Assim como Bom Sucesso, outras novelas que mostraram escolas de samba

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Bom Sucesso só vai estrear agora, nesta segunda-feira (29), na tela da Globo. A nova trama das 7, porém, gerou burburinho muito mais cedo na mídia, quando, em fevereiro deste ano, Grazi Massafera, Ingrid Guimarães e Antônio Fagundes rodaram na Marquês de Sapucaí algumas sequências-chave do início da trama.

Nelas, a vaidosa vilã Silvana (Ingrid) tenta roubar da heroína, Paloma (Grazi), o destaque em no desfile da Unidos de Bom Sucesso, agremiação real do bairro onde se passa a história.

Não vai ser a primeira vez que ficção e realidade se confundem no contexto carnavalesco dentro de um folhetim nacional. Escolas de samba, reais e fictícias, já serviram como ponto de encontro com a diversão e a alegria para diversos personagens da TV. A seguir, vamos recordar algumas novelas que ‘arrasaram’ na avenida!

Susana Vieira e José Wilker desfilaram com a escola fictícia de Senhora do Destino
Susana Vieira e José Wilker desfilaram com a escola fictícia de Senhora do Destino (Divulgação / Globo)

Senhora do Destino

Alguns dos trechos mais divertidos da novela Senhora do Destino reproduziram o dia a dia da escola de samba Unidos de Vila São Miguel, onde se cruzavam personagens como o bicheiro Giovanni Improta (José Wilker), o carnavalesco Bira (Luiz Henrique Nogueira) e a sensual Nalva (Tânia Khalill).

Esse núcleo cresceu ainda mais aos olhos da audiência quando a protagonista, Maria do Carmo (Susana Vieira), foi escolhida como tema do desfile da Unidos de Vila São Miguel no Carnaval – com direito a samba-enredo composto especialmente para a ocasião.

Lindomar (Ivan Parente) em As Aventuras de Poliana
Lindomar (Ivan Parente) em As Aventuras de Poliana (Divulgação/SBT).

As Aventuras de Poliana

Os desfiles da Unidos do Jardim Bem-Te-Vi nunca chegaram a aparecer em cena na trama de Íris Abravanel. A existência da escola, no entanto, vieram à tona quando Jeff (Vítor Britto) e Vini (Vincenzo Richy) descobriram o passado de Lindomar (Ivan Parente), pai do primeiro, como cantor e sambista na agrupação.

Quando perdeu a memória, no mesmo acidente que matou Ciro (Nando Cunha), Lindomar passou vários capítulos acreditando estar vivendo o período de auge da escola e cantarolando seu samba-enredo. “É daqui pra lá, é de lá pra cá…”

Jussara (Betty Faria), de Partido Alto (Memória Globo)

Partido Alto

A escola Acadêmicos do Encantados era o palco do triângulo amoroso central desta trama de Glória Perez em co-autoria com Aguinaldo Silva. Amante do poderoso bicheiro Célio Cruz (Raul Cortez), a porta-bandeira Jussara (Betty Faria) amava na verdade o sonhador sambista Piscina (José Mayer).

Juliana Alves vive Gislaine em Duas Caras (Divulgação / Globo)

Duas Caras

Aguinaldo Silva é um verdadeiro especialista em Carnaval em suas novelas. Nesta trama de 2007, a fictícia favela da Portelinha ganhou também uma escola de samba para chamar de sua: a Nascidos da Portelinha. Teve até desfile real da agrupação, gravado durante o Carnaval de 2008 e inserido na trama.

Odete (Mara Manzan) e Karla (Juliana Paes), de O Clone (Reprodução / Globo)

O Clone

Nesta inesquecível trama de Glória Perez, uma escola da vida real – a Unidos da Grande Rio – foi trazida para a fantasia a fim de realizar o sonho de Karla (Juliana Paes), uma das personagens do folhetim. A filha de Odete (Mara Manzan) aprontou várias confusões até conseguir o objetivo de desfilar pela agremiação carioca.

Cora (Marjorie Estiano) foi baleada durante desfile de Império (Reprodução / Globo)
Cora (Marjorie Estiano) foi baleada durante desfile de Império (Reprodução / Globo)

Império

Outra novela de Aguinaldo Silva que, embora dona de um estilo mais sóbrio do que as anteriores – mérito principalmente da direção de Rogério Gomes, em sua primeira parceria com o autor -, também destacou o universo carnavalesco.

O mote foi praticamente o mesmo de Senhora do Destino: o protagonista, José Alfredo (Alexandre Nero), virou tema do desfile da fictícia União de Santa Teresa, com direito a desfile filmado na Sapucaí. Neste caso, porém, a folia acabou de forma trágica para Cora (Marjorie Estiano), que morreu tentando salvar José Alfredo de um atirador mascarado.

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Relembre outras empresas de comunicação importantes na teledramaturgia brasileira, tal qual a Pop TV, de Verão 90

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Emissora de televisão especializada em conteúdo musical, a Pop TV é um importante cenário para a trama de Verão 90, novela global das 19h. Propriedade dos Ferreira Lima, cujo herdeiro Quinzinho (Caio Paduan) em virtude disso é alvo de golpes e traições de Jerônimo (Jesuíta Barbosa) e Vanessa (Camila Queiroz). Anteriormente, outras empresas de mídia das novelas, entre jornais, revistas e agências de publicidade, marcaram presença. Vamos relembrar algumas.

A Cítera, de Pecado Capital

Cítera era o nome da agência de publicidade de Nélio Porto Rico (Dennis Carvalho) em Pecado Capital (1975/76), novela de Janete Clair. Uma empresa pequena, mas cuja ascensão era certa no caso de Nélio conseguir o apoio do empresário Salviano Lisboa (Lima Duarte). A conta publicitária do Grupo Centauro, de propriedade de Salviano, garantiria aporte financeiro suficiente para a Cítera ascender ao grupo das maiores agências publicitárias do Rio de Janeiro, e do País. Bem como das grandes empresas de mídia das novelas… Noivo da modelo Gigi (Sandra Barsotti), Nélio acaba deixando-a para se casar com Vilma (Débora Duarte). Nada menos do que uma das filhas de Salviano. Em 1998/99, Glória Perez adaptou a história. Só para ilustrar, Alexandre Borges foi Nélio e Cláudia Liz viveu Gigi. Francisco Cuoco interpretou Salviano e sua filha Vilma ficou com Paloma Duarte.

A Editorial Becker, de Dona Xepa

Em 1977, Gilberto Braga escreveu para o horário das 18h da Rede Globo a novela Dona Xepa. Baseada no texto teatral homônimo de Pedro Bloch, a história era a primeira passada na atualidade escrita pelo autor para esse horário. A saber, os trabalhos anteriores de Gilberto para a faixa das 18h foram todos baseados em romances do século 19. A trama continha a Editorial Becker, grande editora de revistas de propriedade de Henrique Becker (Ênio Santos). O empresário era casado com Isabel (Ida Gomes), e os dois eram pais de Otávio (Cláudio Cavalcanti) e Heloísa (Fátima Freire). Otávio e a filha ambiciosa de Xepa (Yara Cortes), Rosália (Nívea Maria), chegam a iniciar uma aproximação. No entanto, tudo vai por água abaixo quando ela, tomada pelo desejo de encontrar um homem rico, dispensa o rapaz sem saber que ele é herdeiro do grupo editorial.

Sem Lenço, Sem Documento: a agência de publicidade da história une ficção e vida real

Escrita por Mário Prata em 1977/78, Sem Lenço, Sem Documento apresentava uma história sem protagonistas tradicionais. A proposta do autor era fazer um painel de personagens unidos a partir de quatro irmãs pernambucanas, todas instaladas no Rio de Janeiro e trabalhando como empregadas domésticas. Uma delas, Cotinha (Ilva Niño), era empregada da família Reis. O patriarca Heleno (Jayme Barcellos) era casado com Gina (Marilu Bueno), e os dois eram pais de Lívia (Christiane Torloni). A agência de publicidade de Heleno passa por alguns problemas financeiros. No entanto, uma sensível melhora ocorre no decorrer da história.

Em parte ela se deve a uma campanha publicitária planejada pela agência, para o cliente Caloi, a fábrica de bicicletas. De tal sorte que uma campanha real foi abordada pela novela como criação da agência “de mentirinha”. A Caloi Ceci, primeiro modelo desenvolvido especificamente para o público feminino, teve sua campanha “criada” pelos publicitários Marco (Ney Latorraca), Bilé (Ivan Setta) e Jacques (Jonas Bloch).

A Folha Carioca, de Plantão de Polícia

Entre 1979 e 1981, a série Plantão de Polícia, produzida pela Rede Globo, tinha como cenário de destaque o jornal Folha Carioca. O editor Serra (Marcos Paulo) queria modernizar o veículo diante das mudanças no cenário da imprensa da época. Em contraste com o desejado e praticado por Waldomiro Pena (Hugo Carvana), protagonista da série. Repórter policial da velha guarda, do tipo que se envolvia diretamente com os fatos e personagens que geravam matérias, Waldomiro simbolizava uma imprensa que morria. De tal forma que os dois rivalizavam em virtude de suas visões conflitantes. Outros personagens de destaque da série também trabalhavam no jornal, como a “foca” Bebel (Denise Bandeira) e o fotógrafo Gatto (Júlio Braga).

A Estilo Mulher, de Desejos de Mulher

Exibida às 19h em 2002, Desejos de Mulher, de Euclydes Marinho, teve na revista Estilo Mulher um cenário de destaque. Ariel Britz (José Wilker) era o diretor de arte, que escondia por trás de si o verdadeiro dono da revista. Este era Diogo Valente (Herson Capri). Ademais, Bárbara (Vera Holtz) era a editora, mulher sofisticada e independente.

O Grupo Vasconcelos de Celebridade, conglomerado que marcou a história das empresas de mídia das novelas

Gilberto Braga criou para sua novela Celebridade (2003/04) não apenas a revista Fama, que chegou a ser publicada na vida real, encartada nas edições da Quem Acontece. Com efeito, o autor desenvolveu todo um conglomerado de mídia, assemelhado ao próprio Grupo Globo. O Grupo Vasconcelos, propriedade de Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana), era dono da Fama, de várias outras revistas, emissoras de TV, portais da internet, gravadoras de discos etc. Do mesmo modo que o Grupo Globo, tinha atuação abrangente no campo da comunicação. Nada mais natural para uma história que falava da busca pela fama, por pessoas nem sempre aptas a serem famosas por algum talento, como Darlene (Deborah Secco). Assim como falava também da vida com essa celebridade por vezes incômoda. A exemplo da protagonista Maria Clara Diniz (Malu Mader).

Outras empresas de mídia das novelas presentes na obra de Gilberto Braga

Anteriormente, Gilberto Braga criara outras revistas em novelas suas. Louco Amor (1983) trouxe a Stampa, comandada por Guilherme (Reginaldo Faria). Nela trabalharam alguns personagens, como os repórteres Luís Carlos (Fábio Jr.), Cláudia (Glória Pires) e o pai dela, Alfredo (Fernando Torres), fotógrafo. Em 1988, foi a vez da Tomorrow de Vale Tudo, escrita por Gilberto, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Renato (Adriano Reys) era o proprietário e diretor, e Solange (Lídia Brondi) seu maior talento. Embora pressionada por anunciantes pouco éticos como Odete Roitman (Beatriz Segall) quando eventualmente contrariasse seus interesses, a Tomorrow ia bem. Em contrapartida, apesar das pressões ela marcava presença no cenário jornalístico com suas matérias de moda, cultura e comportamento.

