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PODER DO CAPITAL

The Good Doctor: 5ª temporada questiona investimento privado na saúde

Vale a pena conferir os episódios inéditos do drama médico que entram no Globoplay nesta sexta (25)

Publicado em 25/03/2022
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A quinta temporada de The Good Doctor, que estreia no Globoplay nesta sexta-feira (25), é a mais relevante da série por levantar questionamentos sobre um tema de suma importância: investimento privado na saúde. Os episódios ganharam frescor com dinâmica cheia de espinhos ao apresentar uma nova personagem, vilã disfarçada de salvadora da pátria.

O hospital St. Bonaventure respira por aparelhos. O fato de ser referência nos Estados Unidos em cirurgias e programa de residência não tira a instituição do aperto financeiro. A cúpula diretiva tenta remediar os problemas, mas sem resultados práticos. Então, veio a solução aparentemente boa.

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The Good Doctor apresenta Salen Morrison, interpretada por Rachel Bay Jones, como a principal nova personagem da atração. A empresa dela, chamada Ethicure, compra o St. Bonaventure e promete resolver todos os entraves do hospital, injetando dinheiro. 

Ela muda a cara do hospital, dos corredores à fachada, colocando a marca e cores da Ethicure em todos os cantos. Salen implementa o tão famigerado “choque de gestão”.

E dele surgem as divisões entre o corpo médico, pois muitos embarcam na onda da nova gerência e abraçam as mudanças. Mas outros ficam cismados, criando assim atritos que fazem a narrativa se movimentar com fluidez e eficiência.

Rachel Bay Jones na 5ª temporada de The Good Doctor

Paciente não, cliente

Salen é uma mulher confiante, mas teimosa. Inteligente, mas intrometida. Ao invés de ficar na ampla sala da chefia tocando o negócio e mexendo com a burocracia, ela acompanha cada passo dos médicos e residentes para ter a certeza de que as decisões tomadas estão de acordo com a vigente política do hospital.

A sutileza das alterações drásticas vem aos poucos, como quando Salen diz que é preciso ter muito carinho com os “clientes”, ao invés de chamá-los de “pacientes”

O método empresarial vai causar debates apetitosos sobre a funcionalidade do dinheiro privado investido em um lugar que lida constantemente com pessoas em situações delicadas, muitas correndo risco de morrer.

Entra em cena também um sistema polêmico de avaliação de médicos, ganhando notas dadas pelos “clientes” e julgados pela direção conforme os resultados são definidos.

Logo, cirurgias potencialmente transformadoras para um “cliente”, mas caras, são deixadas de lado em prol de apenas fazer o trivial, com o intuito de economizar. Atender pessoas sem planos de saúde (ou seja, sem ter como pagar os custos médicos) é prática a ser evitada. Até a economia em compra de medicamentos entra na conta.

The Good Doctor fica interessante ao propor esse tema e apresentar os argumentos mais variados acerca dele, listando os prós e contras. Ao mesmo tempo, Salen é vista como vilã e exemplo a ser seguido. O drama médico amarrou bem essa história sem escorar na mesmice, apresentando reviravoltas realmente inesperadas. Vale a pena conferir. ⬩

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