo. O estado ganhou um telejornal próprio chamado São Paulo Já, que cobria o horário do JH e substituiu também a edição vespertina do SP TV.


Vinheta de abertura do jornal em 1994, quando voltou a ser exibido em São Paulo

Entre 1995 e 1997 o JH teve como apresentadores Pedro Bial, Fátima Bernardes e Mônica Waldvogel, um a cada ano. A partir de 1998, Sandra Annenberg passou a comandar o jornal, do qual também se tornou editora-chefe, e em 1999 ela ganhou a parceria de Carlos Nascimento. A dupla esteve junta até 2004, quando o jornalista deixou a Globo e foi para a Bandeirantes.

Em janeiro de 1999, com a inauguração da nova sede da Globo em São Paulo, a produção do Jornal Hoje passou a ser feita desta praça e não mais do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em outubro, Carlos Nascimento passou a comandar e editar o jornal junto com Sandra.

Com a estreia do Mais Você na mesma época, o JH passou a ser mais noticioso, para que não houvesse conflito de pautas entre as duas atrações, que eram exibidas quase juntas – havia apenas uma edição de 15 minutos do Video Show entre elas.

Entre 2000 e 2002 Carlos Nascimento apresentou o jornal sozinho no primeiro ano e, a partir de 2001 ganhou a companhia de Carla Vilhena. Em 2003 Sandra voltou à bancada e a dupla se refez, até quando Nascimento deixou a Globo, no início de 2004.

Com a saída de Nascimento, Sandra passou então a dividir a tarefa de apresentar o Jornal Hoje com Evaristo Costa, e entre 2017 e 2019 teve como companheiro Dony de Nuccio. Maria Júlia Coutinho assumiu o JH oficialmente em setembro de 2019.

O jornal recuperou com os anos seu tom mais informal, sem deixar de lado a postura séria quando os acontecimentos solicitam. As mudanças de cenário promovidas com o passar dos anos, sempre buscando a modernidade e uma identificação com o público e o horário, permitem hoje uma ainda maior integração dos apresentadores com os repórteres que entram ao vivo.

Bem como com os responsáveis por comentários de economia e previsão do tempo, com o uso de um painel interativo e telas na parte de trás do cenário, que mostram ou encobrem a redação. Confira o vídeo que preparamos para celebrar os 50 anos do Jornal Hoje!

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