Em Senhora do Destino, o Diário de Notícias

Na novela de Aguinaldo Silva exibida em 2004/05, o jornal Diário de Notícias era peça fundamental para a história. Através do veículo, propriedade de Josefa Magalhães Duarte Pinto Lefebvre (Marília Gabriela), o autor abordou as atitudes arbitrárias do governo militar brasileiro (1964-1985). Era no jornal de Josefa que trabalhava Dirceu de Castro (Gabriel Braga Nunes), que acaba preso ao resistir à tomada do Diário de Notícias pelos agentes liderados por Bögel (Jonas Bloch). Mais de 20 anos depois, Dirceu (José Mayer) ajuda a filha de Josefa, Guilhermina (Marília Gabriela), a reabrir o jornal, que nesse ínterim ficou fechado. O amigo Rodolfo (Reynaldo Gonzaga), fotógrafo, ajuda Dirceu e Maria do Carmo (Susana Vieira) a chegar à provável aparência atual de Lourdes/Nazaré (Renata Sorrah/Adriana Esteves). Que não era outra senão a sequestradora da filha de Do Carmo, Lindalva.

A Class Mídia, de Sangue Bom

Nessa novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari exibida em 2013 às 19h, Natan Vasquez (Bruno Garcia) era dono da Class Mídia, conceituada agência de publicidade. Profissional premiado e destacado no mercado, Natan era um chefe bastante grosso e exigente para os jovens que trabalhavam na agência. A secretária Karol (Bruna Hamu) e o competente Érico (Armando Babaioff) são alguns deles. Este último, no decorrer da novela, acaba por se apaixonar por Palmira (Letícia Sabatella), cantora que, na verdade, é Verônica (Letícia Sabatella), ex-mulher de Natan. Este pedira o divórcio para se unir à atriz Bárbara Ellen (Giulia Gam), mas logo se arrependera disso.

Em Ti-ti-ti, uma revista de moda era fundamental para a trama da novela

Maria Adelaide Amaral escreveu em 2010/11 a segunda versão de Ti-ti-ti, a partir do original de Cassiano Gabus Mendes de 1985/86. Além disso, Vincent Villari também a escreveu com Maria Adelaide, na condição de coautor. Eles criaram aqui mais uma das empresas de mídia das novelas. Suzana (Malu Mader) era editora-chefe da revista Moda Brasil. Ex-mulher de Ariclenes Martins (Murilo Benício), Suzana se viu obrigada a apurar fatos em torno de um misterioso estilista. Seu nome: Victor Valentim. Mal sabia ela que era uma identidade assumida por Ariclenes, na eterna batalha para se dar bem sem muito esforço. E, sobretudo, para suplantar André Spina (Alexandre Borges), o inimigo desde a infância. Com o nome de Jacques Leclair, André faz sucesso há anos no mundo da moda. Só para exemplificar, a Moda Brasil empregava personagens como Adriano (Rafael Zulu), Help (Betty Gofman) e Helinho (Thiago Picchi).

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Os 15 anos de Senhora do Destino são o tema do #TBTdaTelevisão

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Há 15 anos, em 28 de junho de 2004, a Rede Globo lançou em seu horário nobre um dos maiores sucessos da emissora e o maior dos anos 2000: Senhora do Destino. A novela de Aguinaldo Silva com direção-geral de Wolf Maya foi a mais vista da faixa das 21h de 2001 a 2010. Sua média de audiência ficou em 50,4 pontos. O que hoje equivaleria a cerca de 35, em virtude de mudanças na aferição que ocorrem de tempos em tempos. Com efeito, uma marca bastante significativa, relembrada no #TBTdaTelevisão desta semana.

A história de Senhora do Destino

A história da novela tem início em 1968. Maria do Carmo Ferreira da Silva (Carolina Dieckmann) cria seus cinco filhos em Belém de São Francisco, interior de Pernambuco. O marido Josivaldo (Manoel Candeias) partiu para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições e com a promessa de buscar a família quando tudo se arranjasse. Disposta a encontrá-lo, Maria do Carmo decide partir para lá com as crianças, incluindo a menor, Lindalva, bebê de colo. Os outros quatro filhos são todos meninos: Reginaldo (Miguel Rômulo), Viriato (Michel Max), Leandro (Ramon Motta) e Plínio (Cássio Ramos).

Após uma longa e exaustiva viagem de ônibus, Maria do Carmo e os filhos desembarcam num Rio de Janeiro convulsionado pelos acontecimentos políticos. É 13 de dezembro de 1968 e o governo militar promulga o Ato Institucional Nº 5, que restringe as liberdades individuais e torna crime qualquer ato que possa ser tomado por subversivo ou contrário à ordem estabelecida. Ela se desencontra do irmão, Sebastião (Luiz Carlos Vasconcelos), que se atrasa para encontrá-la na rodoviária em virtude de estar encarregado de um serviço por sua patroa, a empresária de comunicação Josefa de Medeiros Duarte Pinto (Marília Gabriela).

O trauma que atinge a família Ferreira da Silva

Sem saber como encontrar o irmão e o que fazer enquanto isso não ocorre, Maria do Carmo cai na lábia de Nazaré (Adriana Esteves). Fingindo ser enfermeira e dando o nome de Lourdes, ela ganha a confiança da família Ferreira da Silva. Tudo para na primeira oportunidade poder ganhar o mundo levando Lindalva consigo. Ela precisa de uma criança para enganar o amante José Carlos (Tarcísio Filho), e assim fazê-lo casar-se com ela. Objetivo atingido, Lindalva passa a ter o nome de Isabel. Enquanto isso, Maria do Carmo inicia uma busca frenética pela filha, que jamais desiste de querer encontrar. Leandro, que se culpa pelo sequestro da irmã, uma vez que foi de seus braços que Nazaré a levara, é quem mais sofre de todos os filhos.

Quando enfim encontra Sebastião e é ajudada por ele, Maria do Carmo se instala numa região periférica distante do Centro da cidade, onde alguns lotes já começam a abrigar construções rudimentares erguidas pelos próprios donos. Ela vê nisso um meio de vida e abre uma loja de materiais de construção, uma vez que clientes na região não lhe faltariam por bom tempo. Nasce assim a Vila São Miguel, na Baixada Fluminense.

Anos depois

Cerca de 20 anos depois, reencontramos Maria do Carmo (Susana Vieira) bem de vida, respeitada e querida por toda a comunidade e com os filhos criados. Ela segue pensando em Lindalva. Em sua casa há um quarto montado, pronto para quando a filha aparecer. Do Carmo nunca encontrou o marido, e vive um romance com Dirceu de Castro (José Mayer), cujos pedidos de casamento ela sempre recusa.

Outro pretendente de Maria do Carmo é Giovanni Improtta (José Wilker). Ex-bicheiro, envolvido em negócios escusos, ele agora “não deve nada à polícia, nem ao fisco” e atua como empresário dentro da lei. No entanto, seus hábitos e amizades remetem o tempo todo à antiga vida de contravenção. Viúvo há muitos anos, ele criou os filhos João Manoel (Heitor Martinez) e Jennifer (Bárbara Borges) com a ajuda da sogra, Flaviana (Yoná Magalhães). Os dois vivem às turras, trocando ironias nem sempre finas. Flaviana desconfia de que a morte da filha tem dedo do genro. Mas no fundo se gostam muito e não vivem um sem o outro.

Os filhos da Senhora do Destino

Reginaldo (Eduardo Moscovis) sempre quis o melhor da vida sem muito esforço. De tal forma que, assim que pôde, ele se envolveu com a política. Ele é no começo da segunda fase vereador, representante da Vila São Miguel na Câmara. Seu objetivo: emancipar a região e tornar-se o primeiro prefeito do novo município. Um degrau a mais em sua escalada rumo à presidência da República. A assessora e amante Viviane (Letícia Spiller) é sua maior cúmplice de trapaças.

Leila (Maria Luiza Mendonça), a infeliz esposa, morre ao flagrá-lo com a outra num motel. Os filhos Bruno (Thadeu Matos) e Bianca (Marcela Barrozo) passam a contar com a avó para suprir a ausência de ambos os pais. Sim, já que Reginaldo só pensa em politicagens e maracutaias. De tal forma que ele não hesita em tentar se aproveitar da popularidade e respeitabilidade da mãe para ganhar votos. Só que Do Carmo rechaça seu mau-caráter. E repele aproximações que a façam perder o carinho do povo. Bem como detesta Viviane, sendo verdadeira a recíproca.

Viriato (Marcello Antony) trabalha como sommelier num restaurante francês, o Monsieur Vatel, cujo proprietário é Edgard (Dan Stulbach). Nenhum dos dois sabe disso, mas a avó de Edgard era a Madame Bertha Legrand (Tonia Carrero). A cafetina para quem Nazaré/Lourdes trabalhava quando se envolveu com José Carlos. A vida de Viriato se transforma quando ele conhece a rica jovem Maria Eduarda (Débora Falabella). Ou Duda, como todos a chamam. Os dois se apaixonam perdidamente e, devido à diferença de classe social, enfrentam grande oposição dos pais da moça, Leonardo (Wolf Maya) e Gisela (Ângela Vieira).

Infelicidade conjugal e inconsequência

Leandro (Leonardo Vieira) trabalha como contador de confiança de Giovanni. Ele vive um casamento no qual só existe amor de sua parte. A saber, sua esposa Nalva (Tânia Khalil), destaque de escola de samba, muito bonita, é apaixonada por Viriato. Plínio (Dado Dolabella), o caçula dos rapazes, não quer nada com nada da vida. Dorme até tarde, é mimado pelas empregadas Clementina (Mirian Pires) e Cícera (Stela Freitas) e tem a inconsequência como princípio de vida.

Nazaré: uma vilã de desenho animado que marcou os telespectadores

O próprio autor Aguinaldo Silva definiu Nazaré Tedesco como uma vilã típica dos desenhos animados. De tal forma que Senhora do Destino apresentou-a em diversas situações nas quais seus planos não davam certo, o que provocava novos problemas. Só para ilustrar, como quando ela transa com Paulo Henrique (Delano Avelar), que poderia eventualmente favorecê-la em questões relativas à herança de José Carlos. Ele pouco se importa com os pedidos dela. Apenas se aproveita da situação, sem se comprometer nem arriscar seu emprego por alguns minutos de volúpia. Ou na vez em que Nazaré acaba apanhando de Maria do Carmo, quando marca um encontro com ela fingindo ser irmã da sequestradora de Lindalva e pedindo dinheiro em troca de informações sobre a jovem.

Confused lady, meme de sucesso mundial

Nesses 15 anos, até meme que se espalhou pelo mundo inteiro Nazaré virou. Como se não bastassem as expressões que a personagem usava e são repetidas até hoje, a exemplo de “anta nordestina”, “flageladinhos”, “gostosa pra dedéu” e “raposa felpuda”, as duas últimas em referência a ela mesma. Com uma edição que inseriu equações matemáticas junto ao rosto de Renata Sorrah em cena como Nazaré, a confused lady rodou o mundo através da rede.

