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ENGAJADA

Análise: Supergirl militou pelo progresso com inteligência e sem mimimi

Protagonizada por Melissa Benoist, série fez história ao levantar a bandeira da diversidade

Publicado em 14/11/2021
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Série de herói mais politizada da TV, Supergirl (2015-2021) chegou ao fim na última semana, nos Estados Unidos. Com firme viés progressista, a atração fez história por romper barreiras e ser relevante socialmente, propôs debates e se posicionou a favor da diversidade, aproveitando a narrativa para fazer analogias e levantar bandeiras.

Supergirl foi precisa ao despertar a consciência da pessoa telespectadora durante as seis temporadas. De mulher presidente a heroína trans, passando pela desconstrução de uniforme sexista até a naturalidade de um romance lésbico, a série fez uma militância correta, muito inteligente, sem qualquer brecha para mimimi.

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Começou errado

O legado de Supergirl é imenso. Mas o começo foi todo errado. Havia muita expectativa em torno da atração, pois era a primeira série com uma heroína em 12 anos, desde a flopada Birds of Prey (Aves de Rapina, 2002-2003). E já no trailer veio uma avalanche de críticas.

Ali estava uma Superigrl, vivida pela atriz Melissa Benoist, submissa, indo de lá para cá com um vestido curtíssimo e encurralada por dois homens em um triângulo amoroso. Menos mal que, rapidamente, roteiristas e produtores corrigiram as bobagens e acertaram o prumo.

Tal qual uma história de herói clássica, a série da rede americana The CW emulou acontecimentos da vida real, sem nunca deixar de lado a vitória do bem contra o mal. 

Uma das situações mais interessantes foi quando houve um arco sobre os aliens serem tratados como os imigrantes nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, vivendo isolados, alvos de ataques de ódio e por muitas vezes tendo de esconder a verdadeira identidade e tradições para serem aceitos. 

Isso, vale lembrar, foi exibido no auge do governo de Donald Trump nos EUA, que era explicitamente contra forasteiros, aplicando leis de regularização que Supergirl imitou para criticá-lo. 

Outra cutucada em Trump e que, indiretamente, vale para toda visão política reacionária, foi ter uma mulher na Presidência americana, interpretada por Lynda Carter, a Mulher-Maravilha da série dos anos 1970. A personagem, aliás, era uma alienígena, uma forasteira, assim como a jornalista Kara Danvers, a identidade civil de Supergirl.

Chyler Leigh (de costas) e Azie Tesfai no final de Supergirl (Divulgação/The CW)

Arco-íris da diversidade

Sem dúvida, um marco do drama foi o espaço dado a personagens da comunidade LGBTQIA+. A porta aberta pela agente Alex Danvers (Chyler Leigh), irmã adotiva de Kara e que virou a heroína Sentinela, salvou vidas, literalmente. 

Assim que a personagem assumiu a homossexualidade, na segunda temporada, mulheres se identificaram e compartilharam depoimentos cortantes, entre eles o de uma jovem que se livrou de ideações suicidas por causa da jornada inspiradora de Alex.

Houve ainda o pioneirismo de apresentar a primeira heróina transgênero de toda a história da TV americana, a Dreamer (Sonhadora), vivida por Nicole Maines. Aqui, Supergirl aproveitou para abordar a beleza e importância do amor entre todos os tipos de pessoa.

Fim ideal

O final da trama foi típico de Supergirl, com um casamento lésbico entre Alex e Kelly, a Guardiã (Azie Tesfai). Vestindo uma calça ao invés da polêmica saia, vitória feminista de uma luta combatida por esportistas na vida real, Supergirl terminou propagando o empoderamento, uma mensagem de esperança e positividade contra as forças pessimistas e malditas que insistem em atormentar a humanidade.

A Warner Channel exibe os episódios da sexta e última temporada de Supergirl aos domingos, às 22h. Neste domingo (14), vai ao ar o capítulo de número 17. Caso não haja imprevistos, o final da série será no próximo dia 28.


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