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FANTASIA

Crítica: falta o básico para a opulente e confusa série A Roda do Tempo

Produção caríssima do Prime Video estreia na sexta-feira (19)

Publicado em 17/11/2021
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Desesperada por uma Game of Thrones (2011-2020) própria, a Amazon não poupou nada para fazer A Roda do Tempo, série de fantasia que estreia nesta sexta-feira (19) no Prime Video, com os três primeiros episódios. O investimento de milhões de dólares foi despejado em cenas épicas. Contudo falta o básico: explicar a trama com clareza.

A Roda do Tempo tem como base uma obra gigante, composta de 14 volumes, lançados entre 1990 e 2013. Quem não possui o conhecimento dos livros fica totalmente perdido ao assistir à série. Ninguém explica o que se passa e quando alguém o faz, transmite uma mensagem codificada, raiz de mais confusão.

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A personagem principal, Moiraine (Rosamund Pike), tenta descrever qual é a principal motivação de A Roda do Tempo. Após falhar várias vezes, somente nos minutos finais do primeiro episódio ela consegue situar o público.

O mundo da série acredita em reencarnação e espera o cumprimento de uma profecia sobre o renascimento do Dragão, uma força que pode salvar ou destruir, encarnada em uma pessoa. Como o último Dragão acabou com o mundo, a tradição aponta que o próximo irá salvá-lo.

A crença é que o tal Dragão esteja dentro de um de cinco jovens, nascidos há 20 anos. O Tenebroso (força do mal) vai recrutar gente para capturar o possível Dragão reencarnado. A função de Moiraine é protegê-los; ela possui poderes como cura e magia com elementos tipo água, ar, terra, fogo e espírito.

Trocando em miúdos. Os jovens ficam em conflito sobre acreditar ou não no papo de Moiraine, de que um deles pode ser o salvador ou destruidor do mundo. É o embate do mal contra o bem envelopado em uma densidade exagerada de simbolismos.

Marcus Rutherford e Madeleine Madden na 1ª temporada de A Roda do Tempo (Divulgação/Prime Video)

“O que significa isso?”

De saco cheio dos mistérios, um dos jovens, o sisudo Rand al’Thor (Josha Stradowski) se exalta após uma das explicações sem sentido de Moiraine e pergunta com raiva: “O que significa isso!?“. Ela até responde, mas com uma nova mensagem sem transparência.

A Roda do Tempo gastou muito dinheiro (US$ 10 milhões por episódio) e claramente se vê esse investimento em cenários belos e lutas épicas com quase 12 minutos de duração. Isso é bacana, bom de assistir. Mas e o investimento no básico, na descrição da história?

Em muitos momentos A Roda do Tempo deixa o público ao deus-dará. Certa feita, um bando de homens vestindo branco claríssimo, alguns com adereços dourados e outros prateados, interceptam o caminho dos personagens. Com muito esforço, dá para entender que ali se trata de uma força militar, porém não se revela o propósito nem quem são (os dourados estão no comando; os prateados na segunda linha da chefia).

Há outra introdução de um grupo com pouco didatismo, os chamados Tinkers, emulando um pouco os ciganos. Eles ajudam dois personagens. Mas não se sabe o que eles são ou fazem, de fato. 

A Roda do Tempo tem muita história para contar e a sensação que os episódios passam é daquele jogo de futebol ruim que você olha o cronômetro para ver quanto tempo falta até acabar o jogo. Daí há aquele abatimento ao ver que a peleja ainda está nos 20 minutos do primeiro tempo.

A primeira temporada tem oito episódios (a segunda está confirmada). Essa leva de estreia irá abordar o primeiro e o segundo livro, assim como partes do terceiro. Detalhe: cada livro é um calhamaço! Só a primeira obra, chamada de O Olho do Mundo, tem 800 páginas.

Quem tem um conhecimento prévio dos livros vai conseguir aproveitar bem A Roda do Tempo. Pelo menos compreenderá a história. Já o público médio, sem um curso preparatório ou um manual de instrução em mãos, vai ficar boiando. Terá de ter muita força de vontade para seguir em frente e não abandonar a trama pela metade.


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