Além disso, qualquer possibilidade de personagem atirado escada abaixo, concretizada ou não, já traz à lembrança a “escada da Nazaré”, cuja principal e primeira vítima foi justamente o marido dela. José Carlos é morto pela mulher ao ser empurrado do alto da escada e ter negado um remédio que o ajudaria a pelo menos suportar até que um eventual socorro chegasse. Pouco antes ele havia assistido a um programa jornalístico que contou o “Caso Lindalva” e mostrou uma imagem da sequestradora manipulada por computador, com uma aproximação de suas feições tanto tempo depois do crime. Foi o rosto de Nazaré que José Carlos viu na tela do televisor, claro, e em virtude disso decidiu denunciá-la.

Barão de Bonsucesso e seu núcleo: um dos grandes destaques de Senhora do Destino

Afora a trama principal de Senhora do Destino, um núcleo que teve bastante força e foi querido pelos espectadores foi o do Barão de Bonsucesso. Pedro Corrêa de Andrade e Couto (Raul Cortez) já foi muito rico, mas sua vida de dissipação o levou a chegar à velhice sem a fortuna do passado. Sem perder a pose, ele vive com a esposa Laura (Glória Menezes) apenas com uma mesada paga por seu único filho, Leonardo.

Após uma tentativa de trabalhar no gabinete do deputado Thomas Jefferson (Mário Frias), amigo da família e pretendente de sua neta, o Barão acaba por se encontrar ao obter o emprego de personal stylist de ninguém menos que Giovanni Improtta. Com efeito, a união do ex-bicheiro e contraventor com o refinado e culto barão e sua simpática e algo aérea esposa foi uma das melhores sacadas da novela.

No decorrer de Senhora do Destino, Raul Cortez teve de se ausentar das gravações devido a problemas de saúde. Glória Menezes passou a liderar o núcleo sozinha, enquanto se desenvolvia a trama do acometimento de Dona Laura pelo mal de Alzheimer. O Barão era citado e os personagens conversavam com ele pelo telefone, enquanto se resolvia se Raul poderia ou não voltar à novela. Como o ator não poderia seguir a rotina de gravações devido aos cuidados médicos que inspirava, Pedro e Laura deixaram a novela cerca de um mês antes do último capítulo. Os dois partiram num cruzeiro, ainda que ela estivesse cada vez mais comprometida pela doença. Raul Cortez faleceu em 2006 e, depois da novela, fez apenas uma breve participação na minissérie JK, no papel do político mineiro Antônio Carlos.

Curiosidades sobre o elenco de Senhora do Destino

Dinastia e A Dona do Destino foram dois títulos provisórios pensados para a novela antes que valesse definitivamente Senhora do Destino. Inicialmente, Regina Duarte seria Maria do Carmo e Susana Vieira ficaria com o papel de Nazaré. Mas Regina desejava ter a filha Gabriela Duarte ao lado na novela, como Lindalva/Isabel, a filha perdida. Susana mudou de personagem, Renata Sorrah foi convidada para o papel da vilã e Carolina Dieckmann escalada para viver Do Carmo jovem e, posteriormente, a filha.

As novelas começam a ter definições de diversos detalhes quando ainda falta um tempo considerável para a estreia. É o que se convenciona chamar de pré-produção, até que se iniciem as gravações e o primeiro capítulo enfim seja exibido. Nesse ínterim, costumam ocorrer diversas alterações de elenco entre os nomes desejados, os que aceitam os papéis que lhes são destinados e os que efetivamente entram para o projeto naquilo que vale para exibição. No entanto, Senhora do Destino é uma das novelas com mais exemplos que podem ser citados nesse sentido.

Diversas alterações de elenco entre pretendidos e confirmados

Além dos casos envolvendo diretamente as protagonistas, Senhora do Destino também deixou de contar com Fernanda Montenegro no papel de Dona Laura, a Baronesa de Bonsucesso, que ficou com Glória Menezes. Para viver o Barão, pensou-se em Jorge Dória, mas quem vimos em cena foi Raul Cortez. Curiosamente, os mesmos dois atores dividiram o personagem Herbert Alvaray em Brega & Chique (1987), de Cassiano Gabus Mendes. Na primeira fase, Beatriz Segall foi convidada para viver a Madame Berthe antes de Tonia Carrero.

Victor Fasano seria Leonardo, filho do Barão e pai de Duda, mas o personagem acabou ficando com o diretor Wolf Maya. Ainda, Ana Paula Arósio foi um nome pensado de início para o papel da moça rica que se apaixona pelo sommelier suburbano. Antes de Tânia Khalil ser escalada para viver Nalva, uma das noras de Do Carmo, a imprensa noticiou que Sheila Carvalho era um nome cogitado para o papel. Além disso, as atrizes Maria Maya e Carol Castro trocaram de personagens entre si: a primeira seria Angélica, suposta Lindalva, enquanto a segunda interpretaria Regininha, filha de Sebastião e Janice (Mara Manzan).

Anteriormente, em Tieta (1989/90), o autor Aguinaldo Silva também fez uma referência ao dia da promulgação do Ato Institucional Nº 5 com conotação negativa. Foi nesse dia que a protagonista (Cláudia Ohana) foi expulsa de Santana do Agreste pelo pai, Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos); 13 de dezembro de 1968. Ao chegar em casa depois de escorraçar a jovem, o velho arranca a página da folhinha correspondente àquele dia e diz: “Faz de conta que esse dia nunca existiu”.

As reprises: até aqui, duas

Reprise bombou na audiência (Divulgação/TV Globo)
Reprise bombou na audiência (Divulgação/TV Globo)

Senhora do Destino está completando 15 anos e, nesse ínterim, já foi resgatada pela Globo em duas ocasiões para exibição no Vale a Pena Ver de Novo. Em 2009, a novela foi condensada em 123 capítulos, exibidos de março a agosto. Embora fizesse sucesso, a reprise foi curta (pouco mais da metade da duração original) em virtude de problemas com as normas de classificação indicativa dos conteúdos, que deveriam seguir diretrizes de adequação ao horário de exibição.

Ademais, uma nova reapresentação da história foi feita pela emissora em 2017, e durou quase o ano todo. Transmitidos de março a dezembro, os 195 capítulos dessa reprise de Senhora do Destino tornaram-na a mais longa do Vale a Pena Ver de Novo desde sua criação, em 1980. Com efeito, foi uma consequência do grande sucesso de audiência atingido pela produção, cujo repeteco no final da tarde alavancava a grade noturna.

Com toda a certeza, considerado o carinho de boa parcela do público pela novela e sua eficácia comprovada em três ocasiões até agora, Senhora do Destino será novamente reprisada num futuro próximo. Se não pela Globo, pelo Canal Viva.

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Platinadas e diabólicas: Branca, de Por Amor, e outras ‘loiras más’ inesquecíveis da telinha

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Desde Marilyn Monroe se fala popularmente que ‘os homens preferem as loiras’. A veracidade desse dito popular é controversa. Mas uma coisa é fato: quem consegue resistir ao charme de uma vilã perversa, venenosa, inescrupulosa e, ainda por cima, com os cabelos platinadíssimos?

Quem acompanha Por Amor no Vale a Pena Ver de Novo certamente sabe do que estamos falando. Afinal, basta Branca (Susana Vieira) entrar em cena para todas as atenções da audiência se voltarem para os comentários ácidos, o elitismo e o veneno da vilã que o Brasil ama odiar há mais de 20 anos na telinha.

Pensando nisso, o Observatório da Televisão tirou do fundo do baú outras vilãs tão cativantes, inesquecíveis e, claro, tão loiras quanto nossa querida Branca Letícia de Barros Motta. Vamos conferir?

Vilã da novela "Senhora do Destino" foi destaque na carreira da veterana (Divulgação/TV Globo)
Vilã da novela “Senhora do Destino” foi destaque na carreira da veterana (Divulgação/TV Globo)

Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004)

Impossível falar em vilãs loiras sem se lembrar da ‘raposa felpuda’. Com sua forma irreverente, criativa e única de fazer maldades, a ladra da filha de Maria do Carmo (Susana Vieira) roubou para si a novela de Aguinaldo Silva, virou meme e marcou época como uma das mais marcantes antagonistas da história da TV brasileira.

Giovanna Antonelli é a Atena de A Regra do Jogo
Atena (Giovanna Antonelli), de A Regra do Jogo (Globo)

Atena (Giovanna Antonelli), de A Regra do Jogo (2015)

Golpista assumida, ela aprontou várias das suas durante esta controversa obra de João Emanuel Carneiro. Sua química com Alexandre Nero (Romero Rômulo) – já testada anteriormente em Salve Jorge (2012) -, tanto nas maldades como na cama, foi de tirar o fôlego!

Mariana Ximenes e Carolina Dieckmann
Bel (Mariana Ximenes) e Leona (Carolina Dieckmann), em Cobras & Lagartos (Divulgação/ TV Globo)

Leona (Carolina Dieckmann), de Cobras e Lagartos (2006)

Mais ‘platinada’ do que nunca, Carolina Dieckmann fez bonito em sua primeira antagonista na telinha. Leona era capaz de tudo para ferrar a prima bobona, Bel (Mariana Ximenes). Não só quando o assunto era pôr as mãos na herança do tio Omar Pasquim (Francisco Cuoco), mas também na hora de tentar-lhe roubar o coração de Duda (Daniel de Oliveira), a quem ambas amavam.

Flavia Alessandra
Flávia Alessandra como Cristina em Alma Gêmea (Divulgação/ TV Globo)

Cristina (Flávia Alessandra), de Alma Gêmea (2005)

Poucas vilãs chegaram, na faixa das 6 da tarde da Globo, ao nível de crueldade de Cristina. Completamente entregue às loucuras do texto de Walcyr Carrasco, Flávia Alessandra brilhou nesta personagem cuja maior motivação – e frustração – residia no amor não correspondido por Rafael (Eduardo Moscóvis).

O final de Cristina foi soberbo: após matar os dois mocinhos da história, ela foi levada pelo próprio ‘coisa ruim’ direto para o inferno!

Edith González como Joselyn na novela mexicana Mundo de Feras (Divulgação / Televisa)

Joselyn (Edith González), de Mundo de Feras (2006)

Quem disse que os mexicanos não sabem também imprimir o ‘charme platinado’ às suas malvadas? Que o diga essa tremenda megera vivida pela saudosa atriz Edith González.

Má ao extremo e com sérias perturbações mentais, ela cortou os próprios pulsos diante dos convidados de uma festa em sua própria casa. Tudo para causar remorso no marido, Gabriel (César Évora), apaixonado pela empregada Mariângela (Gaby Espino). No decorrer da trama, foi capaz de assassinar o próprio filho, o pequeno e frágil Luizinho (Raúl Sebastián).

O Outro Lado do Paraíso
Lívia (Grazi Massafera) em O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/ TV Globo)

Lívia (Grazi Massafera), de O Outro Lado do Paraíso (2017)

Insaciável quando o assunto era sexo, Lívia queria de todo jeito engravidar para prender Renato (Rafael Cardoso) a seu lado. Toda essa afobação, porém, deu lugar à amargura assim que a filha adotiva de Sophia (Marieta Severo) descobriu que era estéril.

A partir daí, a frustração levou Lívia a cobiçar o filho de sua cunhada, Clara (Bianca Bin), colaborando ativamente no plano perverso de Sophia de internar a moça num hospício, fazendo-a passar por louca. O amor sincero pelo sobrinho Tomaz (Vítor Figueiredo), acabaram por redimir a moça, que ganhou até um romance com Mariano (Juliano Cazarré) na trama.

