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CRÍTICA

O Psiquiatra ao Lado: a agonia de ver uma série com um personagem fdp

Homem mais sexy do mundo, Paul Rudd encarna um doutor em canalhice no drama da Apple

Publicado em 11/12/2021
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A um episódio do fim, O Psiquiatra ao Lado (Apple TV+) se consolida como uma das séries mais angustiantes de serem assistidas. Longe de ter qualquer apelo sensacionalista violento ou de horror, o drama baseado em uma história real causa aflição por ter um personagem que é um completo fdp e toma proveito de outro totalmente ingênuo.

O desespero toma conta do telespectador por vários motivos. Um pelo fato de ser ali um retrato verídico, saber que aquilo mostrado nos episódios realmente aconteceu. Outro porque quem assiste sabe das intenções do canalha e vê como a vítima é inocente ao cair no canto da sereia. E o pilantra sempre se dá bem.

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O personagem fdp

O Psiquiatra ao Lado (The Shrink Next Door) é uma minissérie composta de oito episódios inspirada em um podcast homônimo. O ator Will Ferrell interpreta Martin “Marty” Markowitz, um empresário do ramo de tecidos que, incentivado pela irmã, Phyllis Shapiro (Kathryn Hahn), passa a fazer terapia para controlar crises de ansiedade e lidar com o luto após a morte dos pais.

Paul Rudd vive Isaac “Ike” Herschkopf, o psiquiatra da trama. Ele usa métodos nada convencionais no tratamento de Marty e, com o passar do tempo, vira amigo e até sócio do paciente. A coisa só piora no avançar da relação assim que Ike usa Marty em prol de vontades próprias, aproveitando-se da inocência e riqueza do empresário. Além de armar sabotagens nas relações familiares e amorosas.

Will Ferrell (à esq.) com Paul Rudd em O Psiquiatra ao Lado (Divulgação/Apple TV+)

O homem mais sexy do mundo encarna o personagem fdp de O Psiquiatra ao Lado. Paul Rudd prova ser um talento acima da média em Hollywood ao aplicar o charme, certeiro em filmes de comédia romântica ou de herói, na construção de um homem que encanta pelos motivos errados.

Cada episódio é uma malandragem do terapeuta. Ele abusa da natureza pueril de Marty em várias situações, de cobrar a mais por sessões a incentivá-lo a fazer um bar mitzvah no aniversário de 40 anos, porque ele próprio, Ike, não teve uma festa de 13 anos com boas recordações. O psiquiatra projeta no paciente tudo o que queria ser e o utiliza na busca de realizações egoístas.

Ike engana Marty, que por sua vez entende estar em uma evolução de personalidade por, supostamente, ter curado a autoestima e ter experiências de vida melhores sob a orientação do terapeuta. Isso faz o empresário ser fiel a cada determinação do mentor. E Ike não hesita em abusar dessa fidelidade, com plena consciência do que faz.

O feitiço jogado por Ike ganha força a cada episódio. O telespectador se mantém grudado na tela mesmo sabendo bem onde a coisa vai parar. Incrédulo, quem assiste à trama fica emputecido ao ver como Marty cai facinho nas armadilhas daquela figura autoritária na pele de um (falso) amigo. Ao público, só resta canalizar a raiva ao ver a cara de pau de Ike e testemunhar como ele saiu ileso de todos os truques.

Não esquecendo: a história é verídica.


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