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ANÁLISE

Pachinko e My Brilliant Friend: as belas-artes em forma de série

Produções da Apple e HBO enchem os olhos de quem aprecia tramas refinadas

Publicado em 27/03/2022
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A Coreia do Sul e a Itália entregam as séries atuais que arrebatam o público com produções elegantes, dignas de belas-artes. Pachinko (Apple TV+) e My Brilliant Friend (HBO) são exemplos de beleza e manifestação artística da mais elevada complexidade, um deleite aos olhos de quem procura entretenimento refinado, à beira da perfeição. As duas atrações se firmam como verdadeiras obras de arte na tela da TV, computador ou celular.

Lançada na última sexta-feira (25), a sul-coreana Pachinko tirou o fôlego de quem já assistiu aos primeiros três episódios disponíveis no streaming da Apple (novos capítulos entram na plataforma semanalmente, às sextas). O drama baseado no best-seller homônimo encanta com atuações impecáveis dentro de um cenário de fazer cair o queixo.

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Pachinko dá aula de como ser uma produção merecedora do selo belas-artes sem ser maçante, fugindo de longos minutos sem diálogo, exibindo cenas cifradas ou qualquer truque do tipo. A trama mescla elementos artísticos apurados com a fórmula seriada padrão.

A história acompanha uma família coreana, mais precisamente uma personagem, durante quase cem anos, desde a ocupação japonesa no território da Coreia, na década de 1910, até o final do século 20. Seja no mundo arcaico do passado longínquo ou no retrato da sempre rica década de 1980, Pachinko brilha ao retratar esses ambientes tão distintos.

O k-drama apresenta de trunfo um trabalho precioso com a paisagem, pode ser da natureza de antigamente ou dos arranha-céus do Japão moderno de quase quarenta anos atrás. Um detalhe sobre isso merece a atenção do telespectador.

Em determinado momento, Pachinko adentra no romance entre a Sunja jovem, interpretada por Kim Min-ha, e Koh Hansu (Lee Min-ho), introduzido inicialmente como um negociante no mercado da pescaria. Durante a paquera entre ambos, a beleza natural da Coreia serve de pano de fundo nas interações entre eles, de diversas formas. A paisagem faz parte do romance.

A atriz Margherita Mazzucco na 3ª temporada de My Brilliant Friend

A arte de My Brilliant Friend

A cultuada série italiana My Brilliant Friend está na mais alta prateleira da TV quando o assunto é qualidade em uma produção. Atualmente na terceira temporada, o drama baseado em obra da autora Elena Ferrante consegue se superar a cada leva de episódios, sempre evoluindo e provando ser uma verdadeira experiência cinematográfica.

Quem faz My Brilliant Friend usa como base referências do cinema. A execução fica por conta dos diretores. Nas duas primeiras temporadas, essa missão foi cumprida por Saverio Costanzo, o criador da série. O bastão foi passado para Daniele Luchetti no terceiro ano.

Cada temporada é temática, pelo ponto de vista cinematográfico. A primeira, ambientada nos anos 1950, foi inspirada no movimento do neorrealismo italiano (Era de Ouro), caracterizado por histórias sobre as classes operárias e pobres da Itália, na maioria das vezes vividas por atores amadores ou iniciantes (precisamente o caso de My Brilliant Friend).

Na segunda temporada, narrada na década seguinte, entra em cena a Nouvelle Vague. Originada na França, essa onda contestou a estética hollywoodiana e foi marcada por uma politização contundente, tal qual fez My Brilliant Friend.

Agora no terceiro ano, década de 1970, o tema é New Hollywood, a mudança de postura que ocorreu nos Estados Unidos em relação ao cinema, de como realizar as produções de forma mais criativa e dar liberdade aos atores.

Essas questões técnicas norteiam My Brilliant Friend, sobre a história de uma amizade entre duas mulheres que durou a vida inteira. O que mais se destaca é a direção de arte, uma dedicação incrível ao recriar perfeitamente cada década citada. Isso resulta em episódios belíssimos e, igual Pachinko, vão além do hábito de assistir; é para admirar. ⬩

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