Juliana Silveira como Priscila na novela Vitória (Divulgação / Record TV)

Priscila (Juliana Silveira), de Vitória (2014)

Sempre recordada pelo papel de Floribella, Juliana Silveira provou de vez, nesta trama da Record TV, que podia ser muito mais do que a doce babá da Band. Chefe de uma gangue neonazista, Priscila organizava atentados contra nordestinos, negros e gays e não hesitava em matar em nome da ‘causa’ que defendia.

Nem mesmo sua própria mãe, Valéria (Patricya Travassos), e o pequeno Dinho (Zeca Gurgel), aluno da escola de sua família, foram poupados da fúria assassina da loira má. Isso, porém, só até ela e o amante Paulão (Marcos Pitombo) caírem nas mãos de alguém pior do que eles: o psicopata Iago (Gabriel Gracindo), que os fez de escravos.

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Assim como Por Amor, relembre outras novelas que a Globo exibiu duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo

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Originalmente exibida entre outubro de 1997 e maio de 1998, a novela Por Amor, de Manoel Carlos, reestreou no Vale a Pena Ver de Novo da TV Globo substituindo Cordel Encantado. No entanto, a mesma faixa já havia apresentado uma reprise da novela entre julho de 2002 e janeiro de 2003. E também o Canal Viva, em 2010 e novamente em 2017. Mas a história protagonizada por Regina Duarte e Gabriela Duarte não é a primeira a ser resgatada pela Globo na sessão vespertina de reprises em mais de uma ocasião. Ademais, também não deve ser a última. Vamos relembrar os outros casos.

Ivani Ribeiro e o Vale a Pena Ver de Novo

Ivani Ribeiro foi a primeira autora a ter uma novela sua reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo em duas ocasiões. Remake de A Barba Azul, escrita para a Rede Tupi em 1974/75, A Gata Comeu foi cartaz da sessão entre fevereiro e julho de 1989. Inesperadamente, após a malsucedida exibição do interativo Você Decide à tarde, em julho de 2001 a novela foi resgatada do arquivo. Permaneceu no ar até dezembro e recuperou os índices perdidos. Sua exibição original ocorreu às 18h de abril a outubro de 1985. Na ocasião foi a novela mais vista do horário em toda a década.

Chamada para a segunda reprise de A Gata Comeu no Vale a Pena Ver de Novo, em julho de 2001.

Outras novelas de Ivani Ribeiro ganharam dois repetecos no Vale a Pena Ver de Novo. A exemplo de A Gata Comeu, foram remakes de sucesso. De março de 1973 a fevereiro de 1974, Mulheres de Areia ocupou a faixa das 20h da TV Tupi, e entre outubro de 1975 e março de 1976 foi a vez de A Viagem. E a Globo as refez, respectivamente, em 1993 e 1994, para os horários das 18h e 19h. Mulheres de Areia foi reapresentada à tarde de novembro de 1996 a abril de 1997. Posteriormente, voltou ao ar entre setembro de 2011 e março de 2012. Por sua vez, A Viagem foi reapresentada de abril a setembro de 1997 e entre fevereiro e julho de 2006.

Chamada da segunda reprise de A Viagem no Vale a Pena Ver de Novo, exibida em 2006.

2012, um ano equivocado na trajetória do Vale a Pena Ver de Novo

Logo após o término da segunda reprise de Mulheres de Areia, o Vale a Pena Ver de Novo colocou no ar em março de 2012 Chocolate Com Pimenta. A novela de Walcyr Carrasco originalmente exibida às 18h de setembro de 2003 a abril de 2004. Nada de mais, não fosse o fato de que entre julho de 2006 e janeiro de 2007 a mesma novela já houvesse sido reprisada.

Chamada da segunda reprise de Chocolate Com Pimenta no Vale a Pena Ver de Novo, exibida em 2012.

Logo após, a substituta também foi uma “rerreprise” bem precoce. Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro, fez grande sucesso em sua exibição original. Esteve em cartaz às 19h de janeiro a agosto de 2004. Por isso mesmo, não demorou muito a ser reprisada. O Vale a Pena Ver de Novo a colocou em cartaz de maio a novembro de 2007. E recorreu a ela novamente em setembro de 2012, mantendo-a no ar até fevereiro de 2013. Com efeito, era cedo para rever uma vez mais a história de amor de Preta (Taís Araújo) e Paco (Reynaldo Gianecchini). E a bonita relação do avô Afonso (Lima Duarte) com o neto Raí (Sérgio Malheiros).

Chamada da segunda reprise de Da Cor do Pecado no Vale a Pena Ver de Novo, exibida em 2012.

O Rei do Gado, a reprise dos 50 anos da Globo

O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa, foi exibida com grande sucesso no horário nobre de junho de 1996 a fevereiro de 1997. E ganhou sua primeira reprise no Vale a Pena Ver de Novo entre março e agosto de 1999. Posteriormente, como parte das comemorações dos 50 anos da TV Globo, em 2015, a novela ganhou uma nova exibição. A saber, esteve no ar nesta segunda ocasião de janeiro a agosto.

Chamada para a segunda reprise de O Rei do Gado no Vale a Pena Ver de Novo, que celebrou os 50 anos da TV Globo em 2015.

O Cravo e a Rosa, atual cartaz no Viva, já foi ar três vezes na Globo “mãe”

Atualmente no ar no Canal Viva (às 23h com exibição alternativa às 13h30), O Cravo e a Rosa, novela de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, alcançou grande êxito às 18h quando inédita, entre junho de 2000 e março de 2001. O Vale a Pena Ver de Novo a resgatou em janeiro de 2003, e exibiu-a até agosto. Ademais, em agosto de 2013 foi lançada uma nova reprise, exibida até janeiro de 2014.

Anjo Mau, cartaz do Vale a Pena Ver de Novo mesmo depois de figurar no Viva

E não foi o único caso, está aí Por Amor para nos confirmar, bem como O Rei do Gado. Anjo Mau, novela de Maria Adelaide Amaral baseada no original de Cassiano Gabus Mendes de 1976, foi exibida pela primeira vez entre setembro de 1997 e março de 1998. E foi cartaz do Vale a Pena Ver de Novo de agosto de 2003 a janeiro de 2004. O Canal Viva apresentou a novela em seu horário das 15h30. A saber, a exibição ocorreu entre julho de 2013 e março de 2014. E a TV Globo trouxe de volta a história de Nice (Glória Pires) uma vez mais, entre março e setembro de 2016.

Chamada da segunda reprise de Anjo Mau no Vale a Pena Ver de Novo, exibida em março de 2016.

Senhora do Destino: a força de uma matriarca nordestina faz sucesso em duas reprises

Escrita por Aguinaldo Silva e exibida de junho de 2004 a março de 2005, Senhora do Destino foi um grande sucesso. Aliás, o maior do horário nobre da TV Globo na década passada. De tal forma que ela entrou em cartaz na faixa vespertina em março de 2009. A primeira reprise foi até agosto e só durou relativamente pouco em virtude da classificação indicativa. Esta obrigou a emissora a “enxugar” a história de Maria do Carmo (Susana Vieira).

Em fevereiro de 2017, a sessão de reprises voltou a programar Senhora do Destino. O sucesso foi tanto que essa reapresentação teve bem mais capítulos do que a primeira (195 ante 123 de 2009). Foram nove meses em cartaz, até o começo de dezembro.

Por que o Vale a Pena Ver de Novo adotou a prática frequente das “rerreprises”?

Se a reprise é um meio de exibir algo com pouco ou nenhum risco de fiasco, já que geralmente o que as emissoras resgatam teve sucesso da primeira vez, a “rerreprise” é a nova oportunidade em que se recorre a algo de sucesso comprovado – agora já mais de uma vez. Some-se a isso a dificuldade da TV Globo de exibir em horário livre novelas mais “pesadas”, principalmente das 21h, e entende-se o porquê de terem sido novamente reprisadas 10 novelas em 18 anos. Ou seja, desde 2001, quando A Gata Comeu inaugurou o filão.

Além disso, nunca é demais lembrar que determinadas novelas que seriam boas opções para a sessão não podem ser reprisadas. Em virtude de falta de condições técnicas ou da inexistência da íntegra das novelas nos arquivos, principalmente produções dos anos 1970 e 1980 não podem voltar à telinha. Com efeito, existem também questões relativas a direitos autorais, conexos e de uso das trilhas sonoras. Tudo isso também contribui (embora não justifique) para a recorrência a obras já “reaproveitadas” anteriormente.

Chamada para a primeira reprise de Roque Santeiro, exibida no final da tarde em 1991.

Com efeito, estamos aqui desconsiderando o fato de determinadas novelas terem sido reprisadas pura e simplesmente, sem que importem horário ou circunstâncias. Assim, Roque Santeiro (1985/86) não conta, já que antes de figurar no Vale a Pena Ver de Novo em 2000/01 foi atração na faixa das 17h em 1991, enquanto a sessão de reprises oficial exibia Cambalacho (1986) às 13h30. Bem como as muitas reapresentações de Escrava Isaura (1976/77) entre 1977 e 1990, nenhuma delas promovida pelo Vale a Pena Ver de Novo.

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Por Amor tem melhor estreia do Vale a Pena Ver de Novo em dez anos

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Por Amor estreou arrebentando a boca do bolão na tarde de ontem (segunda-feira, 29). Escolhida para substituir o grande sucesso Cordel Encantado no Vale a Pena Ver de Novo, a trama escrita por Manoel Carlos em 1997 conseguiu nada menos que a melhor audiência de um lançamento na faixa vespertina da Globo nos últimos dez anos.

De acordo com dados consolidados do Ibope, a saga de Helena (Regina Duarte) e Maria Eduarda (Gabriela Duarte) debutou com média de 18,9 pontos. Trata-se da melhor estreia do Vale a Pena desde 2009, quando a primeira reprise de Senhora do Destino começou com 20 pontos.

Colocou-se, portanto, à frente de todas as outras 19 estreias realizadas nesse intervalo. A saber: Cordel Encantado (13,7), Belíssima (18,2), Celebridade (13,8), Senhora do Destino (15,7, em sua segunda reprise), Cheias de Charme (12), Anjo Mau (9,7), Caminho das Índias (13), O Rei do Gado (14,1), Cobras & Lagartos (18,4), Caras & Bocas (14), O Cravo e a Rosa (14), O Profeta (13), Da Cor do Pecado (12), Chocolate com Pimenta (15), Mulheres de Areia (15), O Clone (15), Sete Pecados (11), Sinhá Moça (16) e Alma Gêmea (18).

Por Amor se deu tão bem ontem que garantiu mais audiência do que Cordel Encantando, que, em plena última semana, atingiu na ocasião 17,5 pontos – números também muito bons. Na sequência, destacaram-se Malhação: Toda Forma de Amar (19,3), Órfãos da Terra (23,4), Verão 90 (28,4) e O Sétimo Guardião (32,6).

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Queridinhas da tesoura: relembre outras novelas que, como A Que Não Podia Amar, revoltaram seus fãs ao sofrerem cortes

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Desde que a esperada estreia de A Que Não Podia Amar se tornou uma realidade no SBT, o público brasileiro tem ido duplamente às lágrimas diariamente com a exibição da trama mexicana pelo canal de Silvio Santos. Não só por conta das agruras vividas pelos protagonistas, Ana Paula (Ana Brenda Contreras) e Rogério (Jorge Salinas), dentro da história, mas principalmente pelos absurdos cortes feitos pela emissora sobre a obra importada.

