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CRÍTICA

Swagger: drama da Apple baseado na vida de Kevin Durant é anti-Ted Lasso

Ambas as séries esportivas do Apple TV+ têm temática similar, mas uma é mais realista do que a outra

Publicado em 05/11/2021
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A nova série da Apple tem o esporte de pano de fundo e apresenta ideais de superação, autoestima e encarar de frente as adversidades da vida. Embora tais temas sejam sim parecidos com a atual comédia vencedora do Emmy, o drama Swagger é anti-Ted Lasso. A atração baseada na vida do jogador de basquete Kevin Durant é visceral, expõe realidades cortantes. Não há fofice, purpurina nem pausa para o humor como na trama futebolística.

Ted Lasso emana bondade e pureza. Há retratos de situações pesadas, como morte, esgotamento mental, problemas familiares, entre outros. O diferencial é, por ser uma comédia, são criadas brechas para aliviar a tensão e quebrar o gelo. Esse equilíbrio na medida faz Ted Lasso ser especial.

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Em Swagger, o drama está tatuado na essência. A luta pelo lugar no estrelato travada por um adolescente craque da bola laranja é rodeada de problemas, como a ausência do pai. A tensão racial é tratada sensivelmente, exemplificada na mãe que teme o pior ao ouvir a sirene de um carro da polícia enquanto o filho sai de casa para se desfazer de um saco de lixo. Uma tarefa corriqueira pode resultar em um trauma.

Adaptação contemporânea

A adolescência de Kevin Durant, medalhista olímpico, duas vezes campeão da NBA e eleito o melhor jogador do campeonato de 2014, foi desfrutada no começo dos anos 2000. Swagger transporta essa vivência para a atualidade. A proposta é contar tudo o que o atleta viveu, mas pelo ponto de vista de um jovem moderno.

No centro da história está Jace Carson (Isaiah Hill), um prodígio do basquete. Aos 14 anos, dono de um porte físico fora do padrão (mede quase 1,80m), ele é uma promessa, aposta para entrar na NBA, virar profissional e brilhar. Só que, até chegar lá, há um longo caminho a se percorrer.

Longe ainda de virar um adulto, Jace tem de lidar com tensões pesadas, como absorver comentários raivosos diante de performances não tão satisfatórios em quadra. Ajudaria se em casa houvesse uma figura paterna. Mas a mãe dele, a guerreira faz-tudo Jenna (Shinelle Azoroh), está ali disposta a entregar ao filho o que for necessário.

Isaiah Hill com O’Shea Jackson Jr. em Swagger (Divulgação/Apple TV+)

Nessa equação, entra o ex-jogador de basquete (e ex-promessa), Ike “Icon” Edwards (O’Shea Jackson Jr.), um funcionário de uma loja de material de construção. Ele, paralelamente, treina um time de basquete juvenil na região de Washington, capital dos Estados Unidos, e é escolhido por Jenna para ser o técnico de Jace. No caminho, se tornará o mentor paternal do garoto.

Swagger não é acanhada ao expor as duras realidades experimentadas pelos personagens, sem apelar. O intuito é traçar uma saída desses labirintos. Assim, assédio sexual infantil, racismo, bullying e violência policial estão em cena. Fatos não ignorados pela série de acordo com a jornada de cada pessoa na trama.

O clima sombrio não toma toda a narrativa. Há alguns momentos dispersos de leveza. Chama a atenção as cenas dentro de quadra, do basquete em si. Esporte, qualquer um, sempre foi algo difícil de registrar em uma produção cinematográfica, porém Swagger resolve muito bem essa sinuca de bico. 

Os atores escolhidos são bons de bola; Isaiah Hill não usou dublê dentro das quatro linhas. Uma rápida observada dá para notar que quem coordenou toda a roupagem da parte esportiva de Swagger entende do negócio (seja essa pessoa o próprio Kevin Durant, produtor executivo, ou outro alguém). O balé das câmeras entre os atletas durante as partidas é um caso à parte, ponto alto da série.

Episódios inéditos de Swagger entram no streaming Apple TV+ toda sexta. São dez capítulos no total da primeira temporada.


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