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CRÍTICA

Apesar do início vacilante, A Roda do Tempo encerra 1ª temporada em alta

Badalada produção do Prime Video corrige rumo e se torna uma das grandes séries de 2021

Publicado em 26/12/2021
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O Prime Video se saiu bem ao adaptar a complexa obra A Roda do Tempo, coleção composta de 14 volumes (o primeiro tem 800 páginas!). O começo foi vacilante, com pouquíssima explicação sobre os símbolos apresentados na primeira metade da temporada de estreia. Quem não desistiu da série passou a entendê-la melhor na parte final.

Na largada, A Roda do Tempo mostrou onde e como distribuiu todo o dinheiro investido pela Amazon (e não foi pouco, US$ 10 milhões por episódio). A gastança tamanha chegou ao ponto de os produtores erguerem um vilarejo completo, para dias depois destruí-lo em uma das batalhas iniciais da história.

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Quem nunca ouviu falar de A Roda do Tempo ficou boiando nos três primeiros episódios. Tudo foi bastante confuso, com muitos personagens perguntando o porquê das coisas sem receber de volta uma resposta minimamente satisfatória.

O Dragão Renascido

A narrativa passou a entrar no eixo no meio do caminho. O ponto da virada foi no quarto episódio, pois houve ali um aprofundamento didático sobre quem é o Dragão Renascido, elemento base que movimenta toda a trama.

Álvaro Morte, o professor de La Casa de Papel (2017-2021), interpreta o feiticeiro Logain Ablar, que dizia ser o Dragão Renascido, reencarnação de um figura poderosíssima com o poder de salvar ou destruir o mundo. 

Compreendendo a espinha dorsal do drama, ficou mais fácil acompanhar as histórias adjacentes, como sobre a influência das Aes Sedai e quem elas realmente são.

Houve também um aprofundamento necessário nas motivações dos quatro personagens cotados a ser o Dragão Renascido. Cada um deles apresentou uma moral e uma atitude bem distintas em relação aos outros colegas, ficando mais simples de entender quem dali tinha interesse em agir na pele desse ser poderoso.

Não é nada fácil adaptar uma obra tão bem refinada nos livros, cujo formato permite páginas e páginas dedicadas a um simples detalhe. Rafe Judkins amarrou tudo isso muito bem em oito episódios, usando da licença criativa aqui e acolá, mas sem perder a essência dos livros escritos por Robert Jordan.

A Amazon aposta muito em A Roda do Tempo, tanto que a renovou para uma segunda temporada antes mesmo da estreia. Seja pela métrica de audiência do próprio Prime Video ou da Nielsen (o ibope americano), a produção fantasiosa furou a bolha do gênero, alcançando um público novo.

Caso a segunda temporada mantenha o didatismo brando da metade final do primeiro ano, A Roda do Tempo tem tudo para voltar aos braços do povo. Há um detalhe nesse retorno, que os executivos do streaming têm de resolver: escolher a data de lançamento dos episódios inéditos, sem provocar uma concorrência interna com a aguardada série de O Senhor dos Anéis, cuja a estreia será em setembro.


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