A cada novo capítulo, chovem queixas no Twitter a respeito da omissão de sequências, algumas delas fundamentais, da produção da Televisa. Procurada pelo Observatório da Televisão, o SBT justificou a ação da ‘tesoura’ na “adequação ao tempo da novela na grade”.

O fato é que, se bem lembrarmos, muitas outras novelas já causaram revolta nos fãs ao terem sequências importante suprimidas pela edição, seja numa reprise ou mesmo na exibição original. Relembremos alguns casos.

Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda) em Terra Nostra
Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda) em Terra Nostra (Divulgação)

TERRA NOSTRA

A atual entrega da novela de Benedito Ruy Barbosa explodiu na audiência do canal Viva logo em seus primeiros capítulos. Mesmo assim, vem sendo alvo de profundos cortes em relação à transmissão original, em 1999, no horário nobre da Globo.

O motivo dessa vez, porém, é até bastante plausível: a exibição da versão integral de Terra Nostra, em 221 capítulos, esbarrou numa questão de direitos autorais da trilha sonora. Com isso, optou-se por exibir a versão internacional da história de Giuliana (Ana Paula Arósio) e Mateo (Thiago Lacerda), a qual conta com uma trilha diferenciada e consta de apenas 150 capítulos.

Valentina Villalba em A Dona (Divulgação)
Lucero interpretou Valentina Villaça em A Dona (Divulgação)

A DONA

Hoje em reprise, a história de Valentina Vilaça (Lucero) foi alvo de severas críticas pela postura exageradamente ‘conservadora’ com que o SBT a exibiu originalmente, em 2015. Até mesmo cenas de bofetadas entre as atrizes ou de beijos um pouco mais calientes chegaram a ser suprimidas, prejudicando severamente o entendimento da trama!

Embora a emissora nunca tenha se manifestado oficialmente a respeito, era claro que por trás de tantas ‘tesouradas’ havia um imenso receio com respeito à classificação indicativa, que, se alterada por ordens do Ministério da Justiça, poderia implicar no cancelamento do programa – regra que, aliás, cairia a partir do ano seguinte.

Tanto é verdade que, nesta segunda entrega de A Dona, várias das sequências originalmente cortadas têm ido ao ar com a maior naturalidade. Fato que, aliás, vem sendo motivo de comemoração entre os fãs.

Protagonistas de Sortilegio
Protagonistas de Sortilégio (Divulgação)

SORTILÉGIO

O conservadorismo escancarado foi o maior vilão da exibição de Sortilégio no Brasil, em 2014. No México, a novela foi ao ar no horário nobre e ficou marcada pela alta voltagem das cenas de sexo, especialmente as que envolviam os protagonistas, Maria José (Jacqueline Bracamontes) e Alessandro (William Levy). Boa parte dessas sequências foram editas pelo SBT, que transmitia o folhetim à tarde. Até aí, tudo bem.

Agora, o que realmente pegou mal foi quando a emissora começou a cortar toda e qualquer menção ao romance homossexual entre Ulisses (Julián Gil) e Roberto (Marcelo Córdoba). Até mesmo os diálogos que diziam respeito ao affair entre os personagens foram alterados na dublagem, praticamente transformando-os em héteros! Ficou feio, mas o SBT nunca admitiu oficialmente a ‘cura gay’ do casal.

Sherlyn e Pee Wee, os protagonistas jovens de Camaleões (Divulgação / Televisa)
Sherlyn e Pee Wee, os protagonistas jovens de Camaleões (Divulgação / Televisa)

CAMALEÕES

Esta trama mexicana um tanto quanto bizarra – com jovens ladrões bancando os agentes secretos, infiltrados dentro de um rígido colégio – surpreendeu ao fazer sucesso no Brasil em 2010, coisa que não havia acontecido nem em sua terra ‘natal’. O Ministério da Justiça, contudo, implicou com as cenas de violência, sexo e até de consumo de bebida alcoólica por menores de idade – a protagonista jovem, Solange (Sherlyn), era uma adolescente vítima de alcoolismo.

Acionado, o SBT até tentou providenciar alguns (muitos) cortes para se livrar do crivo do governo federal. Mas não adiantou: o MJ alterou impiedosamente a classificação indicativa de Camaleões de 10 para 12 anos, o que, pela norma vigente à época, obrigaria a trama a ser transferida das 16h para depois das 20h!

Como tal readequação de horário não fazia sentido para o canal, em termos de estratégia de programação, optou-se por editar os quase 30 capítulos que restavam à exibição em um incompreensível resumo, encerrando sua exibição na TV em poucos dias. Os fãs, porém, não foram deixados totalmente na mão: os capítulos extirpados foram transmitidos na íntegra pela internet, no site da emissora.

Elenco central da terceira temporada de Quase Anjos (Divulgação / Telefe)
Elenco central da terceira temporada de Quase Anjos (Divulgação / SBT)

QUASE ANJOS

A trama argentina – da mesma criadora de Chiquititas e Rebelde – foi adquirida pela Band em 2010, para ir ao ar na faixa das 20h30, substituindo o sucesso infanto-juvenil Isa TKM. No entanto, por questões comerciais de dentro do Morumbi, acabou transferida para a grade matinal ainda em suas primeiras semanas.

A exemplo do que acontecera com Camaleões no SBT, sequências de teor sexual ou violento foram constantemente suprimidas ao longo da história – um misto de crônica do cotidiano adolescente com dramas sobrenaturais. Não sem alarde dos fãs, sempre ativos nas redes sociais. Mesmo assim, Quase Anjos conseguiu índices até bastante bons para as manhãs da Band.

Barbara Mori em Rubí (Divulgação)
Barbara Mori em Rubí (Divulgação)

RUBI

Exibida pelo SBT nada menos do quatro vezes, o folhetim estrelado por Bárbara Mori pode se gabar de ter feito sucesso em cada uma dessas entregas. O público, no entanto, só foi conhecer a íntegra da saga da ‘descarada’ em sua segunda transmissão, dois anos posterior à pioneira.

Isso porque a primeira exibição de Rubi, no horário nobre do SBT em 2004, acabou sendo ‘atropelada’ por um contrato de patrocínio com a Chevrolet para o Roda a Roda, o qual obrigou a emissora a ceder o horário da novela para o game show. Com isso, Rubi sofreu profundos cortes na reta final, saindo do ar acabou com apenas 77 episódios – 30 a menos que na edição original. Somente em 2006, numa reapresentação vespertina, a história pôde ser finalmente conhecida em sua totalidade.

Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) de Senhora do Destino
Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie), de Senhora do Destino (Divulgação/TV Globo)

SENHORA DO DESTINO

Todos sabemos que a segunda reprise de Senhora do Destino foi recordista de audiência dentro do Vale a Pena Ver de Novo. Porém, mesmo com tanto sucesso, a Globo viu-se receosa ao exibir no período da tarde, em pleno ano de 2017, as cenas que envolviam o romance lésbico entre Eleonora (Mylla Christie) e Jennifer (Bárbara Borges).

A gota d’água foi a supressão de um trecho em que Jennifer finalmente começa a se entender como homossexual. Os fãs do casal foram às redes sociais se queixar e, felizmente, acabaram conseguindo que a emissora voltasse atrás na ‘autocensura’. Dali em diante, a trama gay passou a se desenvolver normalmente na história, e até mesmo uma cena after sex de Jennifer e Eleonora, insinuadamente nuas entre lençóis, foi exibida sem o mais mínimo cortezinho.

Malu Mader como Maria Clara em Celebridade (Reprodução/TV Globo)

CELEBRIDADE

Exitosíssima em sua exibição original, Celebridade foi a escolhida para suceder a própria Senhora do Destino nas tardes da Globo no ano passado. Mas, ao contrário do que todos esperavam, a história de Gilberto Braga fracassou feio junto à audiência vespertina.

Perto da reta final, quando já não restavam mais esperanças de que a saga de Maria Clara Diniz (Malu Mader) reagisse, a Globo recorreu à indefectível ‘tesoura’ para acelerar seu término. Nos casos mais extremos, quase quatro capítulos originais foram condensados em um único episódio da reprise. Resultado: Celebridade saiu do ar pela segunda vez com 125 capítulos, contra 221 (!!!) da exibição original.

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Susana Vieira relembra trabalho com antigos colegas em rede social

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Na madrugada de hoje (13) a atriz Susana Vieira relembrou sua atuação na novela Senhora do Destino, em que ela publicou uma foto com os atores José Wilker (1944/2014) e José Mayer. Na trama ela foi a protagonista Maria do Carmo, uma nordestina sofredora que venceu na cidade grande.

Na novela, o coração de Maria do Carmo foi disputado pelo jornalista Dirceu (José Mayer) e pelo ex-bicheiro Giovanni Improtta (José Wilker). O personagem de José Wilker tinha forte apelo cômico com bordões como “o tempo ruge”, “Na vida, como no restaurante, a conta sempre chega”, “A vaca vai voar”, entre outros.

Leia também:

“Há 14 anos terminava a novela “Senhora do Destino”… Inesquecível novela e inesquecíveis parceiros: José Wilker e José Mayer! Saudades dos dois!!! ❤️❤️”, escreveu Susana Vieira na postagem. Senhora do Destino foi exibida em mais de 36 países da América, Europa, África e Oriente Médio.

O jornal espanhol ‘20 minutos‘ elegeu Senhora do Destino como a quinta melhor novela brasileira de todos os tempos. A grade vilã da trama foi Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), que entrou para a história da teledramaturgia brasileira. Confira a foto postada pela Susana Vieira:

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Susana Vieira revê cena de Senhora do Destino no Vídeo Show e declara ser a mais difícil que já fez

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Na edição desta quarta-feira (26) do Vídeo Show, o programa homenageou Susana Vieira no Meu Vídeo é Um Show, quadro no qual o vespertino relembra a carreira de artistas da TV Globo.

Leia: “Tem que elogiar uma pessoa que você não gosta”, revela Susana Vieira sobre época no Vídeo Show

Ao rever a cena de Senhora do Destino (2004) na qual Maria do Carmo reencontra Lindalva (Carolina Dieckmann), que ganhou de Nazaré (Renata Sorrah) o nome Isabel, a estrela disse que foi a sequência mais difícil que já fez.

Saiba mais: Em entrevista reveladora ao Fantástico, Susana Vieira fala sobre a leucemia: “Perguntei ao médico: Eu vou morrer quando?”

“Eu tinha que chorar sem ela [Isabel] ter me visto ainda. Eu pensava em tudo de triste. Pensava na minha mãe que morreu, até pensar muito e começar a chorar. Mas devo tudo ao elenco que me apóia”, declarou Susana.

Globo inicia 2019 com mudanças no programa Vídeo Show

A Globo iniciará o ano de 2019 realizando mudanças em alguns programas da casa. Segundo a coluna Zapping, de Cristina Padiglione, o Vídeo Show será um dos primeiros formatos a serem reformulados.

Em nota publicada pela colunista, a série de reformas na atração visa mudanças que vão além do carisma dos apresentadores. Ultimamente o Vídeo Show tem pedido audiência para o quadro A Hora da Venenosa, do Balanço Geral (Record TV).

Ainda de acordo com Cristina, a queda de audiência do Vídeo Show tem um motivo específico: a saída de Otávio Costa da bancada.

