TV Observatório

O TBT da TV saúda a TV Gazeta, que completa 50 anos

Neste 25 de janeiro de 2020, a TV Gazeta de São Paulo completa 50 anos de operações. Isto é, oficialmente são 50 anos, mas a emissora começou a transmitir seu sinal ainda em 1969, para não perder a concessão do canal. Desde o início da década de 1950 – e, portanto, da própria presença do veículo televisão em nosso país – a Fundação Cásper Líbero deteve a concessão de uma emissora de TV em São Paulo. Fundada em 1944, depois da morte do patrono que lhe dá o nome em decorrência de um acidente aéreo, a Fundação também era responsável por outros veículos de comunicação. Só para ilustrar, a Rádio Gazeta e os jornais A Gazeta e A Gazeta Esportiva. Nada mais justo do que fazer do #TBTDaTV desta semana uma homenagem a essa emissora de TV tão paulistana, tão ligada à cidade onde opera e à qual se dedica.

Inédito uma vez por semana, com reprises nos outros dias: Mingau Quente para não perder a concessão

O primeiro programa apresentado regularmente pela TV Gazeta foi o Mingau Quente, que ia ao ar à noite e durava duas horas, das 20h40min às 22h40min. Eduardo Queiroga e Aurélio Belloti Jr. eram os apresentadores dessa atração eminentemente juvenil, que mesclava música e variedades. Ainda em 1969 as primeiras edições foram ao ar, nas noites de sábado, e nos outros dias eram exibidas reprises até que fosse gravado um novo. Tudo para que a concessão da Gazeta não fosse revogada pelo governo.

Os musicais e os programas “étnicos” marcaram a TV Gazeta nos anos 1970 e 1980

Sempre às voltas com a problemática da necessidade de audiência e faturamento com a inadequação de determinados conteúdos da emissora para o mercado publicitário, a TV Gazeta nunca deixou de investir em propostas diferentes e novos talentos, tanto diante quanto atrás das câmeras. Todavia, os horários locados a produtores independentes se tornaram uma constante. Apesar disso, a diretoria da emissora nunca se despreocupou da qualidade desses produtos, jamais deixando que a coisa perdesse o rumo e desvirtuasse a ideia geral da TV Gazeta. Colônias de imigrantes como a japonesa e a israelita tiveram no Canal 11 atrações que as respeitavam e louvavam, como Imagens do Japão e Mosaico na TV. Só para ilustrar, o segundo é um dos programas mais longevos da televisão brasileira.

Nos anos 1990, a TV Gazeta em rede e a CNT na principal das praças do Brasil

Em 1992, a TV Gazeta iniciou uma parceria com as Organizações Martinez, do Paraná, que haviam colocado no ar há pouco a Rede OM. Sem canal em São Paulo, praça publicitária mais importante do País, os Martinez se uniram à emissora da Fundação Cásper Líbero de uma forma bem curiosa. Os programas da Gazeta passaram a ser transmitidos em rede, numa cadeira formada pelas emissoras da OM, que dentro em pouco tornou-se Central Nacional de Televisão (CNT). Já as produções da emissora paranaense podiam ser sintonizadas em São Paulo através do Canal 11 bastante conhecido e familiar. A parceria durou até 2000, quando a TV Gazeta decidiu retomar sua independência e voltar novamente suas operações exclusivamente para as questões paulistanas e paulistas e pensar outra vez em seu projeto de expansão por meios próprios. Por sua vez, a CNT desde então só pode ser sintonizada em São Paulo via UHF, TV paga ou antena parabólica.

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