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CRÍTICA

Mistura de outras comédias, Harlem busca uma identidade própria

Nova comédia do Prime Video tem um pouco de Sex and the City, Insecure e Ela Quer Tudo

Publicado em 10/12/2021
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Quatro amigas solteiras curtem a vida na cidade grande e almejam empoderamento enquanto lutam por causas sociais. Essa é Harlem, nova série disponível no Prime Video que mistura elementos de três comédias para chegar na premissa. A atração tem um pouco de Sex and the City (1998-2004, HBO Max), misturado com um pedaço de Insecure (HBO) e temperado com um tanto de Ela Quer Tudo (Netflix).

As quatro amigas de Harlem são: Camille (Meagan Good), professora de antropologia; Tye (Jerrie Johnson), empresária criadora de um app de paquera; Angie (Shoniqua Shandai), cantora e atriz no perrengue; e Quinn (Grace Byers), estilista.

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O quarteto tenta criar uma identidade própria para a série. Embora a qualidade do elenco seja evidentemente desigual, as mais experientes Grace Byers e Meagan Good se destacam, a atração tem pontos fortes e consegue brilhar.

Um mix que dá caldo

A comparação mais óbvia é com Sex and the City, porém somente no ponto de ter quatro amigas curtindo Nova York. A comédia premiada da HBO era da alta sociedade, burguesa, cheia de roupas de grife em uma cidade para poucas. 

A série Harlem mostra uma Nova York omitida por Sex and the City, onde ninguém de lá nunca pisou o sapato Louboutin: o bairro do Harlem, formado por uma população majoritariamente negra e de minorias, idealmente distante da glamourosa Manhattan.

Harlem ganha pontos aí, por ter um grupo de personagens que não davam as caras em Sex and the City, produção sempre criticada pela falta de inclusão (o revival And Just Like That… tenta corrigir isso). Na série da Amazon tem professora, empresária, estilista e artista. Todas mostrando como é ser negra na corrida por um espaço relevante dentro da sociedade.

Whoopi Goldberg (à esq.) com Meagan Good em cena de Harlem (Divulgação/Prime Video)

Gentrificação e música

A negritude em Harlem tem um aprofundamento importante ao abordar a gentrificação do Harlem. Esse tema foi tratado com ênfase na série Ela Quer Tudo, do Spike Lee, porém o foco ali era o Brooklyn, outro bairro carente de Nova York. 

Tanto o Brooklyn quanto o Harlem, polos efervescentes da cultura negra, sofrem assédio de empreendimentos de pessoas brancas mais abastadas. A invasão dessa parcela da população muda as características dos bairros, perdendo a raiz. Comércios locais fecham para dar lugar a estabelecimentos gourmetizados.

A moradia sofre um impacto pesado, observado nas disparadas dos aluguéis. E quem não pode acompanhar o aumento do custo de vida (leia-se, a população mais carente) não vê outra saída a não ser sair de onde mora e procurar outro lugar mais em conta. Cidades grandes do Brasil, como São Paulo, sempre passaram por isso.

Ela Quer Tudo bateu na tecla da gentrificação e Harlem, sabiamente, bebe da mesma fonte. A personagem que carrega essa bandeira com mais entusiasmo é a professora Camille.

Entre o ativismo e os romances, Harlem solta uma trilha sonora de black music apurada, imitando o que Insecure faz como nenhuma outra série. A seleção das canções cola bem nas narrativas das cenas. E são várias músicas de artistas famosos que tocam nos episódios. Usar o Raio-X do Prime Video nunca foi tão necessário para saber o nome de todos os hits.


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