Vale lembrar que em novembro, a Globo enviou um comunicado à imprensa informando sobre mudanças nos setores de entretenimento e jornalismo.

Mariano Boni, atual diretor-executivo do Jornalismo, integrará o time de Entretenimento da emissora, assumindo a liderança do Vídeo Show. Além dos programas: Mais VocêEncontroÉ de CasaAltas HorasAmor & SexoBem Estar e Conversa com Bial.

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Nazaré voltou? Público comemora participação de Renata Sorrah em Segundo Sol

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Renata Sorrah apareceu pela primeira vez na novela Segundo Sol no capítulo desta sexta (26).

A veterana está fazendo uma participação na trama das nove como Dulce, a mãe de Laureta (Adriana Esteves).

Logo em sua primeira cena, a personagem já apareceu expulsando Remy (Vladimir Brichta) e Laureta de sua casa com uma espingarda na mão.

Dulce passa por problemas psicológicos e mora em um barraco distante. Por muito tempo ela ficou internada em um hospício.

Apenas Laureta sabe de seu paradeiro. Nem Nestor (Francisco Cuoco), pai da cafetina, sabe que Dulce está viva.

E além da cena de hoje, a personagem ainda causará muito na trama.

Leia mais: Segundo Sol: Dulce se assusta e ameaça Laureta e Remy com espingarda: “Saiam da minha casa!”

Público compara Dulce à Nazaré

Foi só Renata Sorrah aparecer em Segundo Sol para que os internautas lembrassem de Nazaré, sua icônica personagem em Senhora do Destino.

Para se ter ideia, Nazaré ficou entre os termos mais comentados no Twitter. Muita gente brincou com o fato dela ter “ressuscitado” na novela das nove.

Porém, ao contrário da “Raposa Felpuda”, Dulce não terá ares de vilania.

A mãe de Laureta será mais uma vítima da sórdida cafetina, que a maltrata, a ameaça e quase irá matá-la estrangulada.

Veja algumas reações do público:

https://twitter.com/estteevam/status/1056008975106367488

https://twitter.com/hariadnybetini/status/1056008760890667008

https://twitter.com/LudiTaira/status/1056008695560261633

Detalhes da participação de Renata Sorrah na novela

De acordo com o roteiro da trama, Dulce será uma personagem essencial para o final de Segundo Sol.

A velha mendiga será a responsável por revelar que Laureta é mãe de Karola (Deborah Secco), fruto de um antigo relacionamento com Severo (Odilon Wagner).

Além disso, ela dará fim à mala com 7,5 milhões que Laureta esconde em sua casa. Dulce queimará toda a grana para o desespero de sua filha.

De fato, Laureta ficará tão irritada com a cena que tentará matar a mãe estrangulada, sendo impedida por Remy.

Leia mais: Segundo Sol: Dulce surpreende e diz que Karola é sua netinha

Entretanto, Dulce acabará falecendo após um trágico acidente.

Vale salientar que, na novela Senhora do Destino, Adriana Esteves viveu Nazaré na primeira fase da trama.

Do mesmo modo, posteriormente a vilã histórica foi defendida divinamente por Sorrah.

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#TBTdaTelevisão: relembre alguns políticos da teledramaturgia

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Nesta semana ocorrerão as eleições de 2018. Serão escolhidos os ocupantes de cinco cargos – presidente da República, governador, senador (duas vagas), deputados federal e estadual. De tal forma que o #TBTdaTelevisão do Observatório da Televisão resgata alguns dos políticos que marcaram presença na nossa teledramaturgia.

Desde o prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), de O Bem-amado (1973), até o mau-caráter Reginaldo (Eduardo Moscovis) de Senhora do Destino (2004). O jornalista Fábio Costa relembra nuances das tramas que os apresentaram e a representação do político na TV. Posteriormente, Odorico voltou numa série, nos anos 1980, e segue atual mesmo 45 anos depois da novela.

Em tempos incertos na política, vale a pena relembrar alguns políticos nada honestos da teledramaturgia

Carlos Vereza como Senador Caxias em O Rei do Gado (Memória Globo)
Carlos Vereza como Senador Caxias em O Rei do Gado (Memória Globo) (Divulgação)

#TBTdaTelevisão mostra que político em novela sempre rende

Infelizmente, os exemplos de políticos corruptos, demagogos e desonestos são muito mais fáceis de encontrar do que o contrário. Com efeito, na teledramaturgia não poderia ser diferente. No entanto, nem só de salafrários vive a política na TV, como o #TBTdaTelevisão demonstra esta semana. O Senador Caxias (Carlos Vereza) de O Rei do Gado (1996) é um exemplo de bom político. Ascânio Trindade (Reginaldo Faria) em Tieta (1989), outro. Ainda, o prefeito Breno (Daniel Dantas) de Mulheres de Areia (1993).

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Além de Maura e Selma de Segundo Sol: Relembre mulheres que se amaram nas novelas

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Em Segundo Sol, Maura (Nanda Costa), filha de Agenor (Roberto Bonfim), se relaciona com Selma (Carol Fazu) e enfrentam preconceito por causa da relação.

Esse não é o primeiro casal gay formado por mulheres na teledramaturgia. Relembre outros que chamaram atenção do público.

Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska) – Vale Tudo (1988)

Na trama das 21h escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, Cecília (Lala Deheinzelin), irmã de Marco Aurélio (Reginaldo Faria), mantinha um romance com Laís (Cristina Prochaska) e administrava uma pousada junto com a amada em Búzios (RJ).

Entretanto, Cecília acaba falecendo em um acidente de carro e Aurélio faz de tudo para que Laís não tenha direito a pousada, mas, enfim, a companheira da irmã do vilão consegue os seus direitos.

Cecilia (Lala Deheinzelin) e Lais (Cristina Prochaska) de Vale Tudo
Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska) de Vale Tudo (Divulgação/TV Globo)

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) – Mulheres Apaixonadas

Estudantes da Escola Ribeiro Alves, Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) se envolveram no enredo de Manoel Carlos, apesar de nada concreto ser exibido na produção. Então, durante uma peça de teatro exibida na reta final da novela, a dupla surpreendentemente deu um selinho.

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) de Mulheres Apaixonadas
Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) de Mulheres Apaixonadas (Divulgação/TV Globo)

Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges) – Senhora do Destino (2004)

Na história de Aguinaldo Silva, Jenifer (Mylla Christie), filha de Sebastião (Nelson Xavier), se relacionou com Jenifer (Bárbara Borges), herdeira de Giovanni Improtta (José Wilker). Após enfrentarem muito preconceito, terminam a produção juntas, assim superando o problema.

Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) de Senhora do Destino
Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) de Senhora do Destino (Divulgação/TV Globo)

Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller) – Em Família

Casada com Cadu (Reynaldo Gianecchini), Clara vive uma crise na união, se separa e começa inesperadamente a se envolver com a fotógrafa Marina (Tainá Müller). Aliás, no fim, as duas se casam, com direito a vestido de noiva e beijo intenso que inesperadamente chamou atenção na época.

Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Taina Muller) de Em Familia
Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Taina Müller) de Em Família (Divulgação/TV Globo)

Segundo Sol: Edgar fica em choque ao descobrir segredo de Luzia

A saber, no enredo das 21h, Edgar (Caco Ciocler) se encontrará com Cacau, que estará com Luzia. A DJ afirmará que está preocupada com Manu, que cada vez se afunda mais nas drogas.

“Você é uma amiga muito especial da minha filha, Ariella, eu nem sei como te agradecer por tanto carinho com Manu!”, falará o filho de Severo (Odilon Wagner), que será pego de surpresa por uma revelação da amiga de Groa (André Dias).

“Nossa filha. Edgar, acho que chegou a hora de você saber a verdade. Eu sou muito mais que uma amiga de Manu, eu sou mãe dela!”, disparará a loira, surpreendentemente. “Você? Mãe da Manu? Como assim?”, perguntará inesperadamente Edgar, que ficará chocado ao ouvir toda a história de Luzia.

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Atrizes relembram vilãs memoráveis que viveram nas novelas

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Várias características definem uma novela de sucesso, e uma delas, sem dúvida, é a presença de uma vilã que possa agitar a vida dos outros personagens da produção. Algumas atrizes relembraram as megeras que viveram na TV.

Saiba quais foram as novelas de maior audiência da história da Globo em cada horário

No ar como a malvada Laureta de Sol Nascente, Adriana Esteves teve a oportunidade de interpretar a Carminha, a víbora de Avenida Brasil (2012). “A torcida das pessoas me surpreendeu. Eu me preparei para ser odiada e fui acarinhada. Acho que o humor dela ajudou a criar empatia com o público”, contou a famosa ao jornal Extra.

Em 2008, Patrícia Pillar viveu a Flora de A Favorita, vilã que enganou o público metade do enredo ao fingir ser vítima de uma injustiça. “Olha que louco: quando olhavam para mim, antes de falarem qualquer coisa, as pessoas riam. O ‘quero matar Flora, hein!’ vinha depois. Ela era perversa, mas também era engraçada. Não sei se era pelo fato de ser tão surpreendente fazer uma moça tão má, mas só recebi carinho”, relembrou a artista.

Saiba quais foram as novelas mais curtas da história da Globo

Renata Sorrah teve a honra de viver Nazaré Tedesco em Senhora do Destino (2004), folhetim de maior audiência dos anos 2000. “Nazaré se destaca e continua tão viva porque ela tinha humor. Mesmo odiando a personagem porque ela fazia coisas ruins, a resposta do público sempre foi incrível. E é até hoje! Tem geração que não viu a novela, mas que conhece Nazaré por causa dos memes, que vão para o mundo todo. Uma loucura! Isso nunca tinha me acontecido”, contou a estrela.

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Em tempos incertos na política, vale a pena relembrar alguns políticos nada honestos da teledramaturgia

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Na época em que celebramos três datas da nossa História em dois dias – a saber, o dia de Tiradentes, a fundação de Brasília (ambos em 21 de abril) e o Descobrimento do Brasil (no dia 22), e num ano eleitoral no qual a convulsão política já se mostra presente – em verdade, talvez se possa dizer que a sucessão deste ano teve início quando se proclamou o resultado das urnas quatro anos atrás, mas esta é outra discussão, para outros espaços –, vale a pena relembrarmos alguns dos políticos de comportamento mais discutível e condenável já surgidos na teledramaturgia, a fim de que por seu exemplo saibamos quem evitar nas cabines eleitorais em outubro…

O Descobrimento do Brasil pela teledramaturgia

O dramaturgo Dias Gomes (1922-1999) seguramente foi um dos escritores que mais contribuíram para a discussão inteligente e consciente de temas políticos na televisão. Temas relevantes para a sociedade sempre deram a tônica de suas obras, fosse nas peças, fosse nas novelas e minisséries. Já em sua primeira novela, A Ponte dos Suspiros (1969), que assinara com o pseudônimo Stela Calderón, Dias chamou a atenção da Censura com a temática política do Brasil da época embalada nos diálogos dos personagens que viviam na Veneza de 1500, o que motivou a mudança de horário das 19h para as 22h.

Carlos Alberto e Yoná Magalhães em A Ponte dos Suspiros
Carlos Alberto e Yoná Magalhães em A Ponte dos Suspiros (Reprodução)

No dia de Tiradentes, relembre a Inconfidência Mineira na teledramaturgia brasileira

Novela em 1973 e série entre 1980 e 1984, sempre com grande sucesso, O Bem-amado apresentou ao público um dos personagens mais emblemáticos da teledramaturgia: Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), o prefeito da cidade litorânea de Sucupira, na Bahia. Visando apenas à inauguração do feito maior de sua administração, o cemitério municipal, e a seus próprios interesses, Odorico não hesitava em atentar contra a vida e a intimidade dos habitantes da cidade a fim de atingir seu objetivo. Demagogo, truculento e prepotente, o coronel foi considerado uma representação de figuras bastante conhecidas do público, mas Dias Gomes garantia que ninguém em especial foi o inspirador do personagem. Tanto o paulista Paulo Maluf quanto o baiano Antônio Carlos Magalhães, por exemplo, eram apontados por espectadores como representações reais de Odorico Paraguaçu, o que comprovava a dimensão do personagem como crítica do político brasileiro em si, conforme declarou o dramaturgo em entrevista de 1995 ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ao lado do coronel, fosse por conveniência, subserviência, concordância, idolatria ou tudo isso junto, estavam o secretário Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz) e as “donzelas juramentadas” da família Cajazeira, as irmãs Dorotéa (Ida Gomes), Judicéa (Dirce Migliaccio) e Dulcinéa (Dorinha Duval) – esta substituída na série pela prima Zuleika (Kleber Macedo). Rolando Boldrin também deu vida a Odorico num teleteatro da TV Tupi, na década de 1960, e Marco Nanini interpretou o personagem num filme cuja versão em minissérie fora exibida em 2011. Odoricos são muitos. Abaixo um de seus discursos na campanha para prefeito:

Outro político corrupto e venal da nossa dramaturgia foi Florindo Abelha (Ary Fontoura), prefeito de Asa Branca, cidade onde se passava a história de Roque Santeiro (1985/86), de Dias Gomes com coautoria de Aguinaldo Silva. Seu Flô, como era chamado pela população, era barbeiro e fora eleito prefeito por ter caído nas graças do poderoso Sinhozinho Malta (Lima Duarte), que via nele o títere perfeito para seus desmandos à frente da cidade. Seu Flô recebia porcentagens das vendas dos suvenires do comerciante Zé das Medalhas (Armando Bogus), fabricados a partir do mito de Roque Santeiro, que movia toda a economia asa-branquense, e cedia à vontade de Sinhozinho de olho no futuro, já que pretendia ser candidato a deputado federal.

Virgílio Assunção (Raul Cortez) não era o titular da prefeitura de Pontal D’Areia na segunda versão de Mulheres de Areia (1993), de Ivani Ribeiro, cabendo essa função a seu cunhado Breno (Daniel Dantas). Justamente por isso e por se considerar muito mais apto ao cargo do que o irmão de sua esposa, o vice-prefeito Virgílio se coloca contra a determinação de Breno de interditar as praias da cidade para banhos de mar, uma vez que isso lhe renderia a simpatia de muitos habitantes e de quebra também não prejudicaria seus negócios hoteleiros. O bem-estar e a saúde da população que se lixassem…

Demóstenes Maçaranduba (José Wilker) era um legítimo canalha que liderava o Poder Executivo da cidade de Tubiacanga, em Fera Ferida (1993/94), novela de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares baseada em elementos da obra de Lima Barreto. Inescrupuloso e corrupto, Demóstenes tratava a cunhada Ilka (Cássia Kiss) como se ela fosse uma débil mental, roubou por anos o dinheiro das contas de energia elétrica dos habitantes da cidade em conluio com o também mau-caráter Major Bentes (Lima Duarte) e igualmente há anos vivia um caso extraconjugal com Rubra Rosa (Susana Vieira), a mulher do vereador Numa Pompílio de Castro (Hugo Carvana), a quem ele tomava por um idiota.

Reginaldo Ferreira da Silva (Eduardo Moscovis) se valeu do prestígio angariado a vida toda por sua mãe Maria do Carmo (Susana Vieira) em Vila São Miguel, na Baixada Fluminense, que se elegeu vereador representando a região e passou a empreender a luta pela emancipação, a fim de se tornar prefeito da nova cidade. Em Senhora do Destino (2004/05), de Aguinaldo Silva, ao lado da cúmplice, assessora e companheira Viviane (Letícia Spiller), Reginaldo não hesitou em conspirar contra a própria família, prejudicando especialmente o primo Venâncio (André Gonçalves), obrigado a assumir uma culpa que não tinha – a de ser amante de Leila (Maria Luiza Mendonça), a falecida esposa do vereador, e a própria mãe, obrigada a conviver novamente com o marido que a abandonara, Josivaldo (José de Abreu). O fim merecido de Reginaldo foi morrer depois que seus atos corruptos foram descobertos e um de seus maiores apoiadores, Merival (Xando Graça), atira-lhe uma pedra certeira na cabeça.

Para fechar, um único exemplo de político honesto e dedicado, mas que vale por muitos tantos queremos ver iguais na vida real: o senador Roberto Caxias (Carlos Vereza) de O Rei do Gado (1996/97), novela que rendeu muitas críticas ao autor Benedito Ruy Barbosa pelo modo como retratou nossos ilustres membros do Senado. Uma cena na qual Caxias discursava sobre a questão dos sem-terra para um plenário praticamente vazio, e no qual os poucos senadores presentes não estavam nem aí para o que ele dizia, tornou-se emblemática do descaso dos políticos por aqueles que supostamente representam na Capital Federal. Incapaz de se apossar de dinheiro público ou de levar qualquer vantagem indevida, dedicando sua vida à causa pública por ideologia e vocação, Caxias conquistava tanto o desprezo da esposa Maria Rosa (Ana Rosa) quanto a amizade do fazendeiro Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) e o amor de sua jovem empregada no apartamento funcional, Chiquita (Arieta Corrêa). Sua dedicação à questão dos trabalhadores sem-terra e da reforma agrária no País o levou à morte, assassinado a mando de fazendeiros, digamos, pouco amigáveis. Qualquer semelhança com a realidade passou longe de ser uma mera coincidência…

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No aniversário de Débora Falabella, veja 5 personagens que comprovam o talento da atriz!

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Neste dia 22 de fevereiro, a atriz Débora Falabella completa 39 anos de vida! Com diversos trabalhos elogiados em seu currículo, a artista que iniciou na telinha em “Malhação” já surpreendeu o público em papéis importantes vividos em “O Clone”, “Avenida Brasil” e “A Força do Querer”, dentre outros. Confira quais foram as personagens mais emblemáticas da carreira da famosa nas novelas!

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Débora Falabella relembra repercussão da personagem Irene

Viciada em drogas se destacou em trama de Glória Perez (Divulgação/TV Globo)
Viciada em drogas se destacou em trama de Glória Perez (Divulgação/TV Globo)

Mel

Em 2001, Débora Falabella roubou a cena na novela “O Clone” com uma personagem extremamente difícil. A jovem Mel caiu no mundo das drogas para o desespero dos seus pais Lucas (Murilo Benício) e Maysa (Daniela Escobar). A decadência e o desequilíbrio da personagem foram marcados pela atuação forte e totalmente entregue da artista que abocanhou diversos prêmios na época.

Atriz viveu patricinha de gênio forte em novela das 21 horas (Divulgação/TV Globo)
Atriz viveu patricinha de gênio forte em novela das 21 horas (Divulgação/TV Globo)

Duda

Já no folhetim “Senhora do Destino”, sucesso do ano de 2004, a global deu vida a personagem Maria Eduarda de Andrade e Couto. Com sua personalidade forte e um jeito todo independente, a Duda tinha tudo para ser uma patricinha mimada, mas ao longo da história de Aguinaldo Silva, ela provou que era uma mulher forte, determinada e sem preconceitos.

Débora mostrou habilidades ao interpretar mocinha de época (Divulgação/TV Globo)
Débora mostrou habilidades ao interpretar mocinha de época (Divulgação/TV Globo)

Sinhá Moça

A artista foi escolhida pela TV Globo para protagonizar um folhetim de época em 2006. No remake de “Sinhá Moça”, Débora Falabella interpretou uma mocinha destemida e que causou um rebuliço no século XIX ao se apaixonar por um advogado abolicionista, o Dr. Rodolfo (Danton Mello), com quem lutou pelo fim da escravidão no Brasil.

"Avenida Brasil" foi um dos melhores trabalhos da global (Divulgação/TV Globo)
“Avenida Brasil” foi um dos melhores trabalhos da global (Divulgação/TV Globo)

Nina

Em “Avenida Brasil”, novela que foi um fenômeno de audiência no ano de 2012 e que é bastante lembrada pelo público até hoje, a atriz brilhou como a vingativa Nina. Na pele da personagem que se fez de boazinha para dar o troco em quem a prejudicou no passado, a artista nascida em Minas Gerais mostrou toda a sua competência ao passar de mocinha para vilã na trama de João Emanuel Carneiro.

Atriz foi premiada por viver vilã em folhetim de sucesso (Divulgação/TV Globo)
Atriz foi premiada por viver vilã em folhetim de sucesso (Divulgação/TV Globo)

Irene

Em 2017, Débora Falabella integrou o elenco de “A Força do Querer” e conseguiu se sobressair na trama que contava com personagens fortes e atores experientes. Ao interpretar a interesseira Irene, a atriz foi odiada pelos telespectadores graças ao seu talento e eficaz desempenho no papel da vilã que enganou Joyce (Maria Fernanda Cândido) e tentou dar o golpe da barriga em Eugênio (Dan Stulbach). Como resultado, Débora foi escolhida pelo público e pela crítica como a Melhor Atriz Coadjuvante do Ano no “Domingão do Faustão”.

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No aniversário de Renata Sorrah, relembre melhores momentos de Nazaré Tedesco!

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Para comemorar os 71 anos da atriz Renata Sorrah, que faz aniversário nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, listamos alguns dos melhores momentos da personagem mais querida da sua carreira na teledramaturgia: a Nazaré Tedesco. Sucesso na novela “Senhora do Destino”, a rival de Maria do Carmo marcou época. Relembre algumas das passagens mais marcantes da vilã que poderá retornar à TV na próxima trama de Aguinaldo Silva!

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Renata Sorrah comenta possível volta de Nazaré

Vilã sambou na cama da inimiga (Divulgação/TV Globo)
Vilã sambou na cama da inimiga (Divulgação/TV Globo)

Invasão na casa de Maria do Carmo

Personagem icônica das novelas, Nazaré Tedesco aprontou muito em “Senhora do Destino”. No dia em que finalmente conseguiu invadir a casa da sua rival na trama de 2004, a Maria do Carmo (Susana Vieira), a vilã fez questão de subir na cama da empresária e literalmente sambou para ela. “Olha o que eu faço na cama dela”, disparou a loira toda animada.

Personagem se disfarçou e aprontou dentro da lotação (Divulgação/TV Globo)
Personagem se disfarçou e aprontou dentro da lotação (Divulgação/TV Globo)

Barraco no transporte público

Gente como a gente, Nazaré vivia dura e precisava andar de transporte público para conseguir se locomover no Rio de Janeiro. Em um desses momentos, ela se disfarçou com uma peruca ruiva mas não conseguiu esconder o seu jeito autoritário de ser ao interagir com o povo dentro de uma van. “Vai logo motorista, tô com pressa. Chega com esse bundão para lá sua espaçosa”, alfinetou ela se referindo a uma pessoa que estava sentada ao seu lado no veículo.

Loira não agradou dentro da boate (Divulgação/TV Globo)
Loira não agradou dentro da boate (Divulgação/TV Globo)

Expulsão da balada

Adoradora das noitadas, a personagem brilhantemente vivida por Renata Sorrah na obra de Aguinaldo Silva chegou a ser expulsa de uma boate ao curtir a balada carioca. Irritadíssima com o ocorrido, ela não deixou por menos e soltou o verbo. “Muquifo de quinta! Sou uma mulher decente. Eu tenho família. Piranhas!”, xingou ela na calçada do estabelecimento.

Nazaré se achava linda e poderosa (Divulgação/TV Globo)
Nazaré se achava linda e poderosa (Divulgação/TV Globo)

Autoestima em frente ao espelho

Dona de uma autoestima imbatível, a rival de Maria do Carmo adorava se admirar em frente ao espelho. Poderosa com maquiagens carregadas e looks provocantes, ela sempre se exaltava ao se deparar com sua imagem. “Loira linda! Boazuda! Gostosa pra caramba. Bocão!!!”, se elogiava a “raposa felpuda”.

Vilã desejava noite de paixão com trabalhador (Divulgação/TV Globo)
Vilã desejava noite de paixão com trabalhador (Divulgação/TV Globo)

Sonho com pedreiro

Solteirona mas sempre em busca de um grande amor, ou de apenas noites de prazer, Nazaré Tedesco sonhava algumas vezes na cama. Em uma dessas ocasiões, a vilã que divertiu muito o público mostrou que tinha fetiche com trabalhadores. “Daria tudo para ter um pedreiro agora em cima da minha cama”, disparou ela.

Personagem sofreu dentro da penitenciária (Divulgação/TV Globo)
Personagem sofreu dentro da penitenciária (Divulgação/TV Globo)

Banho na cadeia

Presa por conta dos vários crimes que cometeu durante a história, a loira não perdeu a pose nem mesmo atrás das grades. Ao saber que teria que tomar banho gelado e com sabão de coco na penitenciária, ela surtou e chamou a atenção das outras detentas. “Esse sabão vai estragar meu cabelo”, gritou ela que era toda vaidosa.

Renata Sorrah impressionou o público na pele da Nazaré (Divulgação/TV Globo)
Renata Sorrah impressionou o público na pele da Nazaré (Divulgação/TV Globo)

Limpeza na prisão

Para tomar jeito e “descer do salto” dentro da cadeia, a personagem que pode retornar em breve às novelas na próxima trama do autor Aguinaldo Silva precisou limpar as privadas do local. Para escapar da tarefa, ela tentou seduzir o guarda mas não conseguiu fugir do castigo. Ao lado do vaso, Nazaré chorou ao ter que faxinar e se sujar toda!

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Ludmilla revela ser noveleira e elege trama favorita

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Apesar de realizar cerca de 22 shows por mês, Ludmilla separa um tempo na agenda para assistir novela, atividade que confessou adorar fazer.

Questionada sobre o assunto pelo site Yahoo!, a cantora declarou ter amado A Força do Querer. “A personagem da Juliana Paes, Bibi, é demais. Torci muito pelo sucesso dela”, contou a estrela.

Globo destaca A Força do Querer em catálogo de feira internacional

Com relação ao enredo favorito, a artista escolheu Senhora do Destino. “Gostava muito da personagem Nazaré, ela era muito maluca e engraçada”, concluiu Ludmilla.

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Além da Sandra Helena de Pega Pega, veja outros personagens de novelas que subiram na vida!

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A desbocada Sandra Helena (Nanda Costa) é um dos acertos de “Pega Pega”. Na trama das 19 horas que está em sua reta final, a ex-camareira tirou a sorte grande ao receber a herança de Dona Marieta (Camila Amado) e se tornar rica. Fora ela, vários outros personagens também mudaram de vida nas novelas. Veja alguns exemplos!

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Sérgio Guizé protagonizou trama das 18 horas (Divulgação/TV Globo)
Sérgio Guizé protagonizou trama das 18 horas (Divulgação/TV Globo)

Candinho em “Eta Mundo Bom”

Criado por Cunegundes (Elizabeth Savalla) e Quinzinho (Ary Fontoura) em uma fazenda do interior, Candinho (Sérgio Guizé) sempre pensou que fosse órfão. Apesar disso, o caipira que esbanjava simplicidade era herdeiro da milionária Anastácia (Eliane Giardini), famosa empresária que passou boa parte da novela atrás do filho perdido. Quando os dois se encontraram em “Eta Mundo Bom”, de 2016, o rapaz ficou rico mas não abandonou o seu jeito humilde e brincalhão.

Adriana Esteves se destacou em novela de 2012 (Divulgação/TV Globo)
Adriana Esteves se destacou em novela de 2012 (Divulgação/TV Globo)

Carminha em “Avenida Brasil”

Na novela que bombou em audiência no ano de 2012, “Avenida Brasil”, a Carminha (Adriana Esteves) fez de tudo para se tornar rica. Ambiciosa, a personagem se aproximou do famoso jogador de futebol Tufão (Murilo Benício) para subir na vida. Além de ficar com o dinheiro do seu falecido marido Genésio (Tony Ramos), ela botou a mão na fortuna do craque e foi morar com ele em uma baita mansão.

Domésticas ficaram famosas em Cheias de Charme (Divulgação/TV Globo)
Domésticas ficaram famosas em Cheias de Charme (Divulgação/TV Globo)

Empreguetes em “Cheias de Charme”

Em 2012, os telespectadores se divertiram com a novela “Cheias de Charme”. Na história, as simpáticas empregadas domésticas Maria da Penha (Taís Araújo), Maria do Rosário (Leandra Leal) e Maria Aparecida (Isabelle Drummond) se conheceram em uma cadeia e viraram amigas. Por um acaso do destino, o trio ficou famoso ao ter um vídeo vazado na internet. Queridas no país todo, as Empreguetes enriqueceram e ganharam uma legião de fãs que amavam as suas músicas dançantes.

Lilia Cabral brilhou em Fina Estampa (Reprodução/TV Globo
Lilia Cabral brilhou em Fina Estampa (Reprodução/TV Globo)

Griselda em “Fina Estampa”

No folhetim escrito por Aguinaldo Silva em 2011, Griselda (Lilia Cabral) era uma esforçada matriarca que fazia de tudo para criar os filhos com dignidade. Com diversas habilidades manuais, a personagem era conhecida como “Pereirão” e “Marido de Aluguel” por realizar serviços de mecânica, eletricidade e pintura. No meio da trama, Griselda mudou completamente de vida ao ganhar na loteria e se tornar milionária.

Lázaro Ramos divertiu o público em novela das 19 horas (Reprodução/TV Globo)
Lázaro Ramos divertiu o público em novela das 19 horas (Reprodução/TV Globo)

Foguinho em “Cobras & Lagartos”

Interesseiro que só ele, Foguinho (Lázaro Ramos) tirou onda de milionário ao receber por engano uma herança na novela “Cobras & Lagartos”, exibida pela Globo em 2006. Esperto e bem malandro, o personagem aproveitou ao máximo as muitas regalias que a riqueza pode oferecer, como empregados, uma casa luxuosa, banquetes a qualquer hora do dia e roupas de grife.

Susana Vieira viveu nordestina batalhadora e bem-sucedida (Reprodução/TV Globo)
Susana Vieira viveu nordestina batalhadora e bem-sucedida (Reprodução/TV Globo)

Maria do Carmo em “Senhora do Destino”

Reprisada recentemente no “Vale a Pena Ver de Novo”, “Senhora do Destino” apresentou ao público a história da batalhadora Maria do Carmo (Susana Vieira), uma nordestina que decidiu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Após passar diversos perrengues na nova cidade, a personagem enriqueceu à custa de muito trabalho. Dona de uma famosa loja de materiais de construção, a empresária conquistou um grande patrimônio mas não perdeu a postura simples.

Thalia estrelou folhetim mexicano de 1995 (Reprodução/SBT)
Thalia estrelou folhetim mexicano de 1995 (Reprodução/SBT)

Maria em “Maria do Bairro”

Os fãs das novelas mexicanas vibraram com a ascensão da mocinha Maria na trama de “Maria do Bairro”, reprisada por diversas vezes no SBT. Pobre e sofredora, a protagonista vivida por Thalia em 1995 conseguiu dar a volta por cima e subir na vida mesmo enfrentando inúmeros percalços e preconceitos. Ao longo da história, a ex-catadora de lixo se transformou e virou uma poderosa madame.

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Tania Khalill conta o motivo pelo qual prefere não atuar em novelas

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Revelada pelas novelas nos anos 2000, a atriz Tania Khalill prefere não vincular mais seu nome ao formato e tem escolhido outros produtos para atuar. Após participar de séries nos canais GNT, HBO, e Fox, ela contou em entrevista ao UOL, o motivo pelo qual desistiu dos folhetins:

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“Os projetos mais curtos de TV nesse momento cabem mais na minha vida, porque estou me propondo a ficar muito no teatro. Eu acabei de fazer Mary Poppins. Fiz cinco peças nesses anos. Eu entendo que agora os projetos de TV são pontuais”, explicou.

A atriz que pôde ser vista pelo público na reprise de Senhora do Destino no Vale a Pena Ver de Novo, relatou que só voltaria às novelas caso o roteiro da trama mexesse com seu coração: “Senão quero ficar mais perto das minhas filhas mesmo, e fazer os projetos mais curtos. Ficar um ano fazendo novela só realmente se for um papel que eu quero muito fazer. Para mim é delicado. Morar em São Paulo e fazer novela no Rio tem que ser algo que meu coração fale: É isso!”.

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Senhora do Destino atinge 25 pontos e tem melhor último capítulo desde reprise de O Clone

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Exibido na tarde desta sexta-feira (8) com muita repercussão nas redes sociais, o último capítulo da reprise de Senhora do Destino marcou uma excelente audiência na Grande São Paulo.

Segundo dados prévios, que podem sofrer alterações no consolidado divulgado na próxima segunda-feira (11), a novela de Aguinaldo Silva protagonizada por Susana Vieira e Renata Sorrah marcou 21,5 pontos de média com picos de 25 e 40% de share.

Veja mais: Morte de Nazaré, repercussão na web e reprise mais longa da história: o fim de Senhora do Destino

Ou seja, de cada 100 televisores ligados na principal metrópole do Brasil, 40 estavam sintonizados na Globo, revendo o final de Nazaré Tedesco, Maria do Carmo e companhia limitada.

No mesmo horário, tanto o SBT, com a exibição de Sortilégio, tanto a RecordTV, com o Cidade Alerta, fecharam com 5 pontos cada um e dividiram o segundo lugar no Ibope na faixa.

Com o resultado, Senhora do Destino teve o melhor final em audiência do Vale a Pena Ver de Novo desde a reprise de O Clone, exibida em 2011. Na ocasião, o folhetim de Gloria Perez fechou com 22 pontos.

Porém, existem chances de, no consolidado, Senhora do Destino superar a marca de Jade e companhia. Vale lembrar que a novela fechou com média geral de 18 pontos, sendo a de maior Ibope desde Alma Gêmea, em 2009.

Senhora do Destino termina sua segunda reexibição como a reprise mais longa da história do Vale a Pena Ver de Novo, com 195 capítulos, superando Caminho das Índias, que era a antiga recordista, com 180 capítulos.

Os dados refletem a preferência de um seleto grupo de telespectadores na Grande São Paulo.

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